Bom, parece que o problema com a Fernanda Câncio é apenas a minha conclusão – pelos vistos não é suposto eu apresentar a minha visão dos assuntos que por acaso vêm ter comigo, se estas lhe desagradam - de que o texto jornalístico (cof, cof, cof) apresentando o beatífico (para a apresentadora) novo Minitro da Cultura foi uma encomenda. Não percebi isto logo, tendo em conta as fúrias intempestivas a que a FC é proprensa sempre que eu lhe critico o trabalho propagandístico, perdão, jornalístico (cof, cof, cof outra vez), como aconteceu nos caso do ataque da Fernanda Câncio à Patrícia Lança (agora não consigo o link, quando estiver com net normal coloco-o) sob a capa de uma notícia ou do caso da desculpabilização noticiosa da continuidade do aborto clandestino. É muito susceptível quando lhe questionam a qualidade do trabalho, é sim senhora. O que se estranha, tendo em conta a parcialidade do que é escrito, as opiniões que coloca no meio dos artigos ou as que veícula pela informação que decide apresentar ou não ou pela valorização ou menorização que lhe atribui – e tudo isto não pode escapar à autora dos textos, mas enfim, nem toda a gente foi abençoada com espírito auto-crítico.
Assim, quero usar a mesma fórmula que a FC utilizou quando me acusou de escrever aqui no Farmácia sob pseudónimo para criticar a “notícia” do aborto clandestino (com link acima, que eu estou com acesso restrito à internet e demora a fazer links). A Fernanda Câncio – diz ela – não percebeu que a Carmex era a Maria João Marques; talvez, e então teria pouca cotação naqueles testes básicos de inteligência que se fazem às crianças de 5 ou 6 anos. Ou então fingiu-se de confusa com as identidades, bem mostradas na parte direita do blogue, para atacar o meu texto com o argumento mentiroso do anonimato. A FC lá saberá, que eu graças a Deus não estou dentro da cabeça dela. (E também há a história engraçada de eu dizer que é mentira o que a FC diz sobre o anonimato do texto, porque era mentira, e a FC escrever de seguida que não é mentira porque ela apenas não tinha percebido quem era a Carmex e que era eu que a estava a insultar por dizer que o que era mentira era mentira. Bom, talvez haja cabeças que funcionem assim, por alguma coisa existem tantos psicólogos e psiquiatras, apesar de a maioria da sua clientela ter de certeza muito mais lógica e boa formação do que a FC.)
Enfim, voltando à formulação da FC no assunto acima e à questão da “encomenda”. Digo-lhe: Ah, mil perdões (com um “Ah” fortemente exclamativo). E retiro o que disse sobre a minha conclusão quanto à encomenda dos textos de apresentação dos ministro (era apenas uma conclusão minha, não a afirmação de factos nenhuns, mas pronto, há quem não perceba as diferenças). Coloque-se lá, em vez disso, “chego à conclusão que o DN e seus “jornalistas” andam a fazer favores assaz grandes ao governo Sócrates; se esses favores foram solicitados ou se foram feitos por iniciativa dos próprios “jornalistas” ou jornal (à espera de entrevistas, informações priviligiadas ou mesmo por gratuíta vontade de fazer política), não faço ideia, mas é triste que “jornalistas” e jornais se prestem a estes trabalhos.”
E lamento o transtorno causado na exacta quantidade que a Fernanda Câncio lamentou a acusação mentirosa (por lapso ou por vontade) que me fez de escrever sob pseudónimo.
E deixe-me só dizer-lhe, FC, que nunca tive esperança em sentimentos nobres da sua parte. Já a li de mais para isso.
Adenda: Ainda sobre a acusação de anonimato, vale a pena referir que o post que enfureceu a FC tinha um comentário do Rui/Hirudoid anterior à fúria cância em que este me chamava Maria. Isto para se ver o quão difícil era associar o Carmex ao meu nome.


Que defesa pueril e cobarde.Ao menos assuma o que escreveu,parece que ficou mesmo com medo de um processo por difamação.
Blalab, tem a certeza que dando este nome pode acusar alguém de cobardia? Humm, a mim não me parece. E não iria haver nenhum processo por difamação, até porque se a FC ficou muito indignada com o meu post devia ter-me posto o processo calmamente, mas ela decidiu amplificar e dar maior dimensão ao que eu escrevi, pelo que não deverá ter ficado grandemente incomodada, se quis tanto mostrar ao mundo o que escrevi do texto dela. Foi uma manobra de intimidação, pura e simples. Se ela me processasse, eu faria o mesmo com a história do anonimato e dos nomes todos que ela já me chamou no 5 Dias, percebe?
MPJ, pois, o 5 Dias tem destas coisas. A mim por acaso nunca me aconteceu, mas li de pessoas que se queixaram do mesmo. Eu também já fui mais frequente no 5 Dias, mas infelizmente de vez em quando tropeçamos na FC e é inevitável escrever alguma coisa sobre os disparates infindáveis com que ela nos brinda.
E faz muito bem ser do Sporting!
Carmex, não quero ser chato mas eu não vejo Maria João em lado nenhum associado ao nome (Leio o blogue por um feed).
Desculpe Maria João Marques(agora sim), já encontrei. Tem que se abrir mesmo o blog e lá está.
[...] blogue e no comentário número 20 a este seu post que já referira abaixo, umas horitas antes deste quase tão igualmente extraordinário mea culpa. nas palavras imortais da ana matos pires, quem é esta gente?) [ [...]
Blablab, tem a certeza que com esse nick (sem link que o esclareça) pode falar de cobardia a alguém? Humm, não me parece. Nunca haveria nenhum processo, em primeiro lugar porque eu estava a dar a minha opinião de um texto que a FC escrveu e parece que tenho direito a isso. Por outro lado, se a FC se incomodou muito com o que eu escrevi sobre ela não se entende muito bem porque resolveu mostrar ao mundo o que eu disse dela, uma vez que o 5 Dias tem muito mais visitantes que nós. Parece mesmo que não se incomodou grandemente com o que eu escrevi (ou teria seguido para o processo muito discretamente sem mostrar a ninguém o texto que tanto a teria ferido); apenas me quis intimidar. Por último, se me colocasse algum processo, eu processava-a também pela história do anonimato e pelos nomes todos que me chamou no 5 Dias. Mais uma coisa: o mediatismo está contra ela, não contra mim, que ninguém conhece. Percebe?
MPJ, o 5 Dias tem destas coisas, várias pessoas se queixam. Mas claro, eles são tudo malta amiga da liberdade e contra a censura (pelo menos a de direita) e essas coisas boas todas. Eu também já fui mais frequente no 5 Dias, que uma pessoa ao fim de uns empos farta-se do mesmo disparate esquerdista e fracturante. Mas às vezes tropeçamos na FC e é inevitável escrever alguma coisa sobre os intermináveis disparates com que a FC nos brinda.
E faz muito bem ser do Sporting!
Joel, pois, é fácil.
Que nojo!
Ainda por cima mal escrito!
Mal escrito?! Ah, isso é que não pode ser…
O 5 dias é estalinista e pratica a censura em larga escala. Já há uns meses que estou “cortado” nesse blogue, porque respondi a um comentário da Câncio intitulado “Arroja enoja” (não se arranja um processozito para isto também ?) com um conveniente “efe fede”… Não passou. Claro.
Mas agora a sério. É preciso provar que a FC aceita encomendas ? Nem é preciso haver pedido formal, então “eles” não são namorados ? E uma namorada não faz as vontadinhas todas ao seu mais que tudo ? Francamente…
Sim, Euroliberal, essa do “Pedro Enoja” foi vergonhosa, eu também comentei sobre o péssimo gosto do título. E a entrevista que a FC fez ao PA era simplesmente surreal, a interromper-lhe as respostas, a comentar as respostas dadas e depois a seguir adiante. Uma brilhante peça jornalística, sem dúvida.
[...] Estou sem paciência para mais disparates Bom, parece que o problema com a Fernanda Câncio é apenas a minha conclusão – pelos vistos não é suposto eu […] [...]
[...] Não creio que a peça de Fernando Câncio que está em causa possa ser considerada um favor ao governo de Sócrates. [...]