O novo surto de jacobinismo da blogosfera atacou, desta vez, o Henrique Raposo. Desejam-se as rápidas melhoras.

A propósito deste post do Henrique Raposo e da clara separação entre o regime político americano e a religião, eu pergunto: então não é nesse regime político totalmente e irrepreensivelmente separado da Igreja que os presidentes, nas Inaugurations, fazem o seu juramento em cima de … uma Bíblia?! E não é o mesmo regime político absolutamente separado da religião que celebra anualmente a Red Mass?!

Caro Henrique Raposo, à falta de leituras estruturantes, pelo menos veja a série West Wing para aprender algumas coisas. Há lá até um episódio, na segunda tomada de posse do Jed Bartlett em que o argumento ciranda à volta da escolha da referida Bíblia necessária para o juramento. Uma das alternativas é mesmo a Bíblia onde jurou George Washington. (A escolha acaba por recair numa daquelas Bíblias das gavetas dos quartos dos hoteis.)

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6 respostas a O novo surto de jacobinismo da blogosfera atacou, desta vez, o Henrique Raposo. Desejam-se as rápidas melhoras.

  1. hirudoid diz:

    Esqueceste-te de mencionar as orações, conduzidas expressamente por convidados para o efeito, no início das sessões do congresso…

  2. Carmex diz:

    E outras coisas, como o “in God we trust” no escudo norte-americano e nas notinhas verdes.

    É por estas e por outras que eu digo que o jacobinismo é um síndrome associado a perda de sentido crítico nos afctados. Que melhorem, é o que eu lhes desejo, repito.

  3. Mário diz:

    Mentalidade revolucionária pura e dura, a deste HR. Fiz uma curta pesquisa mas não consegui descobrir como se implementaram os feriados religiosos no nosso país. Dos 13 feriados nacionais (sem contar com o Carnaval), 7 são religiosos. É curioso que o Brasil, como os EUA, tem também muito poucos feriados religiosos, o que indicia que o caso português é sobretuo um reconhecer da tradição de longa data em relação a alguns dias importantes. Por outro lado, só por existir um feriado religioso, nada obriga a que nesse dia todos sejam obrigados a cumprir algum tipo de acto religioso relacionado. Permite sim, num país onde a esmagadora maioria da população se diz católica, que os que seguem a Igreja possam cumprir os seus actos de devoção.

    Obviamente que abolir estes feriados tornará a religião algo ainda mais afastado da “coisa pública” e a assumir de forma envergonhada. Curioso que esta mentalidade revolucionária se esforça tanto para tirar a minoria homossexual da gaveta, para depois formar um lobby que dita regras para todos, é a mesma que quer silenciar os cristãos e enviá-los para a gaveta. O Papa já mostrou que quer modificar isto e apelou aos católicos para se revoltarem contra esta mordaça que lhes está a ser imposta.

  4. Mário diz:

    Outra forma de desvalorizar o cristianismo é pedir igualdade de tratamento para outras religiões, budismo, islamismo, etc. Obviamente que a sociedade parava se fossem reconhecidos como feriado todos os dias santos de cada religião (curiosamente o 8 de Dezembro é o Dia da Imaculada Conceição e também o dia em que se comemora a iluminação de Buda). Como isto não é possível, em nome do igualitarismo alguns dizem que se não se pode dar a todos também não se vai dar apenas a alguns. Só não há grandes discussões pseudo-filosóficas em redor disto porque todos gostam de gozar um feriado.

    Entrei numa igreja católica na avenida principal de Kamakura (Japão). Longe vão os tempos em que existiam perseguição a cristão neste país, incluindo massacres. Admirando esta tolerância religiosa actual, nem por um momento passa pela cabeça de alguém pedir igualdade de tratamento para as igrejas cristãs como tem o budismo e o xintoismo. Foram estas religiões que construíram o país, respiram-se por todo o lado. O que deu o catolicismo ao Japão? Nada, uma insignificância, não tem qualquer sentido dar-lhe um pedestal.

  5. Carmex diz:

    Pois é, Mário, esta gente tem problemas mal resolvidos com o cristianismo e os outros é que pagam, que têm que levar com os seus ensinamentos de que a religião é muito má, para gente burra e ignorante, e quem quiser ser moderno e porreiro tem que aderir ao ateísmo evangélico já.

    Supostamente são liberais, mas de facto não o são, uma vez que têm o objectivo de restringir a liberadade dos crentes. Ninguém obriga um ateu a não trabalhar num feriado religioso (muito menos a participar em qualquer rito religioso), pelo que a liberdade dele não está afectada devido a um feriado religioso. O que incomoda esta gente é que estes feriados reconhecem a enorme importância que o cristianismo e a Igreja tiveram na história portuguesa e europeia, estando a história da Europa e a história da Igreja verdadeiramente entrelaçadas. E estes jacobinos gostam de viver em negação das suas próprias raízes.

    Porque, como diz, é ridículo tratar de forma igual a Igreja e as restantes confissões religiosas. Pela razão simples de que a sua importância em Portugal é diferente. E sim, isto incomoda e “eles” lutam afincadamente contra isso.

  6. Carmex diz:

    E o que é mais engraçado é que esta gente supostamente sem religião, com grande espírito crítico a tudo relativo à Igreja, no fundo tem uma imensa ignorância e falta de espírito crítico a tudo o que seja atacar a religião cristã e, sobretudo, têm uma enorme vocação de proselitismo com a sua religião ateia.

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