O meu bilhete para Vendas Novas

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Entraste por caminhos desbravados, Maria. Defender o teu partido a todo o custo, neste momento, não é sensato nem parece consensual, mas tem muito atrevimento.

Quanto à perspectiva de maior capacidade governativa do Dr. Menezes em relação ao Eng. Sócrates, não vou tecer comentários porque tenho muito respeito por ti e pelo stress acumulado que a tua actividade profissional te provoca perto  do fim do horário de expediente da função pública. Já em relação ao carinho enternecedor com que bajulaste o ex-mini-líder não poderia estar mais de acordo!

No entanto, o ponto onde mais me revejo no teu post é na apreciação aos sinuosos quatro meses de Santana Lopes à frente do XVI Governo Constitucional. Acusaste a provocação de sucesso que se escondia no comentário do Rodrigo. Há dois anos como hoje, o simples pronunciar do nome de Santana Lopes tornou-se mais eficaz no perjúrio do que um insulto. Reparei na forma como o Rodrigo fazendo uso de apenas essas duas palavras pretendeu derrubar por completo o Dr. Menezes. Tudo o que o Rodrigo fez foi utilizar essa velha técnica que se desenvolveu no pré-socratismo.

Lembro-me de comentar com alguém, ao fim de quatro meses de governação socrática, sobre o que tinha o novo governo de maioria absolutíssima – que anunciara urgência absoluta no controlo do estado calamitoso de desgoverno em que o país se encontrava – feito até àquele momento. Constatei sem surpresa que no mesmo período de tempo, o frágil governo anterior tinha tentado fazer muito mais com muito (muito…muito..) menor legitimidade. Digo tentado e não feito porque, de facto, de cada vez que se queria mexer – para o bem ou para o mal – o executivo de Santana Lopes sofria um ataque cerrado e sem precedentes vindo de todos os lados como, pese a horrível figura de estilo encontrada, o próprio menino guerreiro muito bem caracterizou na famosa comparação do recém-nascido.
Tal como tu, nunca fui um Santanista (ugh!), mas confesso que gostaria de ver outros a governar nas condições que foram dadas a Santana Lopes.
Foram, de facto, os piores tempos da política portuguesa, mas nenhum comportamento foi mais vergonhoso do Presidente da República que usou do seu papel de chefe de estado para entregar de bandeja o país nas mãos do seu partido. Sem apelo nem agravo, sem vergonha nem disfarce. E no entanto, na total impunidade da opinião dominante…

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