Há pessoas que mentem. Há pessoas que dizem mentiras. Não é a mesma coisa.

 

As pessoas que mentem, mentem com a vida, as pessoas que dizem mentiras mentem com a boca.

 

Para mim é claríssima esta difrença. Os que mentem com a boca ou com a vida.

 

Porque uma coisa é exagerar numa história ou mesmo contar algo que não aconteceu. É sempre desagradável para quem ouve e consegue ver a falta de verdade.

 

Mas pior, pior, é mentir com a vida. É acreditar numa coisa e fazer outra. É no silêncio de si próprio não estar contente com a sua própria verdade. E ver que não se vai por onde se gostaria de ir. E para os outros, dar conta desta falta de verdade é, quase sempre uma desilusão, porque aquela pessoa fez-nos acreditar que era alguém que no fundo não era.

 

Só que agora, preferimos lanças armas contra quem diz mentiras e não quem vive na mentira. É pena… e superficial.

 

Por definição a mentira é um engano propositado ou uma ilusão. É essa a diferença (nada melhor que consultar um dicionário): mentir com a boca é um engano propositado, mentir com a vida é uma ilusão.