De leitura obrigatória

O que escreve hoje César das Neves no DN:

O sinal está nos números. Declarações firmes, cortes arrojados e protestos ruidosos apregoam que vivemos em abstinência. Mas em quatro anos (de 2005 ao previsto para 2008) a despesa global da administração pública aumentou um total acumulado de 15%, a despesa corrente primária 21%, as receitas fiscais 26%. O défice desceu espremendo a economia.

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4 respostas a De leitura obrigatória

  1. panaxginseng diz:

    6 anos depois a chorar no molhado?

    E o problema qual ee, que a despesa aumenta ou que o deeficit desce?

    Como ee que sai daqui?

  2. Carmex diz:

    O problema dele, que é óbvio e partilhado por todos os que sabem fazer contas e os que pagam impostos, é que a descida do défice foi feita à custa de um brutal aumento da carga fiscal e não de uma reestruração do sector público que eliminasse desperdícios e – bebe um copo de água! – retirasse o estado de onde ele não deve estar ou onde está em demasia. Que em Portugal é em muito sítio.

    Aliás este governo vai mesmo no sntido contrário: tem o fanatismo da regulação, da regulamentação e da fiscalização, criando estruturas tipo ASAE, que se prevêem ir crescer e que estão à procura de mais efectivos, para gastarem cada vez mais dinheiro.

    Sinceramente, João Pedro, se não concordas comigo aqui, eu é que te começo a chamar dogmático!

  3. panaxginseng diz:

    Desde o iniicio desta conversa que expliquei como, de facto, o estado portugues faz muita patetice… isso nao significa, que o conceito de intervencao do estado seja pateta (como se pode demonstrar em termos conceptuais), mas sim que em Portugal, o tem sido… atee dei exemplos… para aleem das anedotas do azeite, atee se pode falar dos efeitos macroeconoomicos da patetice… e no que nos meteu onde estamos…

    Por exemplo, no iniicio desta conversa toda, expliquei a minha opiniao acerca dos efeitos estruturais do facto do estado crescer tanto que representa 48% das compras de bens e servicos finais em Portugal, implicando um shift brutal de recursos produtivos para os sectores nao transaaccionaaveis (que podem passar o aumento de custos para o preco final), e por via dos custos de trabalho, afectar a capacidade competitiva dos sectores transaccionaaveis (que sao price-takers, e nao podem reflectir estes aumentos de custos no preco dos seus produtos; estes sao os sectores que produzem mais externalidades e spillovers tecnoloogicos e nos quais pode assentar melhor o crescimento raapido da produtividade).

    O problema ee que de facto, por razoes poliiticas (Maastricht e afins), a atencao focou-se no raio do deeficit, e nao no peso enorme do estado… no tempo do Guterres, para evitar o deeficit resultante do aumento de despesa, nao se fez reducoes importantes de impostos que pudessem impor alguma disciplina nisto… depois, o ciclo inverte, e veio o discurso da tanga a propoosito do deeficit, e pumba, vai de aumentar impostos e reduzir despesa, continuando a prociclicidade do passado. Porque? Por causa do pacto de estabilidade, que algueem chamou de estuupido (lembras-te?). Enfim, perigoso, mas se temos que ser subservientes (no livro do Cadilhe podes ler que de facto, haviam mecanismos para dizer a Comissao Europeia que para aqueem de Badajoz, somos noos que mandamos) entao que o facamos de forma diferente, e depressa, e apanhemos com o efeito todo de uma vez, com alguma sorte beneficiando dos “non-keynesian effects” (por via da confianca; estes efeitos actuam atravees do aumento da procura privada resultante dos possiveis efeitos intertemporais): reduzindo ambas despesa e receita de forma categoorica, podendo atee manter o deeficit. Benefiariamos de ambos os efeitos Keynesian e Non-Keynesian.

    Soo acho, que se ee para falar no passado, e nao dizer a mesma coisa, tem de se falar no que nos meteu nesta armadilha… da qual nao conseguimos sair, haa 6 anos, apesar de todo o barulho… Mas se fala na mesma coisa, entao ee chorar no molhado… de forma incompleta…

    Nao haa nada de mau num deeficit, a menos que ele seja inflacionaario (sendo monetizado) ou leve a uma espiral de diivida e de custos de financimento. Isto ee uma visao neo-liberal (Washington Consensus), para quem gosta de labels, mas nunca teve a curiosidade de investigar o que eles significam.

    Preocupa-me ainda, que esta licao nao esteja a ser aprendida pelos paiises de leste, mesmo por aqueles que teem boas performances, mas que mesmo assim recebem recados do BCE a olhar para o deeficit, mas nao para o progresso na consolidacao do sector puublico.

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