Dedicado ao Pedro Arroja

e a propósito da denunciada (pelo Pedro Arroja) conspiração judaica para denegrir a cultura cristã e impor uma diminuição da sua influência no Ocidente, para a qual trabalham incansavelmente e sem outro horizonte toda e qualquer pessoa com uma réstia de ascendência judaica mesmo que não saiba que a tenha, que o sangue judeu tem destes efeitos secundários não estudados, aqui vai a minha veemente recomendação de um outro livro do Martin Gilbert. The Righteous é dos livros mais marcantes que eu li nos últimos anos, consistindo numa série de relatos de histórias de gentios que ajudaram judeus a escapar ao seu anunciado destino durante a II Guerra Mundial, nos países ocupados pela Alemanha hitleriana. Estes righteous, para ajudar judeus que muitas vezes não conheciam, arriscaram a pele e, por vezes, as dos maridos/mulheres e respectiva descendência.

The Righteous é comovente, também pelo testemunho desses bons actos que dá o judeu Martin Gilbert, mas sobretudo pelas lições de generosidade, caridade e humanidade que nos fazem engolir as centenas de protagonistas das histórias – e nos obrigam a pensar se teríamos tido a mesma coragem e amor ao próximo se a ocasião nos pedisse. Sendo estes, na sua grande maioria, e sem surpresa na Europa de 40, cristãos (protestantes, católicos ou ortodoxos e, preparem-se para um imenso choque!, até se inclui o clero romano).

Tenham cuidado com as minhas palavras! Claro que este livro do Martin Gilbert tem segundas intenções. Ou então ele é um judeu particularmente integrado, tem um fraquinho pelo Churchill e restantes instituições britânicas, já teve na família vários casamentos com gentios ou outras considerações deste nível.

(Se o nosso chief-blogger Rui já me tivesse ensinado a postar imagens, eu teria colocado lá para cima a capa do livro.)

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4 respostas a Dedicado ao Pedro Arroja

  1. Mário diz:

    Não me diga que também não se sente confortável se não aplicar uma pequena farpa ao Pedro Arroja? Sabe que ele não disse bem aquilo que você diz que ele disse, independentemente do que ele tenha dito esteja certo ou não.

  2. Carmex diz:

    Tem razão, tem razão. É a minha maldadezinha latente.

  3. Carmex diz:

    Mas sabe, Mário, eu acho piada ao Pedro Arroja. Ele gosta de ter ideias diferentes das de toda a gente e inventa umas teses estapafúrdias a maior parte das vezes sem a mínima sustentação, mas eu gosto de lê-lo. E não costuma insultar quem discorda dele, o que só lhe fica bem.

  4. Mário diz:

    Eu também achava piada ao Pedro Arroja pelas suas ideias meio malucas. Achava que ele era um provocador nato mas que não perdia muito tempo a sustentar o que dizia. Contudo, mudei completamente de opinião. Fui apercebendo-me que ele não é um provocador mas uma das poucas pessoas neste país que procura genuinamente a verdade, o que não implica necessariamente que acerte no que diz.

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