Eu, de direita? Não me ofenda!

Querido, Hirudoid, pois que não te queria ofender. Parece-me, nonetheless, algo estranho que alguém que nas últimas legislativas ponderava votar no PP (ou CDS, como preferires) tenha dificuldades em se identificar de Direita. Estás com o síndrome Luís Filipe Menezes, esse auto-proclamado esquerdista? (Sim, eu reparei que dizes não ser de esquerda.)

Parece-me que esta relutância que as pessoas têm em se identificar de Direita é filha da vitória cultural da Esquerda e que consagra como verdadeira a boa índole da Esquerda por oposição à avidez e egoísmo da Direita. O teu post foi uma variante: não sou de Esquerda, mas sou partidário da Doutrina Social da Igreja, onde também há pessoas boas e que se preocupam com o bem dos mais pobres e desprotegidos (e capazes de defenderem medidas bonitas e idílicas cujo preço real é o empobrecimento da população, mas nem só de pão vive o homem, portanto o que interessa isto?). Do grupo dos capitalistas, que comem criancinhas dos subúrbios pobres ao pequeno almoço, é que não.

Eu, pelo meu lado, sou de Direita. And proud of it.

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12 respostas a Eu, de direita? Não me ofenda!

  1. hirudoid diz:

    Não tenho quaisquer perconceitos em relação à direita e estou-me nas tintas para as vitórias ou pseudo-nomenclaturas filhas da revolução. Achei que tinha sido suficientemente explícito naquilo que escrevi e de onde facilmente se depreende que o meu sentido de voto não tem necessariamente a ver com quadrantes políticos. Se não imaginas que possam haver razões para além da ideologia cega que nos fazem votar ou não em determinado partido, então penso que não estás a considerar a globalidade das vantagens da democracia.

    Não vou alimentar esta questão porque acho que no meu post está bem explícita a minha opinião e visão da política. Sei que muita gente não está de acordo e tende a condenar imediatamente quem, como eu, não se acomoda a uma catalogação que hoje em dia não tem ponta por onde se pegue e muitos menos correspondência partidária acusando-os de heresias várias mas, ainda assim, insisto nisso…

  2. panaxginseng diz:

    Se a interjeiccao para aqueles que sao capazes de defenderem meninas bonitas e idílicas era para mim, eu assumo!!!

  3. panaxginseng diz:

    .. que eu sou um homem que assome (assim mesmo, com ‘o’, para ser mais grave)…

  4. panaxginseng diz:

    E como ee que defender meninas bonitas e ediilicas teria de preco real o empobrecimento da populacao?!?!?

  5. hirudoid diz:

    O que é espantoso é a DSI é fundamentada nos contributos de S. Tomás de Aquino que são escrito no séc. XIV e permanecem tão actuais, como o Panax lembrou. Parecem aqueles “livros conhecidos” escritos no séc. I e que são de uma actualidade impressionante. A razão parece ser a mesma, centrar a sua existência na pessoa de cristo e na sua mensagem salvífica.
    Pode ser teórico, mas não errado pois a sua essência não assenta tanto na “preocupação com o bem dos mais pobres e desprotegidos” mas mais na justiça que segundo o próprio S. Tomás de Aquino é a “perpétua e constante vontade de dar a cada um aquilo que lhe é devido”.

  6. Buscopan diz:

    Caríssimos, não tenho tido muito tempo para estas coisas mas leio-vos todos os dias com avidez!
    E tenho a dizer-te, Hirudoide, que percebi perfeitamente o teu post e há muito tempo que não me identificava tanto com uma visão política.
    Amigos, continuem a escrever que eu gosto e assim que puder (prometo) começarei a postar.

  7. hirudoid diz:

    Cá um gand’ abraço, ó gordo!!!

  8. Carmex diz:

    Rui, tu não consegues ou não queres identificar-te ideologicamente, está muito bem, mas digo-te que acho estranho uma pessoa não ter uma opinião formada sobre linhas gerais que devem ser seguidas para o desenvolvimento económico de um país – que não esqueçamos que é o único remédio que permite combater a pobreza conhecido actualmente – ou sobre o papel do Estado na sociedade ou sobre o papel que Portugal pode ter neste mundo ou a relação com as religiões, etc. etc. Claro que há muitas pessoas assim – e muito legitimamente – mas é uma postura que eu não entendo bem, confesso. Diferente é a coincidência da nossa opinião com os partidos políticos ou com os seus líderes de momento.

    Em todo o caso, não penso que a identificação ideológica seja actualmente desnecessária e muito menos uma tonteria – é apenas uma coisa que não te apetece ter.

    E, para que não haja dúvidas, considero que muitas pessoas de vários quadrantes políticos podem realizar as obras de Deus, e não precisam da DSI para absolutamente nada. Obviamente que considero que a I. deve falar sobre os modelos sociais, mas para mim a DSI vale tanto como a opção da I. por contraceptivos naturais.

  9. Carmex diz:

    Querida Buscopan, que visão política?!

    J.P., meDiDas.(Ai essa água é mesmo perigosa…)

  10. panaxginseng diz:

    “… opinião formada sobre linhas gerais que devem ser seguidas para o desenvolvimento económico de um país – que não esqueçamos que é o único remédio que permite combater a pobreza conhecido actualmente – ou sobre o papel do Estado na sociedade…”

    Isto sao duas questoes? Ou soo uma?

    E como ee que ser de esquerda ou de direita ajuda a ter uma opiniao formada sobre isto? Parece-me mais que ee uma questao para a ciencia e a observacao histoorica, do que para a ideologia, a menos que as ideologias nao concordem com uma definicao de desenvolvimento…

  11. hirudoid diz:

    Portanto, se bem entendi, se não me pronuncio explicitamente a favor de sacro santa mão invisível como solução para todos os males pois o sentido de justiça e respeito das pessoas e organizações é absolutamente inquestionável e por isso libera um estado de toda e qualquer intervenção; ou se pelo contrário, não considero que o estado deve intevir, regulamentar até perder a mão na teia legal que ele próprio gerou, controlar todos os sectores estratégicos e nacionalizar todas as empresas, é porque não tenho uma opinião formada sobre as linhas gerais que devem ser seguidas para o desenvolvimento económico de um país. Qualquer situação intermédia entre estas duas hipóteses, que encare os momentos, personagens e prespectivas perante uma tomada de decisão que se espera ponderada e produza uma solução que não se encontre num qualquer modelo económico pré-concebido é totalmente desprezível e desprovida de cabimento e orientação ao desenvolvimento económico ou demolidora quanto ao papel do estado na sociedade.

    Reparei ainda que muito provavelmente, se não partilhar de uma visão eurocêntrica ou altântica com a devida mútua exclusão a que as salvíficas ideologias a que somos obrigados nos remetem, o país não pode contar com o meu contributo para a sua psicanálise e devo imediatamente tornar-me apátrida.

    Querida Carmex, o que me preocupa verdadeiramente é a falta de seriedade daqueles que têm tanta ou mais ignorância que eu (e eu tenho muita e cada vez mais, graças a Deus) mas que fazem parte do aparelho para se servirem dele. Já reparaste a quantidade de gente? Felizmente têm todos uma opinião muito bem formada sobre as linhas gerais que devem ser seguidas para o desenvolvimento económico de um país e sobre o papel do Estado na sociedade e sobre o papel que Portugal pode ter neste mundo e a relação com as religiões porque estão filiados e isso é garantia de idoniedade política. Somos uma nação abençoada e por isso temos estas regalias.
    O que me preocupa é a ausência de um pacto de regime sobre os sectores vitais para o nosso país e sobre as opções estratégicas a tomar que de um lado e de outro se possa respeitar para fazer cumprir. Temos sim um pacto de regime em que os nossos iluminados e esclarecidos governantes espartilham o erário e as administrações das empresas numa rotatividade perfeita de fazer inveja a um qualquer relojoeiro suiço!

    Aí tens o que é fundamental para mim. Encontrar outros políticos, novas razões de esperança e renovar a soberania dos portugueses devolvendo-lhes uma recompensante participação cívica e democrática que lhes foi prometida mas que na verdade nunca lhes foi dada. O resto virá por acréscimo.

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