Publicado por: Maria João Marques | Abril 1, 2008

Lá vai o pedido de indemnização aumentar

Mas este artigo da jornalista Fernanda Câncio merece ser lido. Assim poderemos perceber a “zanga” ou “irritação” da Igreja Católica – do género das que os adolescentes birrentos têm, devemos pressupor - ou como “Para o bispo, o Governo deve então ter em conta, ao decidir a forma como os equipamentos públicos devem servir a população, os interesses dos privados – neste caso, a Igreja Católica” (o que, não havendo aspas, presumimos que não seja citação do referido Bispo, sendo a opinião de FC sobre as afirmações de Dom Carlos Azevedo). Leiam e aprendam, que certas pessoas esclarecidas não duram para sempre!

Já que aqui estou, vale a pena esclarecer um tremendo erro do artigo. Segundo FC, “a Igreja Católica, recorde-se, não reconhece o casamento civil”. Ora está muito enganada, uma vez que para a Igreja um casamento só vale se for também um casamento civil; ninguém casa pela Igreja sem casar (na maioria das vezes simultaneamente) civilmente – excepto em situações de inexistência da instituição casamento civil, do género duas pessoas perdidas no meio de uma selva. Ainda: caso uma pessoa não seja baptizada e case civilmente, o seu casamento vale para a Igreja em termos de indissolubilidade como se fosse um casamento católico. Mas, quem sabe?, talvez o objectivo fosse mostrar como a Igreja Católica faz birra por causa do casamento civil quando é uma realidade que nem considera sua, ao invés de informar os leitores do DN.

Não deixem que lhes escape o pormenor delicioso de não atribuir a Dom Jorge Ortiga e a Dom Carlos Azevedo o tratamento de “Dom”, como mandam a tradição e a boa educação.


Respostas

  1. [...] Qual dos engraçadinhos ateus deste blog fez esta brincadeira, há dois meses, nas paredes da Universidade Católica, hein? Sim, porque eu sei de fonte segura que foi uma pessoa da casa, e de máfias percebeis vós, é dito e sabido. Para além do ridículo que é escrever uma coisa destas ali, equiparável a escrever uma foice e um martelo numa sede do PCP ou um € nas paredes de um banco, este acto demonstra, antes de mais, uma desprezível falta de educação. Para mim, pessoalmente, é quase tão grave como recusar a Dom Jorge Ortiga e a Dom Carlos Azevedo o tratamento de “Dom”, como mandam a tradiçã…. [...]


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