Publicado por: hirudoid | Fevereiro 11, 2008

Isso mesmo!

André Abrantes Amaral dá-me uma ajuda naquilo que eu queria dizer quando escrevi isto:

“Só vejo uma razão. A forma como Obama faz política. Como ele toca no sentimento das pessoas. Fala com elas. Vamos ser sentimentais: Como apela ao que lhes vai na alma. Lhes fala ao coração. Os atinge, os cativa e os conquista.

Pode isto ser perigoso? Pode. Mas também pode ser um trunfo. E mais do que um trunfo, se trouxermos a técnica de Obama para Portugal, uma forma indispensável para mudar. Vivemos no fio da navalha. Todos os que não têm o privilégio do emprego certo no estado. Os que têm o seu negócio. Os que descontam para a Segurança Social, mesmo sabendo que nunca vão receber o quer que seja. Os que compram casa, porque a lei do arrendamento ainda não foi liberalizada. Os que têm pessoas a seu cargo e contam os tostões para pagarem os impostos e inúmeras outras contribuições ao estado. Os que vivem no interior e já não têm hospitais. Os que não conseguem pagar uma escola decente para os filhos. Todos os que o estado chula. Todos os que o estado abandona.

Para enfrentar estes problemas é preciso falar claro. Ser franco. Espontâneo. Desimpedido dos tiques da politiquice. É preciso fazer política. Ora, não podemos querer tudo isto e depois torcer o nariz a quem o faz. Queixar-nos que os cidadão se afastaram da política e criticar quem os cativa. Seja no estilo de Obama, ou no estilo de Ron Paul, que também apelou muito ao sentimento. Um estilo de esperança. Porque o que é preciso mesmo é mudança.”


Respostas

  1. É por estas vias travessas que os liberais dão em revolucionários ou pelo menos ajudam a causa. Quando o apelo da mundança é o valor mais forte…


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