Depois de uns dias de intenso trabalho devido às festividades carnavalescas, o dia de amanhã perspectiva-se também de intensa actividade laboral para Guronsan. Motivo: a ressaca do sorteio dos € 130 milhões.
Às 18.50 saí que nem uma flecha do escritório rumo a Porto Salvo para registar os boletins alheios, que eu tenho mais em que gastar o fruto do meu suor. Para quem não sabe onde fica, trata-se uma terriola perdida por trás do Taguspark, parada no tempo e na evolução socio-económica dos moradores. Chegada ao café do sítio, deparo-me com uma fila que vem até à estrada. Certifico-me que estou no sítio certo e aguardo, mas não muito. Uma senhora sai desalvorada do estabelecimento “‘Tá fechado, já não há mais, eles desligam às sete!!”. À minha frente, a turba hesita… Uns há que ainda entram na esperança de… talvez… se calhar… Mas não: a tirania do relógio impôs-se implacavelmente à esperança de toda a gente. E rumaram, lentamente, dali para fora, semblante consternado, ombros descaídos, um ou outro suspiro de desalento… Tinham acabado de perder A oportunidade de ficarem milionários!
Acho graça à esperança quase religiosa que as pessoas têm nestes jogos de azar. E acho que deviam pôr as culpas no Governo pelas desilusões sofridas semana após semana, a investir ali os “aéreos” que tanto custam a ganhar e o mais das vezes nem o dinheirinho para apostar na semana seguinte recuperam. E porque por as culpas no coitado do Governo? Primeiro, porque é o costume. Segundo, porque se tivessemos um plano de ensino como deve ser, certamente a população teria alguns conhecimentos acerca da teoria das probabilidades. E, embora pudesse, legitimamente, continuar a apostar, pelo menos escusava-se a tanto sofrimento…


Antes de mais, bem regressada aqui ao Farmácia. A tua ausência faz-nos mal e a mim, particularmente, provoca-me saudades.
Quanto ao post, mais uma vez eloquente e sábio, digo-te que eu aposto todas as semanas (os mínimos) não por ser sofrível, mas precisamente porque as probabilidade não são nulas…
Além disso, devemos à Santa Casa a estátua ao Padre António Vieira que Lisboa vai, justa mas tardiamente, ganhar em breve!