Muito interessante este texto. O facto de os muçulmanos que vivem em Portugal se sentirem bem por cá (ou, pelo, menos, não se sentirem mal) levou a que não os convencessem a matar inocentes e destruir propriedade em Portugal. A integração é, sem dúvida, muito importante. Depende dos nacionais – não se acantonarem em sentimentos e comportamentos racistas – mas, sobretudo, dos imigrantes. Cabe aos imigrantes aceitarem e respeitarem os valores dos países que os acolhem (no caso europeu isso abarca uma latitude tão grande de valores que qualquer pessoa que venha de boa-fé os reconhece). Se houvesse notícias de constantes e repetidos episódios de violência contra as mulheres da comunidade muçulmana, se se vislumbrasse algum clérigo radical a apelar à jihad e à reconquista muçulmana da Península Ibérica, se já se houvesse verificado alguma morte consequente de uma excisão de clitóris feita em casa, se se reclamasse que as muçulmanas não podiam ser atendidas nos hospitais públicos por médicos masculinos e situações afins, a integração dos muçulmanos, mesmo os que não se interessam por radicalismos, seria mais difícil – ou inalcançável. Esta boa integração é mérito dos próprios imigrantes muçulmanos.
Os imigrantes muçulmanos livraram-nos de boa
Maio 19, 2008 por Maria João Marques
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É muito bom que haja integração, e concordo consigo quando diz que a moderação dos próprios muçulmanos tem sido meio caminho andado para uma integração cada vez mais forte.
Contudo, acho que o xeque Munir não fez estas declarações para elogiar as capacidades de integração dos muçulmanos. A meu ver, estas declarações serviram para tranquilizar os portugueses e reduzir a desconfiança que, inevitavelmente, existe contra os muçulmanos.
Sim, concordo que o objectivo foi esse. E até talvez também um aviso: cuidado, que se eles não se sentirem integrados…