Publicado por: Maria João Marques | Fevereiro 14, 2008

Esta é para não me armar em compreensiva, ora toma

Li hoje uma notícia no Público (Edição Impressa, no início da secção portugal) sobre a “miúda”, como lhe chamei ontem, que abortou um feto de 20 semanas com Cytotec.

Aparentemente já tinha feito um outro aborto no ano passado. Ora bem, se já vai no segundo aborto, peço desculpa mas a minha complacência esgotou-se. Se tem idade para tratar de abortar clandestinamente aos 18 anos, então tem responsabilidade para saber o que não devia fazer com uma gravidez de 20 semanas. E, depois de um primeiro aborto, continuar a não ter cuidados que evitassem uma gravidez – como se o aborto fosse sempre uma boa solução – mostra um desrespeito pela vida humana atroz.

Noto mais um ponto da notícia: o tempo de julgamento de uma mulher que havia abortado também com Cytotec um feto de 19 semanas. Não deve ter permitido muita produção de prova.

Vai ser interessante verificar como se comportam ministério público e juízes neste caso. É que no parágrafo anterior não estamos a falar de um caso abrangido pela actual e permissiva lei, mas sim de um bebé praticamente formado na totalidade.


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