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Arquivo de Dezembro, 2007

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Nuestros hermanos passaram com distinção neste teste que obteve apenas uma abstenção. Não há nada a fazer, nós gostamos de Espanha. A terra prometida em que se tornou, mesmo aqui ao lado, faz com que progressivamente se abandone o preconceito e sobranceira que os portugueses tinham em relação aos espanhóis, substituindo-os por admiração e fascínio. Pena que não nos fique também o exemplo e não deixemos de lado as expressões feitas como “somos latinos, não há nada a fazer” e que se revelam em Espanha como a negação dessas ideias.

Espanha atingiu um patamar independente de ideias, religiões e preconceiros. Indiferente aos partidos e aos políticos que se transformaram apenas em velocidades diferentes de um carro bem embalado.

Que diferença!

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Não nego que a Carmex teve um efeito catalisador nesta eleição. Este é também um tributo dos farmacêuticos à nossa colega que foi durante este ano desafiada para aquele projecto.
Que isso não impeça o reconhecimento do Blogue Atlântico por parte deste outro blogue tão diferente.
O Atlântico é um blogue político que tem um papel fundamental na blogosfera portuguesa e que reúne um conjunto muito estimável de pessoas. É uma agradável janela diária para o mundo e para o país que tanto precisa de quem apresente alternativas à pasmaceira política em que vivemos.

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acontinternacional.jpg Não quero saber se foi a Al-Qaeda ou uma triste sucedânea a responsável pela morte de Benazir Bhutto. Também me é indiferente nesta altura se a senhora, enquanto primeira-ministra do Paquistão, proporcionou às contas bancárias do marido um crescimento sustentado. Interessa-me o facto de Benazir Bhutto pretender dotar o Paquistão de uma democracia que, pelo menos, fizesse recordar as democracias ocidentais, de ter como objectivo eliminar os jihadistas do Paquistão e de tirar partes do país ao controle dos radicais islâmicos – e estes desígnios foram os que lhe custaram a vida.

Interessa-me, ainda, que novamente os terroristas islâmicos conseguiram condicionar resultados eleitorais que se previam adversos para os fundamentalistas (não acredito que o filho de dezanove anos de Bhutto tenha a breve prazo um brilhante futuro político) recorrendo à violência e mortandade indiscriminada sobre civis inocentes – o que, de resto, é a assinatura dos jihadistas.

Perante os parágrafos anteriores, interessar-me-ia que, finalmente, no que os americanos gostam de chamar “mundo livre” se tomasse consciência que não pode haver tolerância nem compreensão nem justificação para o terrorismo islâmico. Que não o combater é deixá-lo crescer e fortalecer-se. Que este terrorismo (na senda, aliás, de todos os outros) se alimenta a si próprio, usando como desculpas propagandísticas as agruras dos palestinianos – sendo que estes lhes interessam tanto como os muçulmanos que não hesitaram em matar no Iraque, em Bali, em Marrocos, na Arábia Saudita, …

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 O referendo do aborto foi por nós considerado o Acontecimento Nacional de 2007 – e apenas pelas más razões.

A campanha do Sim no referendo de Fevereiro foi desonesta e mentirosa: utilizaram números falsos sobre o aborto clandestino e questionáveis sobre o número de mulheres hospitalizadas em consequência de um aborto clandestino; prometeram aconselhamento para as mulheres que procurassem abortar para posteriormente apenas acederem a uma informação prestada em forma escrita (Portugal, como se sabe, não tem qualquer problema de iliteracia) e negligenciada; insinuaram uma falsa juventude de todas as mulheres que abortam; puseram em causa a seriedade e qualidade de qualquer estudo científico que sugerisse a existência de sequelas clínicas (psicológicas ou outras) das mulheres que abortam, ou dos estudos sobre a vida intra-uterina que concluem pela existência (ou probabilidade de) de vida desde a concepção; sem qualquer pudor recusaram-se a revelar quais os contornos da lei que seria aprovada se o Sim vencesse, atribuindo vários epítetos menos simpáticos a quem afirmava que a lei seria o que veio a ser.

A campanha do Sim foi um embuste do princípio ao fim, própria das sociedades estalinistas que alguns dos que a fizeram consideram como as ideais ou, pelo menos, com princípios tão bonitos. Uma campanha sem qualquer respeito pelos que tinham ideias opostas e sem qualquer vergonha na cara. Tudo valeu. A democracia portuguesa conheceu um lodaçal fedorento do qual dificilmente recuperará totalmente.

O referendo – apesar de novamente um fiasco em termos de participação eleitoral – permitiu a legitimidade política para aprovar uma lei radical e sem qualquer respeito pela vida intra-uterina, contrariando promessas eleitorais mais moderadas, e transformando o aborto numa das prioridades do SNS. 

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Li uma vez, num qualquer jornal nacional, que as colegas de modalidade a apelidam de A Extraterrestre. Parece ser justa esta comparação com a nossa campeã de 22 anos que venceu esta eleição com a tranquilidade, leveza e distância dos perseguidores a que já nos habituou. 

É de referir ainda o facto de atribuírmos este prémio por razões positivas e não pelas negativas que caracterizava a esmagadora maioria dos restantes nomeados. É o sinal de confiança que o Farmácia quer deixar para 2008, mas sem as fotografias de Nick Knight.

2007 foi, sem dúvida, o ano de Vanessa. Esperamos ansiosamente por aquilo que ela nos poderá trazer em 2008!

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Está quase! Sabemos que a ansiedade é muita mas os galardões do Farmácia só serão divulgados mesmo à meia-noite e numa operação tecnológica sem precedentes que permitirá aos farmacêuticos brindar e comer passas com a maior tranquilidade enquanto os Bicos de Bunsen 2007 serão divulgados.

Por agora revelamos apenas as 10 categorias em que andamos a trabalhar arduamente para eleger os vencedores:

  1. Figura Nacional
  2. Acontecimento Nacional
  3. Figura Internacional
  4. Acontecimento Internacional
  5. País para Emigrar
  6. Blogue
  7. Frase
  8. Livro
  9. Filme
  10. Mito

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… enquanto isso, aqui fica uma sugestão de fazer água na boca – da colecção A/W 2007/2008 da Dolce&Gabbana – para logo à noite.

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Gostava de perguntar ao Panaxginseng que tal é o ano 2008, uma vez que ele já lá chegou e nós ainda não, mas imagino que a esta hora ele ainda esteja a consumir a garrafeira ibérica da loja Gourmet lá do banco.

Assim sendo e sem informação privilegiada sobre o novo ano, resta-me desejar a todos os nossos clientes um próspero 2008 como o desejarão os restantes mortais.

Apesar de sabemos de antemão que vai ser exigente e penoso graças à boa governação, mas também a outros indicadores menos favoráveis ao ano que aí vem, gostaria de lembrar que em Fevereiro se assinalam os 400 anos da morte do P. António Vieira que será recordado com a magnitude que lhe é devida e, certamente, acompanhado em emissão especial aqui do Farmácia. Que melhor oportunidade para persistir a esperança e a confiança nos tempos vindouros e os sonhos sem limites para o nosso país e para nós? Acredito que o Imperador da Língua Portuguesa será uma grande ironia de Deus para este ano que agora começa.

Boas entradas e que seja um ano de paz!

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Mercado de inverno

Não pensem os Cachimbos que os farmacêuticos se ficam. À contratação do Paulo Gorjão por estes o Farmácia respondeu com prontidão fazendo valer os seus atributos no mercado, para além da incursão da já apresentada Buscopan que tarda em fazer a sua estreia, podemos também confirmar a contratação do Centrum.

As negociações foram intensas e duraram um almoço de Sábado inteirinho. Mas no final, em troca de um prometido serão bem passado em redor de uma pista de Slots, o nosso “Vasco Lourinho” aqui do Farmácia deu-se por vencido e aceitou o desafio. Numa altura em que da vizinha Espanha só vêm bons ventos e bons casamentos, este Blogue colocou-se estrategicamente no coração de Madrid onde se antevê um 2008 auspicioso e carregado de intriga e trama política.

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Ano 2007

Como não podia deixar de ser, o Farmácia também está a preparar os seu galardões para figuras e factos de 2007. Talvez por isso isto ande tão sossegado, é que destas cabecinhas tudo é possível.

Em breve, aqui…

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João Pedro, estive tentada a responder-te com umas coisas bonitas sobre a vontade de certas almas caridosas que sabem, talvez por revelação divina, que os mercados nunca funcionam e que o estado precisa sempre de intervir e que a intervenção estatal é sempre positiva, nunca, mas absolutamente nunca cria distorções injustas pagas pelas empresas e pelos consumidores, nem perturba negativamente o desenvolvimento de uma economia, nem provoca preços artificialmente altos, nem, em casos extremos, promove a pobreza. Mas depois desisti. É que o autor do artigo que tu postaste – e eu relembro que sou favorável a um mínimo de regulação que permita aos mercados funcionarem – não é minimamente sério. Ele ataca a posição de Greenspan e termina inquirindo porque razão os democratas não atacam os republicanos nesta questão da falta de regulação nos mercados de hipotecas. Eu respondo: porque Alan Greenspan, que Krugman tanto abusa, foi presidente do FED durante a administração Clinton e é geralmente considerado um dos promotores do confortável crescimento económico que os americanos gozaram durante esse tempo. Ai as memórias curtas…

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Ainda a propósito do “maior português vivo” que já comentei aqui, deixo mais este vídeo invejoso e medíocre em defesa do réu:

 

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Ao cuidadado do Dr. Soares

a5d8f8e74153415d97cff30416c09c88.jpg Fala a voz da experiência de quem também considerou os terroristas tão humanos como nós e assim lixou o bom trabalho que o seu antecessor tinha feito no combate à ETA.

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O PML acha simplesmente que um corrupto pode ser o maior português vivo. Digo eu que talvez ele se tenha esquecido de uns pequenos pormenores, certamente inventados por invejosos, na ode que desenvolve à personagem, mas nada de relevante…

Dentro do mesmo contexto imaginário, deixo aqui uma fotografia do momento em que a coragem e tancidade de dois homens permitiram que o “maior português vivo” (sem risos) não esteja já morto…

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Portugal é um país muito pequeno, é verdade. Estamos acostumadas, sempre que vamos ao cabeleireiro (e não há a Hola, que pelo menos dá graxa à monarquia espanhola ou a qualquer outra que se ponha a jeito e tem umas fatiotas nas suas fotografadas dignas de se admirarem) a sermos apresentadas a inúmeras figuras supostamente conhecidas do público em geral que se dedicam a uma actividade inventada em Portugal: são modelos/actores/apresentadores-de-televisão/cantores/relações-públicas. Estas criaturas polivalentes por vezes, nos casos de talento genial, chegam a ser escritores!

Até agora eu tinha estado descansada: pensava que esta polivalência se confinava à televisão e às passereles; como quase não vejo televisão e não frequento a Moda Lisboa, estava a salvo destes talentos ramificados.

A política também evidenciava sinais destes talentos indecidos. Muitos não sabiam se tinham vocação para ministro ou para representante da Iberdrola, ou para ministro ou administrador de um banco (público ou privado, não costumam ser esquisitos), ou para deputado ou administrador de uma empresa pública. Os nossos políticos, gente inteligente, resolvia a indecisão profissional ocupando estes lugares sucessivamente, de forma a não ter esquecido as impressões do emprego passado quando as comparasse com as do emprego actual, de forma a conseguir tomar a decisão mais proveitosa para a última década antes da reforma.

Para minha paz de espírito, pensava eu que as criaturas de fato da Brooks Brothers, camisa branca e gravata lisa de cor sóbria – que são, já adivinharam, os banqueiros – eram imunes a estas convulsões interiores que agitam as pessoas indecisas quanto ao seu percurso profissional. Afinal não, a doideira – e a falta de vergonha – chegam até aos menos suspeitos.

O Governador do Banco de Portugal, que nunca considerou que algo grave se passava no BCP, apesar de denúncias várias (temos que ver que nunca tinham chegado à comunicação social não-económica, pelo que ninguém de bom senso lhes liga; e afinal já se sabe que estas coisas da regulação e da fiscalização em Portugal servem só para dar uns tachos aos amigos políticos e para se fazer boa figura lá fora com um irrepreensível sistema fiscalizador; desde que “as coisas” não se saibam, toda a gente finge que tudo corre bem, quem sabe se o próximo emprego não é um lugar de administrador não-executivo numa das empresas presentemente fiscalizadas) mandou os actuais administradores retirarem-se. Por contactos de bastidores, não encontraram ninguém mais qualificado para liderar o maior banco privado português do que o presidente do maior banco (público) português, concorrente do BCP. O Estado (aparentemente) patrocinou esta solução e os maiores accionistas concordam.

Eu, nem recorrendo a esta explicação da polivalência nacional percebo esta solução. Acho-a grave e uma falta de vergonha (de quem a propõe, de quem a aceita podendo não o fazer, de quem sai de um banco para liderar directamente um seu concorrente). E nem parafrasear o Obélix com “estes banqueiros estão doidos” me tira a vontade de emigrar para um país onde a realidade não pareça de faz-de-conta.

* TM do João Gonçalves, claro.

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Benazir Bhutto morre em ataque à bomba durante comício político, no Público.

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On Wednesday, the Federal Reserve announced plans to lend $40 billion to banks. By my count, it’s the fourth high-profile attempt to rescue the financial system since things started falling apart about five months ago. Maybe this one will do the trick, but I wouldn’t count on it.

In past financial crises — the stock market crash of 1987, the aftermath of Russia’s default in 1998 — the Fed has been able to wave its magic wand and make market turmoil disappear. But this time the magic isn’t working.

Why not? Because the problem with the markets isn’t just a lack of liquidity — there’s also a fundamental problem of solvency.

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Desemprego? O que ee isso?

How many neo-classical economists does it take to change a light bulb?

It depends on the wage rate. 

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December 21, 2007
Op-Ed Columnist

When announcing Japan’s surrender in 1945, Emperor Hirohito famously explained his decision as follows: “The war situation has developed not necessarily to Japan’s advantage.”

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(…)

Now, that monster was sitting in a courtroom, looking scared and meek as prosecutors catalogued his alleged war crimes. Sitting in the packed auditorium where snatches of Duch’s face flash by on a movie screen, I’m struck by what I see: a face that belongs to someone. This alleged perpetrator of unspeakable misdeeds is, like his victims, someone’s son, someone’s brother, someone’s father

(…)

http://www.project-syndicate.org/commentary/reang1

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José Sócrates faz um Xeque-mate ao Irão. 

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Serviço Público

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É só para avisar que os saldos do Net-a-Porter já começaram…

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Apesar de este ano não ir seguir as etapas portuguesas, deixo aqui o meu contributo para todos aqueles que pretendem fazê-lo. Enquanto isso, andarei em Marrocos “à procura” do Dakar…

Para mais informações, podem e devem consultar este site e deixar por lá muitos elogios ao Luís Neves.

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Saldos

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Ser o Michael Knight por 14.000€.

(Receitado por Ciberia)

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Seraa que vai mesmo tudo acontecer outra vez?!?!?

http://www.rgemonitor.com/blog/roubini/234115

Ou seraa que nao?

http://www.econbrowser.com/archives/2007/12/the_bears_must.html

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(…) 

A friend of mine who combines a professional interest in Africa with a hobby of collecting antique maps has written a fascinating paper called “The evolution of European ignorance about Africa.” The paper describes how European maps of the African continent evolved from the 15th to the 19th centuries.

You might have supposed that the process would have been more or less linear: as European knowledge of the continent advanced, the maps would have shown both increasing accuracy and increasing levels of detail. But that’s not what happened. In the 15th century, maps of Africa were, of course, quite inaccurate about distances, coastlines, and so on. They did, however, contain quite a lot of information about the interior, based essentially on second- or third-hand travellers’ reports. Thus the maps showed Timbuktu, the River Niger, and so forth. Admittedly, they also contained quite a lot of untrue information, like regions inhabited by men with their mouths in their stomachs. Still, in the early 15th century Africa on maps was a filled space. Over time, the art of mapmaking and the quality of information used to make maps got steadily better. The coastline of Africa was first explored, then plotted with growing accuracy, and by the 18th century that coastline was shown in a manner essentially indistinguishable from that of modern maps. Cities and peoples along the coast were also shown with great fidelity.

On the other hand, the interior emptied out. The weird mythical creatures were gone, but so were the real cities and rivers. In a way, Europeans had become more ignorant about Africa than they had been before. It should be obvious what happened: the improvement in the art of mapmaking raised the standard for what was considered valid data. Second-hand reports of the form “six days south of the end of the desert you encounter a vast river flowing from east to west” were no longer something you would use to draw your map. Only features of the landscape that had been visited by reliable informants equipped with sextants and compasses now qualified. And so the crowded if confused continental interior of the old maps became “darkest Africa”, an empty space. Of course, by the end of the 19th century darkest Africa had been explored, and mapped accurately. In the end, the rigor of modern cartography led to infinitely better maps. But there was an extended period in which improved technique actually led to some loss in knowledge.

Between the 1940s and the 1970s something similar happened to economics. A rise in the standards of rigor and logic led to a much improved level of understanding of some things, but also led for a time to an unwillingness to confront those areas the new technical rigor could not yet reach. Areas of inquiry that had been filled in, however imperfectly, became blanks. Only gradually, over an extended period, did these dark regions get re-explored.

(…)

http://www.pkarchive.org/theory/dishpan1.html

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FELIZ NATAL!!!!

<<… Christmas introduces us to the paradoxes with which the Gospel is strewn from beginning to end: the infinite God is there in a little child; the Almighty God is present in the weakness of a new-born infant; the Word becomes crying (…) We have to look at the point to which it is leading us: to a naked infant in a crib (…) God who expresses himself not through force or violence, but through a being who is helpless, and totally surrendered (…) Very often, the heart only opens up in the presence of someone humbler than ourself. Let us not forget: it is the Wholly Other that is present in the crib. But that child prevents us thinking of transcendence as distance or as a threat. Open to his presence, we shall not lose our liberty. We shall be led to make of our lives a “creation with”. Yes, Emmanuel is there, in that child: “God-with-us”…>>

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Gerrit Van Honthorst – Adoração dos Pastores (1622)

Museu Wallraf-Richartz, Colónia

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Um muito feliz e santo Natal (porque os não crentes também podem santificar o Natal com as suas boas obras) para todos os nossos leitores e para os meus colegas farmacêuticos! Aos outros todos também, mas esses vão ficar sem saber dos meus desejos para eles…

(Desculpem a imagem pagã, mas eu estou aqui no meio do meu Natal alentejano e com algumas restrições de ligação à internet, e não arrisquei perder muito tempo à procura dO presépio que o Farmácia mercecia. Mas a imagem também é bonita, não é?)

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O Hirudoid tinha razão; eu queria escrever imenso sobre o salário mínimo e ainda não o tinha descoberto.

 Há uns quatro anos, descobri que não só existe o salário mínimo nacional como existem salários mínimos acordados entre os sindicatos e as várias organizações patronais para as categorias profissionais existentes em cada sector. No caso das empresas comerciais (qualquer que seja o tipo de comércio) existem associações patronais regionais, pelo que os salários mínimos para as várias categorias profissionais são diferentes no norte, centro e sul de Portugal.

Há quatro anos, os salários mínimos acordados para as empresas comerciais eram mais altos no norte, mais baixos no centro e ainda mais baixos no Algarve. Curiosamente, os ordenados reais nas empresas comerciais eram mais altos no Algarve, mais baixos em Lisboa e ainda mais baixos no Norte.

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“Creio que houve um lance decisivo, um penalty que o sr. Pedro Henriques teria de apitar, porque a falta foi dentro da área.”, Jesualdo Ferreira

O Benfica tem, esta época, 3 penalties não assinalados nestas condições. Contra o Leixões, Guimarães e Sporting perdemos assim 6 pontos. É só fazer as contas.

Todos temos um calimero sportinguista dentro de nós, mas olhando para a classificação, não entendo de que se queixa Jesualdo. Só se for do Porto a jogar sem o Quaresma ser ainda mais confrangedor do que o Sporting…

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A Isabel Sérgio (a.k.a. Buscopan) finalmente juntou-se aos farmacêuticos, com contrato de prestação diária aqui no Farmácia, sob pena de pagar brutais indemnizações aos farmacêuticos mais antigos e mais assíduos – sim, que os restantes apenas aguardam uma purga estalinista para desaparecerem do site e das fotografias de nossas casas – na forma de sapatos da Stivali ou da Giuseppe Zanotti (João Pedro e Rui, ninguém vos aconselhou a deixarem-me sozinha a negociar o contrato com a Isabel, pois não?)

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Sobre o salário mínimo, lembrei-me do César da Neves (economista da ala liberal, mas um dos anti-cristos da “nova direita liberal” por ser mui, mui católico) e da explicação que costuma dar para a tradicional taxa de desemprego portuguesa uns bons pontos abaixo das taxas de desemprego europeias – padrão que está a mudar (more of which later).

Temos uma legislação laboral tremendamente rígida. Não permite dispensar trabalhadores em épocas de menor actividade, dificulta a transferência entre funções e entre locais de trabalho (mesmo dentro do mesmo concelho), não penaliza a incompetência e a negligência, protege a falta de assiduidade, obriga a incontáveis burocracias com o IDICT sempre que se pretende fazer alguma coisa banal como mudar um turno a uma pessoa ou colocá-la com isenção de horário, etc., etc.. Com uma legislação laboral tão rígida, claro que os empregadores se precavêem: contratam poucos trabalhadores, que se os contratados forem maus não se conseguem ver livres deles, e se os clientes e as encomendas rarearem ficam a braços com o mesmo número de trabalhadores que tinham nos picos de actividade. A consequência é um grande nível de desemprego, como não podia deixar de ser. Os que estão empregados têm todos os direitos e privilégios, e uma situação profissional seguríssima (mesmo que se dediquem exclusivamente à leitura da Maria ou da Bola nas horas de trabalho); quem paga estes privilégios e estabilidade são os restantes trabalhadores, que não conseguem encontrar emprego com os cautelosos dos empresários.

Em Portugal a situação resolveu-se de outra forma, que as empresas não conseguem sustentar esta rigidez laboral: contrata-se toda a gente a prazo. Quem está efectivo vive na segurança descrita acima; os contratados a prazo vivem numa situação semelhante à quase liberalização total do mercado de trabalho, sem estabilidade e sem quaisquer perspectivas de longo prazo. E devido a estes contratados a prazo, o desemprego em Portugal é tradicionalmente baixo. Os contratados a prazo pagam a segurança dos efectivos, é bom que tenham consciência disso. Geralmente os contratados clamam que deviam ter os mesmos direitos que os efectivos, não percebendo que se não estivessem contratados a prazo estariam com grande probabilidade desempregados.

Entretanto nos últimos anos o esforço que recai sobre as empresas aumentou: maior IVA, menor rendimento disponível dos consumidores finais, aumento do preço das matérias primas, diminuição da procura interna,… Não houve qualquer política de bonificação fiscal, de flexibilização laboral ou outra que desonerasse as empresas. O resultado? O aumento do desemprego.

Concluindo: sempre que as luminárias bem intencionadas se regozijam com ideias bonitas e “justas” e “solidárias”para o mercado laboral, devemos ter consciência que a beleza, a justiça e a solidariedade só vai calhar a alguns; aos outros cabe o pagamento, em períodos de desemprego.

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…para acreditar, ou ter acreditado, que um calendário é um orgão oficial do vaticano.

A história hilariante está toda aqui explicada.

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Eu sei que esta revelação pode chocar os mais desprevenidos tanto ou mais do que saberem que o Primeiro-ministro é Engenheiro. É verdade que foi uma vocação que me passou bem perto mas, felizmente, passou. Ficaram, se não me engano, 2 cadeiristas de análise, uma de estatística e uma de Ciência Política (nem o magníficio João Carlos Espada me segurou) tendo as primeiras dado bastante jeito nas equivalências que obtive a posteriori. Por isso, tudo somado, não sou economista POR OPÇÃO!

O que não invalida que não goste de ouvir (ler) os meus amigos economistas – e tenho muitos. Além de gostar, e pela muita estima e admiração que tenho por eles, gosto que os outros os oiçam (leiam). Daí que não contive o meu impulso de lhes pedir opinião sobre um assunto que jorrava posts no meu Google Reader. Peço desculpa se não ia de encontro ao apetite literário dos meus co-bloggers e agradeço à Carmex que tenha respondido apesar do sacrifício.

Agora que esclareci a minha ignorância sobre a matéria, posso justificar a reacção que aqui expressei (e desde já peço desculpa por não ter colocado a palavra “católicas” entre aspas pois admito que isso forçou a interpretação literal) para referir a leveza com que a Carmex nunca questiona honestidade e a inocência dos empregadores e logo num país como o nosso em que não se promove o abuso de carga horária, nem o corporation activism, nem o workaholicismo. É claro que entendo muito bem os efeitos que as medidas “liberais” podem ter na economia e até aceito que isso tenha funcionado em bastantes sociedades mas acho que, sem entender muito bem o que isto quer dizer, perfiro concordar com o Panaxginseng quando diz “como se fosse o mercado das laranjas e nao um mercado de factores”. E factores tão relevantes como a nossa cultura e educação que, lamento desiludir, é una para os empresários e para os empregados…

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Como ee que ee possiivel??!?! Como ee que ee precisamente naquelas areas onde os economistas juram a pees juntos que also ee “assim”, a malta olha, e sai “assado”?!?!?!?

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Isto não é um mercado, é uma farmácia. Mas isto é a minha opinião porque eu não mando nisto, eu só trabalho nisto. Aliás, ninguém manda nisto mas todos mandam nisto.

Como agora não tenho mais tempo para isto, deixo isto para mais logo, mas aviso já que vou fazer ouvidos de mercador, apesar disto não ser um mercado.

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A ler:

BZ nO Insurgente

Miguel nO Insurgente

Pedro Marques Lopes no Atlântico (que resume tudo).

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Portugal sem sal.

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Outros presépios

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(Receitado por Jorge Lima)

Passei pelo post, ignorei a fotografia com a frieza e indiferença que o miséria do mundo em mim desenvolveu e continuei a blogar por aí fora. Minutos mais tarde tive que lá voltar para a ver de novo. Nem sei explicar porquê. Mais ainda, tive que a postar por aqui. Peço desculpa aos outros indiferentes.

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Centi’Metro

metrotp.jpgHoje, mais uma festa! Não fora a chuva que decidiu marcar irónica presença na inauguração de mais uma obra que meteu água e seria outro dia perfeito. Dez anos e 300 milhões de euros depois o Metropolitano de Lisboa inaugura hoje duas estações e pouco mais de 2 kms de linha subterrânea.

Triste sina a nossa que nos satisfazemos com uma obra desta envergadura só porque conseguiu comer terra ao rio – embora à segunda. Que dirão os holandeses que ostentam o seu Oosterscheldekering e outros.

Felizes continuam os nossos taxistas detentores do monopólio de transportes entre o aeroporto e a cidade. Felizes continuamos todos nós que nos deliciamos com as belas estações em que o nosso metro gasta fortunas e que nos fazem esquecer todos os lugares onde a rede ainda não chega ou a sua ineficiência nas horas de ponta… mas temos belas estações! 

Feliz sou eu que ando de mota!

PS - Tenho tido algumas horas de conversa sobre este tema com apreciadores extemporâneos da arte das estações do Metropolitano. Entre 2003 e 3005, por razões familiares, vivi na margem sul e utilizei intensivamente o comboio da Fertagus e a rede do Metropolitano de Lisboa que já usara anteriormente. Se é certo que durante esses 2 anos não me lembro do primeiro se ter atrasado 1 minuto que fosse em relacção aos horários estabelecidos (e conhecidos pelos passageiros) pela Fertagus e cheio ou vazio, sentado ou em pé, sempre me ter proporcionado os confortáveis, agradáveis e rigorosos 15 minutos de leitura estipulados, é igualmente verdade que no segundo nunca pude ter certezas da chegada da composição, garantias de lugar dentro dela (sem sofrer escoriações e ameaças múltiplas), da duração e condições da viagem, nem das condições para as minhas – e de muitos outros – leituras espacialmente limitadas e permanentemente estropiadas pelos comentários à últimas aparições do José Castelo Branco na TVI.
Foi assim que desenvolvi este meu ódio de estimação a esse miraculoso meio de transporte que se pode e deve usar em qualquer cidade do mundo menos em Lisboa, o metro.

Mas temos belas estações!

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Da minha outra casa

Pois é, um político não é um bom político se não tiver já sentido o medo do tubarão…

(Mais aqui .)

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Serviços Mínimos

Ora bem, por sugestão/ameaça/coacção/violação-inaceitável-dos-meus-direitos-de-liberdade-de expressão (sou uma coitadinha, vítima do sistema, dos meus colegas de blogue, de toda a gente e de tudo menos das minhas próprias escolhas – a lengalenga do costume) do Hirudoid venho aqui pronunciar-me sobre a problemática da existência do salário mínimo. Que não é “problemática” nenhuma: nunca vai deixar de existir salário mínimo em Portugal, logo mais vale dedicar-me à leitura da Vogue americana de Dezembro (que já recebi, eh, eh) e não perder muito tempo com esta falsa questão. Além disso, das múltiplas distorções existentes no mercado de trabalho português, parece-me que esta é das mais inofensivas. A protecção da incompetência vigente preocupa-me so much more.

Desta “problemática” digo o seguinte: concordo com o João Miranda e o jcd. O ordenado mínimo é pouco dinheiro? É, sim senhora. Mas infelizmente há quem não tenha qualificações para produzir o suficiente para ganhar esses quatrocentos e qualquer coisa de euros. Essas pessoas acabam sempre no desemprego – ou por fim de contractos a prazo ou por processo disciplinar ou por falência da sua empresa. E a função das empresas é ganhar dinheiro, não fazer caridade social. Isso fica para os empresários nas horas vagas.

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Tive a mesma reacção que o Duarte Calvão quando, há umas duas semanas, procurava o Cidade Proíbida de Eduardo Pitta na Fnac do Chiado. O livro estava na secção de “literatura gay e lésbica”. Sinceramente penso que é uma categorização como qualquer outra, e a mim até me ajudou a encontrar o que queria. O que me surpreendeu foi ter lá visto o Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde.

O Retrato de Dorian Gray, perguntam-me espantados. Pois é verdade. É certo que o livro descreve a descida do above mentioned Dorian Gray à devassidão, ao egoísmo absoluto, ao hedonismo irresponsável e cruel, certo de que as consequências físicas da sua má vida far-se-ão sentir apenas no seu retrato. E o que tem isto a ver com homossexualidade? Nada. O livro estava nesta secção devido à homossexualidade do seu autor, e este é um critério de ordenação de livros dentro de uma livraria deveras peculiar. É verdade que Wilde mostra nas suas peças algum ressentimento com as “boas mulheres” (considerando, e muito bem, que são tão capazes do mal como as mulheres caídas em desgraça e que estas, por sua vez, podem ser infinitamente generosas). Entre este ressentimento e o livro de Eduardo Pitta (claramente literatura gay) há uma diferença considerável.

Por exemplo, se quisesse oferecer a algum amigo as peças de teatro mais geniais de sempre e proporcionar-lhe umas boas gargalhadas com o fabuloso (e, quando é mesmo obrigado a revelar os seus defeitos, sábio e generoso) Lord Goring de Un Ideal Husband, ou com o John/Earnest Worthing, a Aunt Augusta e o Algernon/Earnest Moncrieff de The Importance of Being Earnest, ou com a infâme Mrs. Erlynne e o seu apaixonado Lord Agustus de Lady Windermere´s Fan, enfim, eu pensaria procurar estes livro na secção de Teatro ou de Sátira ou de Comédia de Costumes.

Passando ao E.M. Forster, também referido pelo Duarte Calvão, poderia procurar Maurice na literatura gay. O Howard´s End, o Room with a View e A Passage to India procuraria em ficção estrangeira.

Mas agora já sei: sempre que quiser comprar livros de um tal e tal autor, faço primeiro uma pesquisa no google para saber a sua orientação sexual (coisa que não me passaria pela cabeça anteriormente). Ou então vou à Amazon, que é mais prático.

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Global Warnings

Global Warnings

by Bjørn Lomborg

You know how you are told to give your kids organic food because pesticides will give them cancer? Well, it’s technically true that there is a link between the chemicals and illness, but the risk is miniscule in any well-regulated country.

There is another threat that you haven’t been told much about. One of the best ways to avoid cancer is to eat lots of fruit and vegetables. Organic items are 10% or 20% more expensive than regular produce, so most of us naturally buy less when we “go organic.”

If you reduce your child’s intake of fruits and vegetables by just 0.03 grams a day (that’s the equivalent of half a grain of rice) when you opt for more expensive organic produce, the total risk of cancer goes up, not down. Omit buying just one apple every 20 years because you have gone organic, and your child is worse off.

My intention isn’t to scare people away from organic food. But we should hear both sides of any story.

Consider a tale that has made the covers of some of the world’s biggest magazines and newspapers: the plight of the polar bear. We are told that global warming will wipe out this majestic creature. We are not told, however, that over the past 40 years – while temperatures have risen – the global polar bear population has increased from 5,000 to 25,000.

Campaigners and the media claim that we should cut our CO2 emissions to save the polar bear. Well, then, let’s do the math. Let’s imagine that every country in the world – including the United States and Australia – were to sign the Kyoto Protocol and cut its CO2 emissions for the rest of this century. Looking at the best-studied polar bear population of 1,000 bears, in the West Hudson Bay, how many polar bears would we save in a year? Ten? Twenty? A hundred?

Actually, we would save less than one-tenth of a polar bear.

If we really do care about saving polar bears, we could do something much simpler and more effective: ban hunting them. Each year, 49 bears are shot in the West Hudson Bay alone. So why don’t we stop killing 49 bears a year before we commit trillions of dollars to do hundreds of times less good?

From the promotion of organic food to declarations of the polar bear’s imminent demise, the media pelt us with a constant barrage of one-sided warnings. The list of urgent concerns is topped by global warming, but also includes terrorism, pesticides, and the loss of biodiversity – and seems to have virtually no end. All the while, we know of the terrible conditions that still face the majority of the world’s population, with more than a billion poor, two billion without electricity, and three billion without clean drinking water and sanitation.

Much of my work is to make sense of all these global warnings. I try to put them in perspective and figure out which ones really should concern us, and when we should act on them.

Perhaps surprisingly, not everything of concern should be dealt with immediately. If we don’t have a good way to fix a problem, it might be better to focus on something else first. After all, when you don’t know where your next meal is coming from, it’s hard to worry about what global temperatures will be 100 years from now.

Things have improved immensely in both the developing and developed worlds. In the last 100 years, scientists have won many of the most important battles against infectious diseases, to the extent that poverty is now the main reason for a lack of treatment. Global average life expectancy in 1900 was 30 years; today, it is 68 years.

Food has become more plentiful and affordable, especially in the developing world, where calorie availability has increased by 40% per person over the past 40 years, while food prices have more than halved. Consequently, the proportion of hungry in the Third World has dropped from 50% in 1950 to less than 17% today, while worldwide incomes have increased more than three-fold.

Perhaps most importantly, all of these positive trends are expected to continue. The United Nations estimates that average life expectancy will reach 75 years by the middle of the century, and that the proportion of those going hungry will drop below 4%.

By the close of the century, incomes will have increased six-fold in industrialized countries and 12-fold in developing countries, making the average person in the developing world richer in 2100 than the average American or European is today. The number of poor will drop from a billion to less than five million.

None of this means we should stop worrying about the future. But it does mean that we can quit panicking and start thinking calmly to ensure that we focus on the right issues. Global alarm bells might cause pangs of guilt for wealthy Westerners, but they don’t give us an adequate understanding of what’s going on. We all need to hear both sides of the story.

Bjørn Lomborg is head of the Copenhagen Consensus Center, adjunct professor at Copenhagen Business School, and author of the The Skeptical Environmentalist and Cool It.

Copyright: Project Syndicate, 2007.
http://www.project-syndicate.org

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An Inconvenient Peace Prize

by Bjørn Lomborg

This year’s Nobel Peace Prize justly rewards the thousands of scientists of the United Nations Climate Change Panel (the IPCC). These scientists are engaged in excellent, painstaking work that establishes exactly what the world should expect from climate change.The other award winner, former US Vice President Al Gore, has spent much more time telling us what to fear. While the IPCC’s estimates and conclusions are grounded in careful study, Gore doesn’t seem to be similarly restrained.

Gore told the world in his Academy Award-winning movie (recently labeled “one-sided” and containing “scientific errors” by a British judge) to expect 20-foot sea-level rises over this century. He ignores the findings of his Nobel co-winners, the IPCC, who conclude that sea levels will rise between only a half-foot and two feet over this century, with their best expectation being about one foot. That’s similar to what the world experienced over the past 150 years.

Likewise, Gore agonizes over the accelerated melting of ice in Greenland and what it means for the planet, but overlooks the IPCC’s conclusion that, if sustained, the current rate of melting would add just three inches to the sea level rise by the end of the century. Gore also takes no notice of research showing that Greenland’s temperatures were higher in 1941 than they are today.

Gore also frets about the future of polar bears. He claims they are drowning as their icy habitat disappears. However, the only scientific study showing any such thing indicates that four polar bears drowned because of a storm.

The politician-turned-movie maker loses sleep over a predicted rise in heat-related deaths. There’s another side of the story that’s inconvenient to mention: rising temperatures will reduce the number of cold spells, which are a much bigger killer than heat. The best study shows that by 2050, heat will claim 400,000 more lives, but 1.8 million fewer will die because of cold. Indeed, according to the first complete survey of the economic effects of climate change for the world, global warming will actually save lives.

The IPCC has magnanimously declared that it would have been happy if Gore had received the Nobel Peace prize alone. I am glad that he did not, and that the IPCC’s work has rightfully been acknowledged.

Gore has helped the world to worry. Unfortunately, our attention is diverted from where it matters. Climate change is not the only problem facing the globe. Our blinkered focus on it – to the detriment of other planetary challenges – will only be heightened by the attention generated by Gore’s Nobel Peace Prize.

Gore concentrates above all else on his call for world leaders to cut CO2 emissions, yet there are other policies that would do much more for the planet. Over the coming century, developing nations will be increasingly dependent on food imports from developed countries. This is not primarily a result of global warming, but a consequence of more people and less arable land in the developing world.

The number of hungry people depends much less on climate than on demographics and income. Extremely expensive cuts in carbon emissions could mean more malnourished people. If our goal is to fight malnutrition, policies like getting nutrients to those who need them are 5,000 times more effective at saving lives than spending billions of dollars cutting carbon emissions.

Likewise, global warming will probably slightly increase malaria, but CO2 reductions will be far less effective at fighting this disease than mosquito nets and medication, which can cheaply save 850,000 lives every year. By contrast, the expensive Kyoto Protocol will prevent just 1,400 deaths from malaria each year.

While we worry about the far-off effects of climate change, we do nothing to deal with issues facing the planet today. This year, malnutrition will kill almost four million people. Three million lives will be lost to HIV/AIDS. Two and a half million people will die because of indoor and outdoor air pollution. A lack of micronutrients and clean drinking water will claim two million lives each.

With attention and money in scarce supply, what matters is that we first tackle the problems with the best solutions, doing the most good throughout the century. If we focus on solving today’s problems, we will leave communities strengthened, economies more vibrant, and infrastructures more robust. This will enable these societies to deal much better with future problems – including global warming. Committing to massive cuts in carbon emissions will leave future generations poorer and less able to adapt to challenges.

Gore has an unshakable faith that climate change is the biggest challenge facing the world. To be fair, he deserves some form of recognition for his resolute passion. However, the contrast between this year’s Nobel winners could not be sharper. The IPCC engages in meticulous research where facts rule over everything else. Gore has a very different approach.

Bjørn Lomborg is the organizer of Copenhagen Consensus, adjunct professor at the Copenhagen Business School, and author of Cool It and The Skeptical Environmentalist.

Copyright: Project Syndicate, 2007.
http://www.project-syndicate.org

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