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Arquivo de Dezembro, 2008

“Em comunicação ao País, Cavaco Silva afirma estar em causa a relação de poder entre os órgãos de soberania, denunciando a «situação absurda» criada pelo Estatuto dos Açores, que obriga o Presidente da República a ouvir partidos, Conselho de Estado, Governo Regional e a própria Assembleia Regional em caso de dissolução do parlamento açoriano, algo que o chefe de Estado considera ser «um precedente muito grave».”

Sol

O PS teve uma vitória de Pirro. Cavaco – que foi muito claro e acusou o PM, por intermédio do PS, de deslealdade institucional ao insistir na lei “absurda” e disse claramente que esta birra é apenas um jogo partidário que se sobrepôs, nas prioridades do PM, aos interesses nacionais – trabalhará discretamente a partir de agora para tornar a maioria absoluta de Sócrates em 2009 apenas uma doce mas distante miragem. E, havendo maioria relativa em 2009, Sócrates que se cuide.

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Por ser uma das poucas estâncias turísticas de neve no mundo (quiçá mesmo a única) onde não se consegue chegar quando neva, mesmo que a neve seja pouca.

É bom ter uma estância de neve onde só se consegue chegar no caso de não nevar.

Vou ter de esperar que pare de nevar para tentar ir à neve na Serra. Mas se parar de nevar deixa de haver neve… HELP!

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“Although the number of uninsured and the cost of coverage have ballooned under his watch, President Bush leaves office with a health care legacy in bricks and mortar: he has doubled federal financing for community health centers, enabling the creation or expansion of 1,297 clinics in medically underserved areas.

For those in poor urban neighborhoods and isolated rural areas, including Indian reservations, the clinics are often the only dependable providers of basic services like prenatal care, childhood immunizations, asthma treatments, cancer screenings and tests for sexually transmitted diseases.

As a crucial component of the health safety net, they are lauded as a cost-effective alternative to hospital emergency rooms, where the uninsured and underinsured often seek care.”

No insuspeito New York Times

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* Já que, no meu incansável trabalho para vosso proveito, caros leitores, gravei não sei quantas imagens de nativities.

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We wish you a merry Christmas

O Farmácia Central deseja aos seus clientes e (para verem como somos bonzinhos) aos clientes das outras boticas (umph…) e até às pouco saudáveis pessoas que não frequentam farmácias destas, um santo e feliz (eu sei, é redundância, a santidade já contém a felicidade, mas apeteceu-me) Natal.

Nota provocatória de Natal: enquanto na Grã-Bretanha as empresas temerosas dão instruções aos seus funcionários para não desejarem “Merry Christmas”, vão lá os muçulmanos amofinarem-se, hoje no Rádio Clube ouvi o Xeique David Munir da Mesquita de Lisboa desejar um convicto feliz Natal a todos os ouvintes do RCP. Uma questão de bom gosto e bom senso.

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Notícias de Natal

Igreja recupera da crise de vocações”, DN

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Presépios 2

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Presépios

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Dar o nome às coisas

É um bom princípio quando as aberrações começam a ser chamadas de aberrações, em vez de peculiaridades culturais que devemos respeitar, e se assume que não têm lugar em sociedades civilizadas e respeitadoras dos direitos humanos – como a europeia pretende ser.

“Mr Justice Coleridge said he hoped his actions to prevent Dr Humayra Abedin being removed from the UK would send a message to certain ethnic minority communities that forced marriage is an “aberration” in a civilised society.”, Telegraph

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Desta vez uma clutch cor-de-laranja, em jeito de dedicatória à minha querida amiga Sargenor.

(eu, claro, preferiria a versão verde)

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Juro que tinha este artigo do NY Times guarado para o postar aqui mais perto do Natal. Como o André A. Correia me surripiou a ideia, vão ao Confidências lê-lo.

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Este caso do Gabriel Silva fez-me lembrar uma cena a que assisti uma vez na SICN. Estava eu um viveiro de vírus, refugiada em casa, com chá de limão e lenços de papel ao lado no sofá (pronto, disto já não me lembro tão bem, mas é consistente com o meu comportamento gripal, por isso sejam complacentes), a assistir a um programa que vejo pouco, com grande pena, já que oferece momentos de um surrealismo delicioso: o Opinião Pública. O programa tinha qualquer coisa a ver com temas fracturantes, já não tenho certeza, mas acho que sobre reivindicações gays. Há uma parte do programa que recordo vivamente. Um telespectador que foi ouvido queixou-se de que sempre que tentava participar e respondia no telefonema inicial que tinha opinião ‘retrógrada’ nunca conseguia chegar a ser ouvido; naquele dia tinha respondido (porque perguntam primeiro, vá-se lá dar o caso de alguém ter uma opinião ‘exótica’) que era a favor da causa fracturante em causa e tinha conseguido participar. Perante as queixas e a opinião pouco fracturante, como imaginam o senhor teve pouco tempo de antena, cortado várias vezes pelo enfado do moderador, que nem se dignou a dar uma justificação. Provavelmente também seriam critérios jornalísticos.

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O Enigma CDS(/PP?)

Se ainda vou a tempo: Não concordo com o que se lê por aí culpando Paulo Portas pelas desgraças do CDS. Mesmo que Paulo Portas se assemelhe a um eucalipto que seque todas as carreiras promissoras à sua volta (o que não dou por adquirido), permanece um eucalipto eficaz. Eu não me recordo de uma acção de oposição dos tempos de  Ribeiro e Castro (excepto a campanha pelo Não no referendo do aborto), mas com Portas o CDS tem feito a melhor oposição à direita: escrutinou a ASAE e os exageros da DGCI, fez boas propostas na saúde (unidoses e vacina do colo do útero), recentemente protestou – e muito bem – com a actuação de Vítor Constâncio como supervisor no caso BPN. Se os votos fosse decididos para recompensa de trabalhos passados e não por expectativas futuras, o CDS teria o meu voto nas próximas legislativas. E provavelmnete também o teria se no PSD a liderança ainda fosse de Menezes, senhor em quem eu me recusaria a votar, mesmo que por intermédio do PSD, de tão indecorosa que se havia tornado a actuação do grupelho de que faz parte (e nem me refiro ao caso Câncio). O primeiro problema do CDS é ninguém perceber o que é e o que quer o partido e menos ainda entender a linha condutora (além do oportunismo momentâneo) das propostas do CDS. Já foi anti-europeísta e agora é convertido à UE; já foi anti-cavaquista e agora convive bem com o PR; quando foi anti-cavaquista, a principal razão da embirração não era política (talvez pelo encolhimento do PP) mas classista e resultante da snobismo dos líderes populares, que não gostavam de Cavaco porque era de origens humildes, a Maria não se vestia bem, a decoração da casa isto, o carro aquilo, a vivenda que se chamava ‘Mariani’ e por aí fora; já foram parte responsável de uma coligação com o PSD e já tiveram o PSD como arqui-inimigo; são o partido mais à direita e estão sempre disponíveis para se aliarem numa coligação pós-eleitoral aos socialistas; já foram o partido dos quadros e o partido da lavoura; já foram tendencialmente liberais, conservadores, democratas-cristãos, personalistas; e podiam continuar as contradições se eu tivesse muito mais tempo. O segundo problema do CDS é ser português, onde 20% do eleitorado responde nas sondagens que tenciona votar na extrema-esquerda – neste caso, o problema do CDS confunde-se com o problema do país, porque só um país situacionista e estatista e sem propensão para o risco ou para a iniciativa e responsabilização individual (dito de forma mais abrupta, só um país decadente) pode ter 20% das pessoas a simpatizarem com ideias comunistas ou proto-comunistas.

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“A intensidade das reacções de alguns ao anúncio da candidatura de Pedro Santana Lopes é directamente proporcional ao risco de que António Costa venha a perder as eleições autárquicas em Lisboa.” António Prôa, Câmara de Comuns

E isto é muito ajudado pela medíocre – tão medíocre que quase nem se dá por ela – prestação de António Costa na CML:

“António Costa tem sido o pior presidente da Câmara de Lisboa de que há memória na última década. Pior que ser mau presidente: simplesmente não tem existido, para além de umas alianças com o “Zé” que fazia falta – e com Helena Roseta. PPM, Atlântico.

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Ricardo Costa estava a dizer na SICN que Santana Lopes terá muita gente a votar nele para presidente de uma câmara que nunca votaria Santana numas legislativas. Tem razão, penso. E é o meu caso. (Não gostei nada do que PSL fez depois da saída da CML, e não tenho mesmo paciência para ouvi-lo moralizar e explicar como todos são uns velhacos menos o bondoso e cândido PSL; mas o facto é que fez um bom trabalho na CML – a minha zona mostra umas boas ideias pouco custosas - e, depois de ponderar, isso vale mais.)

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Este ano foi muito revelador. Achava eu que o poder autárquico estava inexoravelmente constrangido na sua actuação pela disciplina orçamental imposta pelo Estado Central. Achava eu também que as iluminações de Natal eram reservadas para as artérias nobres da cidade e para as zonas de forte comércio (onde as primeiras obviamente se incluem). Em algumas zonas são precisamente os comerciantes que pagam as iluminações. Estava enganada, descobri em finais de Novembro. Eu moro, como já aqui referi à abundância, numa zona antiga de Lisboa; na minha rua existem dois cafés, um minimercado e uma frutaria - isto para avaliarem a concentração intensa (que verdadeiramente rivaliza com os espaços comerciais de Hong Kong, até se desconfia que por aqui se poderia baptizar uns metros quadrados de ‘golden mile’) do comércio na minha rua. Mas, hélas, temos iluminações de Natal em 2008. É certo que são deveras feias e fundem-se com celeridade, mas permanecem um custo muito curioso, em especial para uma junta de freguesia que não lava as ruas (e se temos pombos no Verão!), não nivela passeios, deixa as ruas em permanência com sacos do lixo e outras boas actuações.

(Não que eu tenha culpa disto – eu ainda voto no bairro bastante mais aristocrático onde residi com os meus pais, e vou mudar de casa dentro de pouco, pelo que não vale a pena dar-me ao trabalho de tratar de burocracias eleitorais - mas a junta de feguesia foi ganha pelo PCP. É o que dá morar no meio de proletários e de boémios chiques de esquerda – os mais normais são mesmo os estrangeiros que alugam casas, mas esses não votam, e se calhar ainda bem, que ainda correríamos o risco de ter uma junta bloquista.)

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Os factos são os factos

Tem razão o Nuno Gouveia. E não há volta a dar: o jornalista iraquiano que atirou os sapatos a Bush pode agradecer ao mesmo Bush a liberdade de que goza para o fazer.

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«“It is useless to worry about the slippery slope. Once a society has decided that euthanasia is allowed in certain cases, one is on it. Thus in Holland we have given up the condition that a patient must be in a terminal situation. Next, mental suffering was allowed [as a reason]. Then one’s futuredementia was suggested as a reason for a request for death . . . I believe, on the grounds of the more than 1,000 deathbeds I attended, that euthanasia is a blessing in certain exceptional situations, yet I would rather die in a country where euthanasia is forbidden but where doctors do know how to look after patients in a humane manner.” »

The ‘right to die’ is a fashionable nonsense, Times

Parece-me evidente que os indivíduos devem ter a liberdade de terminarem a sua vida quando o desejam. Também os médicos devem ter liberdade de não tomar parte nestes esquemas. O que me parece claro é que estas ‘reformas’ fracturantes que a malta ocidental bem-pensante gosta de patrocinar, devem ser avaliadas com grande cuidado antes de implementadas e geralmente levam a situações insustentáveis – o que é dramático, quando se trata da vida ou da morte. E certa é a necessidade de dotar os serviços de saúde de pessoal qualificado que tenha formação para tratar de doentes terminais e que se dê a qualidade de vida possível a cada doente; dito de outra forma, o que é urgente é apostar nos cuidados paliativos. E, a legalizar a eutanásia, garantir-se que ninguém é empurrado para esta solução por enfado de familiares, corte de custo no hospital ou ausência de capacidade do doente para pedir este final. Porque, de facto, eutanásia não tem nada a  ver com morrer com dignidade.

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O meu filho é do Bloco

Hoje fomos buscar, o dearest husband e eu, o nosso filho de dois anos e meio a casa dos avós, onde ele passou estes dias de férias dos pais. No colégio teve o aniversário de um coleguinha e trouxe para casa um saco do Noddy com uns rebuçados e uma daquelas coisas com um bocal de plástico e um tubo de papel enrolado, em que se sopra e o papel se desenrola, provocando um som de assobio (não sei o nome disto!). Nas emoções do reencontro, o pai pegou neste brinquedo de nome desconhecido, soprou-lhe e o meu filho (que ainda não tem as técnicas de partilha bem treinadas) zangou-se, pediu-lhe o brinquedo e disse “dê-me; isso não é para as pessoas“. (Eu ainda lhe perguntei se algum dos avós lhe havia dado acções de um banco sem conhecimento dos pais, no entanto não obtive resposta).

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Eu vivo numa zona antiga de Lisboa, de passeios estreitos e ruas labirínticas. Por sorte tenho garagem (se não tivesse já há muito teria mudado de casa, porque moro numa encosta em que os transportes públicos mais perto estão ou na base ou no cume da colina, e andar de saltos por calçadas ingremes e de paralelepípedos escorregadios não é opção, e menos ainda transportar o meu filho pequeno pelas above mentioned calçadas, com os seus passeios estreitos e irregulares e geralmente ocupados com carros). Por sorte esta semana estive de férias. É que, com a greve da recolha do lixo, a porta da minha garagem transformou-se numa proto-lixeira; quando o dearest husband teve de vir cá a casa na 5ª passada à hora de almoço, não conseguiu entrar na garagem. Não era  a malta socialista que antes da elevação de António Costa se queixava da cidade que estava muito suja nos tempos de Carmona? E agora, porque estão caladinhos? Vivemos no melhor dos mundos?

(A imagem em cima é de Nápoles, mas garanto que já passei por montes de lixo do mesmo tamanho nas ruas das redondezas. Hoje, Sábado).

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Still Palin

Não, isto não é sabor amargo na boca pela derrota dos republicanos: a história de Palin com as feministas é um assunto muito interessante a que pretendo voltar – quando tiver tempo suficiente para lhe dedicar.

“These are highly motivated grassroots activists, some involved in politics for the first time, some seasoned types, all awaiting the next Palin project. Some of the most eloquent are women ecstatic over the new brand of feminism Palin represents: populist and pro-life. There is no other woman on the national political stage like her–and hasn’t been in recent times. To whom could she be compared–Geraldine Ferraro, Hillary Clinton, Barbara Boxer, Dianne Feinstein? She doesn’t begin to fit this cookie-cutter model of pro-choice, pro-gender-quota woman in politics that left-feminism has served up. “

The Weekly Standard

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Christian Louboutin

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Caríssimos, hoje podem ouvir-me às 18h00 na Rádio Europa, no programa Descubra as Diferenças, uma parceria com o Atlântico. Se não ouvirem, depois de se penitenciarem convenientemente, podem repescar-nos no podcast.

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Double O

Vi ontem o último 007. O argumento foi fraco, as cenas de pancadaria cansaram-me (e porque desapareceu o Q ou o R com as suas engenhocas?). O filme vale mesmo pelo gorgeous Daniel Craig. Não pensei dizer isto depois do Pierce Brosnan, mas vale a pena continuar a ver James Bond. (A minha deixa preferida continua a ser do Casino Royale, quando um empregado de bar pergunta a Bond se quer o Martini shaken ou stirred e este responde “do I look like I give damn?”.)

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No Jornal de Negócios, que ontem na edição impressa noticiava que Portugal vai entrar na 3ª recessão dos últimos 8 anos. Está bom de ver que é necessário continuarmos com as políticas guterristas despesistas para continuarmos neste bom caminho. De resto, é muito interessante que perante o descalabro as que o estatismo nos levou, o que os políticos mais ofereçam e os eleitores mais peçam é ‘mais Estado’. Se isto não dá vontade de emigrar, não sei o que dá.

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(como se as crianças que são abusadas não esperem que as autoridades ajam para as defender, ainda que as suas famílias possam fingir que nada se passa e que não é necessário punir estes criminosos).

“Muslim children are being beaten and abused regularly by teachers at some British madrassas – Islamic evening classes – an investigation by The Times has found.

Students have been slapped, punched and had their ears twisted, according to an unpublished report by an imam based on interviews with victims in the north of England. One was “picked up by one leg and spun around” while another said a madrassa teacher was “kicking in my head – like a football”, says the report which was compiled by Irfan Chishti, a former government adviser on Islamic affairs. “

Times

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Não se passa só em Portugal, o que só aumenta os motivos de preocupação devido à propensão para a solução mais fácil e para acomodar os interesses da parte com mais capacidade reivindicativa de direitos e, também, de manipulação da informação. Contudo é urgente colocar nas legislações europeias a primazia dos direitos das crianças em risco e institucionalizadas. Não são apenas as crianças institucionalizadas que perdem a oportunidade de serem adoptadas porque os seus pais não prescindem das visitas com a peridiocidade mínima para não se considerar abandono (como se não fosse óbvio que os pais biológicos ‘desorganizados’ devessem ter um prazo para garantir condições económicas e afectivas para cuidar dos filhos findo o qual, não garantidas, as crianças pudessem ser adoptadas); são também os erros clamorosos dos assistentes sociais, que consideram qualquer gesto dos pais biológicos problemáticos como sintoma de redenção e lhes entregam os seus filhos para uma vida de maus tratos, negligência e, nos piores casos, de perigo para a continuação da vida de maus tratos e negligência; ainda, os atrasos e a lentidão (pelo menos por cá) dos processos judiciais sobre custódias que roubam a infância a tantas crianças.

É certo que estas crianças em risco não se manifestam, não atiram ovos e provavelmente em adultos nem terão formação cívica que os convença a ir votar. No entanto deviam ser os alvos preferenciais da acção de um governo, por serem os cidadãos mais desprotegidos e cuja protecção cabe ao Estado. E cabe-nos a nós, que votamos e nos manifestamos (ainda que não atiremos ovos), exigir do Governo (e de um governo que insiste tanto em pagar abortos…) alterações nestas matérias.

Ler sobre este assunto:

Médicos criam código de conduta para detectar maus tratos a crianças , DN

“Our fatally sentimental view of motherhood
Crimes against children don’t always spring from a broken society. We must admit that a bad mother is a bad mother”, Times

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Infelizmente, a história de Hergé continua actual.

“A escravatura foi abolida oficialmente em todo o mundo mas continua a ser um instrumento da vida contemporânea “largamente difundido e profundamente arreigado”, segundo um relatório divulgado pela UNESCO”, Público

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Em 2004, depois da grande vitória de Bush sobre Kerry (que, curiosamente, em 2008 ninguém na comunicação social elogiava) houve grande profusão de artigos sobre a radicalidade religiosa, o extremo conservadorismo (mais social que político), a ruralidade, a falta de formação académica, a falta de passaportes e viagens à Europa dos votantes de Bush, em especial dos votantes evangélicos. Claro que em 2008, tendo os americanos votado ‘bem’, não houve qualquer questão levantada sobre os apoiantes de Obama, apenas elogios, college educated, urbanos e sofisticados, etc., etc. (como se muitos dos votantes de Obama não tivessem sido votantes de Bush…). Mas, lá como cá, vale sempre a pena dar uma vista de olhos às franjas mais radicais da esquerda americana. Apesar do ultraje que denegrir os votantes do partido democrata representa para ‘as boas pessoas’, aparentemente nem todos são muito informados, cosmopolitas, nem especialmente discernidos a escolher as suas informações: “The Zogby poll found 57.4 percent of Obama supporters could not correctly say which party controls Congress. Only 6.2 percent of those same supporters failed to identify Palin as having a pregnant daughter. “, Townhall.

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Rescaldo

Boas notícias:
“O alegado cérebro dos atentados terroristas de Bombaim, Índia, onde morreram 172 pessoas, figura entre os 165 membros de uma organização de solidariedade próxima do movimento islamista Lashkar-e-Taiba detidos domingo e hoje no Paquistão, anunciou um alto responsável da segurança.

“Zaki-ur-Rehman Lakhvi, um comandante das operações armadas do Lashkar-e-Taiba, é um dos detidos, garantiu à AFP um alto responsável dos serviços de segurança paquistanês, que solicitou o anonimato. “,
no PÚBLICO

Não só pela detenção de um criminoso (a verificarem-se as acusações indianas), como pelo sinal dado de cooperação entre India e Paquistão, cujas relações já difíceis se tornaram frágeis como teias de aranha depois dos atentados a Mumbai. Relações que não são reforçadas pelo interesse dos radicais islâmicos de racicalizarem o Paquistão e o tornarem (mais) belicoso face à India (e dado o recente estreitar de relações deste país com os EUA) nem por notícias como esta:
“Lashkar-e-Taiba, the Pakistan-based militant group suspected of conducting the Mumbai attacks, has quietly gained strength in recent years with the help of Pakistan’s main spy service, assistance that has allowed the group to train and raise money while other militants have been under siege, American intelligence and counterterrorism officials say. “, no NY Times.

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Mas alguém me diz porque mudou o wordpress o layout e agora não consigo ver os menus de formatação de texto de forma razoavelmente entendível para uma leiga como eu?! E como vou mudar a cor do texto assim, Deus do Céu?

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A televisão e eu

Vou pegar neste post do PR do Intromissões e dissertar também um bocadinho sobre série televisivas. Nenhuma com a qualidade, o charme, o carisma de um Pride and Prejudice (1995 da BBC), um West Wing (que ainda passa no AXN, mas já foi visto em dvd faz muuuito tempo), um Gilmore Girls, um Rome, um Boston Legal (não obstante de nesta cansarem as politiquices anti-Bush; vamos ver se com a vitória de Obama a série ganha mais ânimo, que no último episódio até o No Children Left Behind Act foi atacado); refiro-me àquelas séries que eu vejo quando estão a dar na televisão e eu estou demasiado cansada para me levantar e ir buscar o meu livro do momento ou até esticar a mão para apanhar o comando e mudar de canal. Duas têm-me surpreendido nos últimos tempos: o CSI (geralmente calha ver o NY ou Miami) e o Cold Cases. O motivo da supresa é o seguinte: a boa-vontade com que os criminosos confessam todos os pormenores do crime hediondo que cometeram lá para o minuto 35 de cada episódio. Isto é que é poupar trabalho aos DAs. Por vezes as confissões são mesmo motivadas pela vontade genuína de os criminosos ajudarem os polícias que os investigam, já que estes candidamente os chegam a informar que não têm caso sem confissão. Então quando há vários criminosos e a única forma de se chegar a uma acusação é a confissão de um deles, quando os juntam e tal impasse lhes é informado, a bondade intrínseca dos criminosos (que horas antes ou anos antes esventraram, violaram, mataram com requintes de crueldade as suas inocentes vítimas) é revelada: em vez de ficarem todos no grupo calados e não construírem o caso à polícia, decidem sempre acusar-se a si próprios e aos outros. É verdadeiramente surpreendente e eu faço questão de não deixar de me surpreender com estes argumentistas; claro que haveria mais incongruências nas histórias a apontar, mas o caso das confissões espontâneas é inexcedivelmente enternecedor e, claro, muito plausível nos criminosos mais abomináveis.

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Miu Miu

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Holodomor

Em 2008 contam-se os 75 anos da grande fome de 1932-33 causada pela colectivização forçada da agricultura na União Soviética – que para alguns loucos foi uma experiência económica bem sucedida, uma vez que a organização da sociedade anterior era feudal e muito pobre – com especial impacto na Ucrânia (havendo a tese de que a fome foi um instrumento para quebrar o nacionalismo ucraniano e tratando-se então de um genocídio). Quaisquer que tenham sido as causas e motivações, a organização comunista da economia matou com mão pesada entre sete a onze milhões de ucranianos neste período. Convém não esquecer, ir falando do assunto – porque na Europa temos muito a tendência de esquecer o passado indecoroso de socialismos e comunismos.

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Lembra o António de Almeida e bem, neste comentário O Insurgente, o útil, o racional, o proveitoso que foi a taxa Robin dos Bosques que o nosso sempre previdente e, como se tem visto, com grande capacidade para antecipar o futuro, governo aprovou quando o barril de petróleo estava a caminhar alegremente para os 150USD.

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Males de amor

Não obstante a paixão europeia por Obama, este vai ser o POTUS menos europeísta desde a WWII, o que para a Europa (que, apesar da má vontade em reconhecê-lo e das escapadelas de que se orgulha e faz questão de manter a espaços, gravita em redor do aliado todo-poderoso) significará uma redução de influência. Mas, no fundo, nada que não tenha já sido inaugurado por Bush, como Henrique Raposo tão bem ilustra; Obama continuará a política de Bush, com menos pesar pelas paisagens escocesas.

“Arrogant and joyless: Obama’s take on Britain?
The President-elect’s writings seem to be coloured by his grandfather’s brutal treatment at the hands of the colonists”

Times

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Mas estas pessoas que atendem o 112 têm algum tipo de formação antes de começarem a atender as chamadas de emergência? E alguém lhes explica que a sua obrigação não é verificar a veracidade do que lhe é dito, mas sim socorrer as pessoas? Que se há desproporção na actuação esta deve ser por excesso de zelo e não por defeito?

“Polícia ignora chamada de mulher sequestrada por pensar ser uma brincadeira

 Uma lojista foi amarrada e amordaçada por assaltantes dentro do seu estabelecimento. Conseguiu ligar para o 112, mas a polícia pensou tratar-se de uma brincadeira. Só à quarta chamada é que os agentes acreditaram e contactaram a PSP local “

no Sol.

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Boas notícias

Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa com o 47º lugar no ranking do Finantial Times das melhores business schools europeias.

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Vi hoje – e só porque fiquei parada de manhã num semáforo em frente ao objecto que vou referir – o cartaz do BE das ‘pessoas’ versus os ‘banqueiros’. O racismo social do BE não surpreende, por isso gostaria de me debruçar sobre outra parte do cartaz, aquela que diz “os juros altos são um roubo”. Sendo a taxa de juro composta pela taxa de inflacção (a desvalorização do dinheiro causada pela emissão de moeda pelo banco central que origina a existência de mais moeda para a mesm a quantidade de produto, parte que é decidida pelo BCE, que apesar do infame nome ‘banco’ é uma instituição da UE) e pela taxa de juro propriamente dita, que se destina a pagar o facto de uma pessoa decidir poupar agora em vez de consumir (ou, no oposto, é o preço que uma pessoa paga por consumir agora o correspondente aos recursos financeiros que só vai obter no futuro), e que a Euribor, no seu ponto alto, andava pelo 5 e qualquer coisa por cento (incluindo a taxa de inflacção que compõe a taxa de juro), que nos últimos anos é reconhecido que os bancos centrais seguiram uma política de taxas de juro baixas que incentivaram os particulares a endividarem-se para consumirem e a adquirirem bens (casas, por exemplo) excessivamnete caras para o que podiam pagar, a minha dúvida quanto ao cartaz do BE é: exactamente o que é para o BE “juros altos”? a partir de que valor?

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Bebé Moshe

Não consigo tirar as imagens – e as palavras – da cabeça. Já se sabe que convivemos bem com o sofrimento alheio no abstracto (claro, incomoda, escanadaliza, mas não nos faz sofrer), mas que colocando-lhe uma cara, personalizando-o, esse sofrimento alheio torna-se também o nosso sofrimento. Pelo menos é assim para mim, que (agora para os conhecidos do Eneagrama) tenho um tipo de personalidade 4, que é chamado, entre outras coisas, the empathetic; para o bem ou para o mal, tenho grande facilidade em sentir as emoções das outras pessoas (o que é um bocado esquizofrénico, porque podem ser de sentido contrário às minhas próprias emoções, mas é assim mesmo). A CNN ontem à noite resolveu mostrar imagens de um bebé (entre um ano e meio e dois anos e meio) que sobreviveu aos ataques a Nariman House, ataque em que os pais morreram. Imagens em que o bebé chorava desconsolado ao colo de alguém (conhecido? desconhecido?) chamando “ima” que o Wolf Blitzer fez o favor de dizer ser “mãe” em hebraico. E pronto, para mim aquele bebé (de idade não muito distante da do meu filho), que sobreviveu a um susto tremendo que não entendeu e que agora chama a mãe, de quem precisa para se reconfortar e acalmar e acreditar que o susto que não entendeu já passou e não vai alterar a rotina da sua vida, que não percebe, e se angustia, por que razão a mãe não lhe responde, que vai crescer sem aquela coisa doce que é o amor e o mimo e a presença da mãe, tornou-se a imagem dos ataques a Mumbai.

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