Publicado por: Maria João Marques | Abril 29, 2008

A questão essencial dos beijinhos

“Manuela discursou duas vezes, deu um beijinho aos notáveis e dois aos militantes das bases. Depois saiu, volante do seu próprio carro, uma station wagon BMW.”, diz Francisco Almeida Leite no DN.

Não sei qual a relevância que o pormenor dos beijinhos tem neste processo de directas no PSD (presumo que nenhum; faz lembrar os disparates que se escreveram durante a campanha para o referendo do aborto e da quantidade de beijinhos que se davam em cada lado), mas só mostra que MFL é bem educada; só um tonto (e mal-educado) se alinha totalmente por deixar pessoas que sabe darem dois beijinhos de cara pendurada. (Apesar de se ter que reconhecer que numa situação como estas é muito mais prático e rápido despachar toda a gente com um beijinho; os militantes de base também deviam ter consideração pela senhora.)


Respostas

  1. Tem toda a razão. Para mim, isto é uma não notícia.
    Se há pessoas que dão dois beijinhos e outras que só dão um, Manuela Ferreira Leite tinha de se adaptar ao estilo beijoqueiro de cada beijador.
    Ou será que ela, se desse dois beijinhos, tinha obrigação moral de se deixar ficar pendurada perante pessoas que sabe que só dão um?

  2. Estilo beijoqueiro, é mesmo isso… ao que chegam os nossos jornais…

  3. Exacto. É absurdo que um jornal de referência como o DN gaste duas linhas que seja, na segunda página do jornal, para dissertar acerca da quantidade de beijos que a senhora deu à saída de sede do PSD.
    Ainda por cima um jornal com tantas preocupações ambientais… Se os ambientalistas sonhassem que o DN gasta papel para dizer preciosidades destas…


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