Os papões

Daniel, sempro me lembro de ver garrafas de coca-cola nos meus manuais. Muito antes de 1995. Assim como sempre me lembro da imagem ilustrativa do 25 de Abril ser a fotografia do Otelo.
Qual é a diferença para os dias de hoje? Porque é que isso há-de ser fomentado pelas empresas? Onde está neste “estudo” a intervenção directa destas na elaboração dos manuais? E se existe, porque não o refere a notícia do Expresso?

Parece-me que o que demonstra bem os tempos vivemos é esta tendência de disparar contra tudo o que mexe em defesa da educação das nossas criancinhas. Se ao menos olhássemos primeiro para dentro das nossas casas… talvez não precisássemos que o regulador subsituísse a família!

Esta entrada foi publicada em Placebos. ligação permanente.

8 respostas a Os papões

  1. Carmex diz:

    Tens muita razão, Rui. Eu também devo ter visto imensa publicidade nos manuais escolares e não me lembro minimamente do que foi publicitado, de tão eficaz e, sobretudo, perigoso é esse meio publicitário. E de certeza que o meu consumo não reflecte a publicidade a que fui sujeita.

  2. panaxginseng diz:

    Eu nao achi que se deva alimentar este assunto demasiado, mas acho que nao ee suposto lembrares-te Carmex, ee essa a intencao nao de uma mensagem subliminar…

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Mensagem_subliminar

    A ser possiivel produzir estas mensagens subliminares, a intencao seria fazer-te consumir ou chagares os teus pais para alguma forma de consumo, mas sem te lembrares porque…

    EE perfeitamente possiivel que, os manuais escolares, nem sejam a forma mais eficaz de produzir tal efeito… nao sei, pergunta aos tipos da publicidade e do marketing (no link em cima daa para ver se tal ee possiivel ou nao)… mas se ee, mesmo que nao tenha sido feito no passado, e algo que ee bom saber ou nao?

  3. Carmex diz:

    Hummm, Panax, não me parece que os manuais escolares me ensinassem a contar com maquilhagem da Clinique ou com sapatos ou carteiras de marca. É que refrigerantes, fast food ou Mars ou outra coisa do género que as crianças pudessem identificar eu não consumo actualmente, nem de resto nunca fui grande consumidora (bem, tive uma época em que fui apreciadora dos smarties, mas vou mais pelo sabor do que pela publicidade).

  4. hirudoid diz:

    Mais estranho ainda quando eu estudei pelos mesmos manuais que a Carmex (quase literalmente) e não me imagino com uns Manolos nos pés ou a ler a Vogue…
    Se bem que a Carmex não é de todo avessa às chuteiras da nike!

  5. panaxginseng diz:

    enfim… os meus dois amigos sao imunes a mensagens subliminares… mesmo que elas possam ser produzidas, e por consequinte, influenciarem algueem, e por definicao sem que este se lembre, agora…

  6. hirudoid diz:

    Possivelmente não, mas seguramente somos imunes a falsos moralismos sobre a educação das crianças que pretendem justificar os seus comportamentos como sendo apenas resultado das falácias e abusos da sociedade de consumo como insinuando ser esta a única responsável pela sua formação.

    A degradação das famílias como células da sociedade não deverá mesmo ter nada a ver com o consumismo emergente nem com a crise de afectos que isso revela. Mesmo nada…

    Michael Moore no seu melhor!

    PS – Em nossas casas existe Heinz Ketchup na dispensa e Coca-cola no frigorífico. Seremos percursores de mensagens subliminares para os nossos filhos???

  7. panaxginseng diz:

    Tens razao hirudoid…

    Mas olha que ningueem disse que a educacao em casa nao existe, e nao tem mais influencia sobre o comportamento das criancas…

    E esta capacidade educativa dos pais soo pode melhorar se tiverem avisados quanto aa possibilidade teecnica (que ningueem num dept de marketing enjeitaria) de se induzir comportamentos… em criancas esses comportamentos podem atee nao se concretizar, porque os pais nao permitem… mas nao ee importante estar avisado?

    Eh pa!! E porque ee tens que trazer o Michael Moore para aqui?

  8. hirudoid diz:

    Claro que sim! Eu extremei a minha opinião por aversão a esta “legião da boa-vontade” que aponta para o mercado, espelhado no consumismo (como expressão do capitalismo…) como o mal do mundo mas que depois defende as mais bizarras formas de família para as crianças. Apenas isso!

    Quanto ao Michael Moore, fez-me lembrar. Nem imagino porquê.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s