Vamos não fingir que todas as outras pessoas são tontinhas, está bem, sr. Krugman?

João Pedro, estive tentada a responder-te com umas coisas bonitas sobre a vontade de certas almas caridosas que sabem, talvez por revelação divina, que os mercados nunca funcionam e que o estado precisa sempre de intervir e que a intervenção estatal é sempre positiva, nunca, mas absolutamente nunca cria distorções injustas pagas pelas empresas e pelos consumidores, nem perturba negativamente o desenvolvimento de uma economia, nem provoca preços artificialmente altos, nem, em casos extremos, promove a pobreza. Mas depois desisti. É que o autor do artigo que tu postaste – e eu relembro que sou favorável a um mínimo de regulação que permita aos mercados funcionarem – não é minimamente sério. Ele ataca a posição de Greenspan e termina inquirindo porque razão os democratas não atacam os republicanos nesta questão da falta de regulação nos mercados de hipotecas. Eu respondo: porque Alan Greenspan, que Krugman tanto abusa, foi presidente do FED durante a administração Clinton e é geralmente considerado um dos promotores do confortável crescimento económico que os americanos gozaram durante esse tempo. Ai as memórias curtas…

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6 respostas a Vamos não fingir que todas as outras pessoas são tontinhas, está bem, sr. Krugman?

  1. panaxginseng diz:

    A nossa Carmex exagerou nos fritos de Natal, ou nas passas… soo pode ser… eu nem sei em que tom ee que devo comentar este post.

    Mas quem ee que defendeu que “os mercados nunca funcionam e que o estado precisa sempre de intervir e que a intervenção estatal é sempre positiva, nunca, mas absolutamente nunca cria distorções injustas pagas pelas empresas e pelos consumidores, nem perturba negativamente o desenvolvimento de uma economia, nem provoca preços artificialmente altos, nem, em casos extremos, promove a pobreza.”?!?!?!?!??!

    Entao mas agora algueem que se atreva a apontar aspectos menos negativos da actuacao do Greenspan como chairman da autoridade monetaaria e supervisor prudencial dos mercados bancaarios ee logo acusado de nao “ser minimamente seerio”?!?!?

    Que triste sina esta hein?!?!? Entao estar preocupado com as implicacoes sisteemicas da subestimacao de riscos, que muitas autoridades teem de forma dogmaatica ignorado no passado, mas que agora se apressam a reconhecer, ee logo apelidado de denotar memooria curta?!?!? Triste sina esta de estar na companhia de tanta gente ilustre e nao dogmaatica, nao fosse isso, e ia-me jaa lavar com lexiivia para me purgar destas ideias que me assolam a cabeca… Ee que segundo esta loogica, tambeem o Sr. Trichet tem que se lavar com lexiivia (minuto 14 desta entrevista http://www.ft.com/cms/1979fef2-5188-11dc-8779-0000779fd2ac.html?_i_referralObject=612522647&fromSearch=n)!!!!

    O Greenspan foi um dos promotores do confortaavel crescimento econoomico da era Clinton?!?!? Geralmente considerado?!?!? Por quem?!?!? Pelos almanaques?!?!? Entao mas agora nao sao os mercados que fizeram o crescimento econoomico?!?!? Ah!!! Nao me digam que a Carmex afirma agora que a coordenacao de poliiticas monetaaria e fiscal durante a era Clinton desempenhou um papel importante em, ao mesmo tempo, manter full-employment e baixar as taxas de juro de longo-prazo…

    O que quer dizer ser “favoraavel a um miinimo de regulacao que permita aos mercados funcionarem”?!?!?!?! O que ee o miinimo?!?!? Que criteerios objectivos existem para saber o que ee o miinimo?!?!??!

    Triste sina esta de ser um estudante de economia ao mesmo tempo que se carrega um business card com esse tiitulo, na esperanca de encontrar os trade-offs que a ciencia pode explicar, mas ter que relembrar constantemente a outros estudantes de economia que isto nao ee religiao…

  2. panaxginseng diz:

    [Entao mas agora algueem que se atreva a apontar aspectos menos positivos da actuacao do Greenspan como chairman da autoridade monetaaria e supervisor prudencial dos mercados bancaarios ee logo acusado de nao “ser minimamente seerio”?!?!? ]

  3. panaxginseng diz:

    PARA QUEM TEM ANDADO DISTRAIIDO:

    “…Although the Fed does not explicitly follow the rule, analyses show that the rule does a fairly accurate job of describing how monetary policy actually has been conducted during the past decade under Chairman Greenspan. This fact has been cited by many economists inside and outside of the Fed as a reason that inflation has remained under control and that the economy has been relatively stable in the US over the past ten years.”

    “Specifically, the rule states that the “real” short-term interest rate (that is, the interest rate adjusted for inflation) should be determined according to three factors: (1) where actual inflation is relative to the targeted level that the Fed wishes to achieve, (2) how far economic activity is above or below its “full employment” level, and (3) what the level of the short-term interest rate is that would be consistent with full employment. The rule “recommends” a relatively high interest rate (that is, a “tight” monetary policy) when inflation is above its target or when the economy is above its full employment level, and a relatively low interest rate (“easy” monetary policy) in the opposite situations. Sometimes these goals are in conflict: for example, inflation may be above its target when the economy is below full employment. In such situations, the rule provides guidance to policy makers on how to balance these competing considerations in setting an appropriate level for the interest rate.”

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  6. Carmex diz:

    João Pedro, eu nem tinha lido este comentário (só quando vim linkar este post) e digo-te que é abstruso!

    Cá vamos:
    1. Não sei onde me leste que não devia haver política monetária de um banco central, para pensares que eu considero que por haver um banco central não são as empresas e os trabalhadores que produzem. Algo estranho este argumento, não?
    2. A política do FEd é considerada como uma das causas para o crescximento económico dos EUA na era clinton – atacar esta política á atacar a administração clinton; o que não é sério – e, desculpa-me, mas fui bem clara – é pretender que os democratas têm alguma legitimidade para atacar Greenspan quando estiveram caladinhos e contentes quando se crescia de vento em popa.
    3. Sinceramente João Pedro, isto parece religião para ti, e fundamentalista. É que parece que quem não concorda contigo é um perigoso ideológo que quer exterminar o Estado. Eu não gosto de excesso de intervenção do Estado, de facto não gosto de intervenção do Estado quando ela não é necessária, mas considero que um Estado, se for bem controlado (o qure tu pareces não considerar necessário) é benéfico.
    4. Apesar de tantas indignações com o que eu escrevo e o que supões que eu escrevo, ainda não me tentaste mostrar como é que o salário mínimo não tem influência na taxa de desemprego, ou a legislação laboral, ou qual para ti é a intervenção estatal óptima.
    5. Sobre o “mínimo” de intervenção estatal, JP, acho que és demasiado inteligente para pensares que eu penso que é um limite estático, em especial numa sociedade dinâmica como a actual. Muito resumido, é um mínimo proveniente da constactação que a intevenção estatal pode fazer tanto bem como mal, que se for excessiva faz de certeza mal e, logo, há que ser cauteloso com a intervenção estatal – e isto tanto em termos económicos como sociais ou culturais.

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