“BECAUSE EVELYTHING IS A CILCLE”

“BECAUSE EVELYTHING IS A CILCLE”                      

 (http://www.youtube.com/watch?v=gzOkDWPxCN0&feature=related

A volta estaa completa. A Carmex completou-a, tal como todos aqueles que se teem aventurado nesta batalha da discussao do papel do estado a partir duma posicao dogmaatica a completam, contradizendo-se, invariavelmente (https://farmaciacentral.wordpress.com/2008/01/02/por-os-pontos-nos-iis-digo-eu-com-ar-muito-serio/)!!

Cartesian equation:
x2 + y2 = a2
or parametrically:
x = a cos(t), y = a sin(t)
Polar equation:
r = a

Passo 1 – Tudo comecou com a discussao sobre o papel do estado na economia, e escreveu-se de tudo, que o mercado (seja ele quem for, este mercado que parece ser uma entidade divina) podia fazer isto, e aquilo, e uma pirueta, e tudo e tudo e tudo… a atee estabilizacao macroeconómica o mercado podia fazer melhor que o estado (aparente paradoxo que eu nao quis explorar – pediria aos intervenientes para irem reler outra vez o que estabilizacao macroeconómica significa, mas nao pedi… nao havia necessidade, pensei eu). Eu eu perguntava, mas que tipo de intervencao conceptual estamos a falar?!?! Estabilizacao macroecoomica, funcoes fundamentais do estado, regulacao econoomica?!??! Ou estamos a falar do que se pratica em Portugal?!?!? Em resposta, nem a estabilizacao macroeconoomica se salvou… isto o mercado ee que sabe, tal como se aprende no modelo neoclaassico, e pumba, os comentaarios sobre crowding-out em full employment… (comentaario 14 ao post: https://farmaciacentral.wordpress.com/2007/12/06/uma-perspectiva-liberal-sobre-as-causas-fracturantes/#comment-229)

Passo 2 – Regulacao económica foi logo considerada uma coisa maa, por definicao… mas claro, de vez em quando laa se argumentou que “um mínimo de regulacao para fazer funcionar os mercados” atee nao ee maa coisa… infelizmente, o que este mínimo de regulacao ee, continua um misteerio… a malta pergunta, e leva logo com acusacoes de ser contra o mercado, e de partir da conclusao que um burocrata sabe melhor que o mercado (curiosamente, esta salganhada com o subprime faz-me lembrar esta reaccao), etc… A chuva de labels sempre em paralelo (neoliberal, esquerda, directa, pra frentex, nova direita liberal), e para leval com um argumento categórico, escreveu-se a propósito (eh paa como ee que o acento saiu bem?!?!?) do desemprego que estas visoes keynesianas acerca da estabilizacao macroecoomica eram antiquadas (que agora os RBC ee que eram…), e que o grande e uunico guru da economia JCN tinha outra explicacao para o desemprego (pobre JCN que nao tem oportunidade de escrever neste blog). Eh que grande confusao que aqui vai!!!

Passo 3 – Tenta-se entao ir por partes, e vamos laa falar do desemprego, que ee o problema maior agora. E antes de se conseguir conversar sobre isso, pimba!!!! Jaa estaa, o problema do desemprego ee a lei laboral, a chamada rigidez… Quem questiona os pressupostos teóricos desta visao sobre uma realidade de desemprego a crescer em Portugal leva logo com outro categórico (laa estaa o acento outra vez): “nao tiveste uma formacao muito profunda em modelos neoclássicos”.

Pimba!!!! Toma laa para aprenderes!!!! Pimba!! Estaas para ai a dizer que o modelo neoclássico nao pode ser um ponto de partida para entender o mercado de trabalho (e desemprego) em economias reais?!?!? Estaas para ai a dizer que isso tem que ver com a simplicidade com que o mercado de trabalho ee modelizado nos modelos neoclássicos?!??! Eh pa!! Tu nao tiveste uma formacao profunda em modelos neoclássicos!!! Pimba!!! (https://farmaciacentral.wordpress.com/2007/12/21/manifesto-anti-marx-presumindo-que-fosse-o-senhor-da-fotografia-la-em-baixo/)

Pensei em pedir aos intervenientes para irem laa aos manuais para se certificarem do que diziam, mas nao pedi… nao havia necessidade… um dia depois, laa o sugeri, timidamente… sem resposta… ee pena, veriam que quando se constroi um modelo que assume full-employment, o modelo nao pode explicar desemprego… pode ser uutil para muitas outras coisas (a lista fica mais pequena nos dias que correm…), inclusivamente para ensinar a estudantes de economia os conceitos de equilibrio geral, mas nao para perceber desemprego involuntaario… desemprego?!?!? Nao, nao existe desemprego… os salarios ajustam (daii, a piada do outro dia no post)… se existe desemprego ee porque a realidade nao se parece com o nosso modelo, temos de mudar a realidade, o problema estaa na lei laboral…

Passo 4 – Fiz alguns posts, para relembrar que uma visao atenta no mundo veraa que a maioría dos paiises que cresce tambeem faz estabilizacao macroecoomica, e que estes conceitos (Keynesianos) nao estao outdated nao senhora (a histooria ee muito mais complexa claro, mas isto de parar de ler sobre economia quando se termina o curso nao ajuda, digo eu)… mais, os posts que fiz tambeem descrevem o debate actual sobre a constatacao de que aquilo que pensávamos em termos de supervisao/regulacao prudencial pode nao ser suficiente, porque os mecanismos de disciplina de mercado nao foram efectivos em parar o que se constatou ser uma orgia irracional de avaliacao de risco financeiro, com consequencias sisteemicas. Por outras palavras, houve uma falha importante na percepcao de havia um problema cuja resposta adequada teria sido um reposta regulatooria). Em resposta a este risco sistémico, e para evitar problemas mais graves, os bancos centrais nao tiveram problemas em embarcar num processo tremendo de injeccao monetaria que na realidade tenta salvar da falencia muitas instituicoes financeiras. Um par de semanas atraas, fiz um post com um artigo do Stiglitz em que ele denunciava que esta actuacao, era exactamente contraaria ao que, 10 anos atraas, estas instituicoes recomendaram a paiises em dificultades semelhantes – a nao intervencao). Aliaas, quem ler o livro do Greenspan constata que ele prooprio oferece o que fez em 87 como uma gigantesca intervencao para salvar o mercado bancaario. Uma visao atenta do mundo constata que muitos dos que advocam como um dogma que os mercados (essa entidade divina) ee que sabem, sempre, nao teem problemas em ser pragmaaticos e utilizar intervencao puublica quando a necessidade bate a porta!!!

Passo 5 – O artigo do Krugman critica o Greenspan pelo facto de que haa uns anos (ainda durante o tempo do Bush junior) ele se ter recusado, em minoria no Board of Governors, a propor uma reavaliacao do sistema prudencial para tentar minimizar o risco sisteemico destas operacoes off-balance sheet nos mercados hipotecaarios. Como o Krugman explica, esta recusa resulta do facto de existir um posicao dogmática de partida em relacao ao funcionamento dos mercados, e ao comportamento racional dos agentes no mercado bancario, e o que essa racionalidade implica. Esta posicao dogmática nao estava apenas ancorada no Greenspan, mas em muitos da administracao Bush que se oporiam, cegos pela ideología, a essas mudancas no regime prudencial… agora temos as consequencias… uma resposta regulatooria no passado teria reduzido o risco sistémico com que todos tentam agora lidar…

Passo 6 – A Carmex respondeu (https://farmaciacentral.wordpress.com/2007/12/28/vamos-nao-fingir-que-todas-as-outras-pessoas-sao-tontinhas-esta-bem-sr-krugman/#comments) a este post argumentando que o Sr. Krugman nao ee minimamente seerio!!!!!!! O SR. KRUGMAN NAO EE MINIMAMENTE SEERIO!!!

Como ee que o Sr. Krugman se atreve a criticar o Sr. Greenspan?!?!?!? Como ee que ee possivel criticar o Sr. Greenspan, ele que foi responsaavel pelos anos dourados da economia americana na era Clinton (embora sendo Republicano, ele descreve no seu livro as ooptimas relacoes que construiu com o Robert Rubin, Larry Summers e Clinton himself nesses anos, e como coordenaram políticas fiscal e monetaria). De repente, pensamentos turbilham na minha cabeca… eh laaaa!!! Estaraa a Carmex a admitir que coordenacao de políticas macroeconómicas, ou activismo keynesiano foi tambeem responsaavel por crescimento económico?!?!??! EE que para os que andam mais distraídos, o FED segue uma regra de Taylor, em que o full-employment ee um dos objectivos orientadores da política de taxas de juro (https://farmaciacentral.wordpress.com/2008/01/02/para-quem-tem-andado-distraiido-httpfarmaciacentralwordpresscom20071228vamos-nao-fingir-que-todas-as-outras-pessoas-sao-tontinhas-esta-bem-sr-krugmancomment-442/) … oh diabo!!!!

Alguns intervenientes comecaram esta discussao a dizer que nem estabilizacao macroeconoomica devia ser feita… mas nao teem problemas em escrever que o Sr. Greenspan foi um dos responsaaveis pelo uultimo episoodio de crescimento raapido da economia dos EUA, por fazer estabilizacao macroeconoomica…

O Krugman estava de facto a referir-se a um aspecto concreto da actuacao (i) do Greenspan (numa discussao que comecou durante esta administracao), que tambeem jaa foi implícitamente apreciado pelos novos governadores do FED, e (ii) das posicoes dogmáticas daqueles que na administracao republicana actual teriam de concordar com as alteracoes ao regime prudencial…

Mas os intervenientes fixaram-se num outro pormenor, como poderia o Sr. Krugman criticar o Sr. Greenspan?!?!?!? Se este senhor atee trabalhou com a administracao Clinton?!?!?! Dai a chamar o Sr. Krugman de nao ser minimamente seerio foi um passo, pequeno…

Religiao…

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