E tanto que se esforçam por promover o aborto…

 Abortos legais ficaram em pouco mais de metade do previsto em seis meses de despenalização

Os números de mulheres a abortar mantêm-se muito abaixo do esperado e propagandeado pelo movimentos que defenderam o Sim no referendo de há um ano.

Esta notícia do Público é assaz curiosa. No título escreve “apenas 6000 mulheres abortaram”. Apenas?! É pouco? Deveriam ser mais.

Depois atribui às “autoridades de Saúde” o número de vinte mil abortos por ano. Que gentis para todos os movimentos que defenderam o Sim; é sempre bom não recordar as mentiras ditas por aqueles com quem concordamos.

Por fim, lá volta a referir que o aborto químico é menos traumático para a mulher. Mas então, volto a perguntar, um aborto não era tirar tipo um quisto? E não era verdade que de forma nenhuma o embrião é vida humana e que as mulheres até ficavam aliviadas por abortarem? Ah, já me esquecia, isso foram mais umas mentirinhas.

Realço, para terminar, que o grosso do número de abortos realizados continua a ser em mulheres com idade para já terem conhecimento dos métodos contraceptivos.

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16 respostas a E tanto que se esforçam por promover o aborto…

  1. Joel diz:

    “um aborto não era tirar tipo um quisto? ”
    “mulheres até ficavam aliviadas por abortarem? ”

    Há muito tempo que não lia nada tão asqueroso.

  2. Mário diz:

    Li recentemente que na China já se fazem receitas de culinária com fetos humanos em alguns restaurantes. Vamos ver quanto tempo levará até essa causa progressiva começar a ser defendida por cá.

    No ocidente a estratégia abortista passa muito por empolar o número de mulheres que morrem em abortos clandestinos. Os organizadores destes movimentos mentem deliberadamente mostrando que para eles de facto a vida do feto não vale mesmo nada.

  3. Joel diz:

    Corrijo. Rapidamente as plavras do Mario ultraparam as da Carmex.

    Toda gente sabe que, nós “os abortistas” no fundo queremos é comer criancinhas. Descubriste, a motivação não era que menos 6000 mulheres tivessem que se sujeitar a abortos clandestinos; era só apenas o canibalismo.

  4. Carmex diz:

    Joel, em primeiro lugar, bem-vindo aqui ao farmácia. O que considerou asqueroso foram argumentos urilizados pelos defensores do Sim há um ano, lamento desiludi-lo. Lembro-me de um grupo de psiquiatras do qual fazia parte a Marta Crawford darem uma conferência de imprensa mostrada na televisão em que diziam mesmo isto: as mulheres sentiam alívio por abortarem. Quanto ao quisto, não deve ter lido os post e comentários que se fizeram na blogosfera sobre o assunto, pois não? Ainda há pouco tempo o Luís Lavoura no blogue Atlântico comparava um aborto a tirar uma pedra num rim.

    Quanto ao escrito pelo Mário, que tem toda a razão, lembremo-nos da “coisa humana” da Lídia Jorge nun dos debates do aborto na RTP1. Ou do que está escrito neste post https://farmaciacentral.wordpress.com/2007/10/29/tudo-pessoas-serias-como-se-ve/#comments.

    Volte sempre.

  5. Carmex diz:

    E, já agora, Joel, porque é que 6000 grávidas tinham “que se sujeitar a abortos clandestinos”? A gravidez foi obra e graça do espírito santo? E se a gravidez era indesejada, porque não ter o filho e dá-lo para a adopção, essa sim uma decisão nobre e humana? Alguém obrigou as 6000 mulheres a abortarem? É que se sim, então o aborto não foi a pedido, foi sob coacção e as mulheres então só conseguiram pó com o resultado do referendo.

  6. Mário diz:

    «Toda gente sabe que, nós “os abortistas” no fundo queremos é comer criancinhas.»

    São apenas pessoas perturbadas que querem mudar a sociedade de alto a baixo.

  7. Joel diz:

    Carmex,
    É um prazer voltar ao Farmácia;

    Em relação ao 1º ponto, tenho pena que optes por generalizar; também houve apoiantes do não que utilizaram frases menos dignas. Se sempre que falares no tema pegares nos maiores extremismos e nas maiores barbaridades inviabilizas qualquer discussão. Não acredito que as frases que realçaste são representativas dos milhões de pessoas que votaram “Sim”. Presumo que conheces algúem entre os teus amigos/ família que votou “Sim”; pensa se faz sentido associá-los aquelas frases. Indignei-me como faria face a qualquer generalização.

    Depois, parece-me falta de sensibilidade não reconhecer que algumas pessoas neste país acreditam que a mudança da lei benefeciou algumas mulheres (não quero impor essa opinião). Eu acredito que a quase totalidade das 6000 mulheres que abortaram “legalmente”, teriam-no feito à mesma caso o “Não” tivesse vencido. E com base nisto, respondo-lhe ao seu 2º comentário:

    “A gravidez foi obra e graça do espírito santo?” Não, não foi. Mas não acredito que por o aborto ser legal os casais relaxem nos cuidados contraceptivos. O aborto é uma coisa traumática para a mulher (apesar de ALGUNS defensores do “Sim” discordarem)e não é por o aborto ser legal que se vai negelegenciar os contraceptivos ou a sensibilização.

    “E se a gravidez era indesejada, porque não ter o filho e dá-lo para a adopção, essa sim uma decisão nobre e humana?” Antes de mudar a lei, existia esta opção e faziam-se abortos. Continuo (como a maioria dos defensores do “Sim”) a preferir esta via, mas a realidade é mais dura. Continuo a achar que o estado deve promover a família, a adopção e só falhando tudo o resto usar algo mais extremo.

    “Alguém obrigou as 6000 mulheres a abortarem? É que se sim, então o aborto não foi a pedido, foi sob coacção e as mulheres então só conseguiram pó com o resultado do referendo.”
    Sinceramente, não acredito que seja a maioria dos casos, mas mesmo assim, acho que a lei vem proteger as mulheres nesta situação, visto que tiraria da clandestinidade um acto de opressão e poderia ajudar na defesa da liberdade de escolha da mulher.

    Resumindo (e espero que não te aborreça nem a dimensão do comentário nem a 2ª pessoa do singular), não generalizes por favor. Uma pessoa que votou “Sim” pode desejar, como tu, que existam menos abortos (e se possível mais dignos)e apenas acredita num método diferente para atingir. Se fosse tão linear como o mostraste, não tinha ido a referendo.

    Obrigado

  8. Joel diz:

    “São apenas pessoas perturbadas”
    Mário, Portugal tem 2,2 M de pessoas perturbadas. Não o assusta viver num país assim?=

  9. Carmex diz:

    Joel, é verdade, a maioria das pessoas que votou Sim fê-lo por considerar que, sendo o aborto uma coisa má e desejavelmente evitável, não merecia ser penalizado com pena de prisão (e eu aqui até concordo em alguns casos) ou que, existindo mesmo na ilegalidade, mais valia assegurar condições higiénicas e seguras para as mulheres abortarem (aqui discordo, porque não se resolve um problema legalizando-o). Mas também houve os “maluquinhos do Sim” que disseram coisas verdadeiramente detestáveis, e não se pode agora atribuir estes argumentos ao Não – que teve os seu maluquinhos também, mas penso que eram mais residuais e menos importantes na hierarquia do movimentos pró-Não. O problema do Sim é que, e ao contrário da maioria dos votantes, os arautos do Sim são todos extremistas que, como diz o Mário, têm um desrespeito pela vida humana assustador numa sociedade civilizada.

  10. Mário diz:

    «Mário, Portugal tem 2,2 M de pessoas perturbadas»

    A esmagadora maioria das pessoas que votaram no referendo não estiveram envolvidas profundamente na questão. Existe uma diferença brutal entre quem é chamado a votar e quem consegue impor que algo vá a votação. É uma colagem obviamente abusiva fazer crer que quem vota como eu quero é como eu.

    Por essa ordens de ideias vamos imaginar que alguém acusa Sócrates de ser manipulador e mentiroso. Uma réplica do mesmo género seria assim: «Sócrates foi eleito por maioria absoluta. Está a querer dizer que essa maioria absoluta é manipuladora e mentirosa. Não o assusta viver num país assim?»

  11. Mário diz:

    Mas o meu ponto mantém-se e na verdade é a única coisa que me interessa na blogoesfera, os perigos da mentalidade revolucionária. A questão do aborto não foi levantada para resolver qualquer problema. Todas as questões levantadas pela “modernidade” são apenas facetas do movimento revolucionário, aparentemente desconexas umas das outras mas vistas no conjunto observam uma grande uniformidade de meios e de fins, a revolução silenciosa, que corrompe por dentro e já não por meios violentos, e se levada a seu termo destruiria toda a civilização. Face a isto tudo o resto parece-me irrelevante, principalmente por ser o facto político do nosso tempo e ninguém lhe dar importância.

  12. Joel diz:

    Mário esclareça só o que é a “estratégia abortista”? Quais são os seus fins?

    “Li recentemente que na China já se fazem receitas de culinária com fetos humanos em alguns restaurantes. Vamos ver quanto tempo levará até essa causa progressiva começar a ser defendida por cá.”
    É isto?
    Quem é o perturbado?

  13. Joel diz:

    “A questão do aborto não foi levantada para resolver qualquer problema.”
    4M de portugueses foram votar, dos quais 2,2M de pessoas (bem ou mal) acharam que estavam a contribuir para resolver (parcialmente) um problema concreto.
    Mas você vê mais longe, vê
    a “a revolução silenciosa, que corrompe por dentro e já não por meios violentos, e se levada a seu termo destruiria toda a civilização”. Espero que continue a iluminar-nos.

  14. Mário diz:

    Mas o meu ponto mantém-se e na verdade é a única coisa que me interessa na blogoesfera, os perigos da mentalidade revolucionária. A questão do aborto não foi levantada para resolver qualquer problema. Todas as questões levantadas pela “modernidade” são apenas facetas do movimento revolucionário, aparentemente desconexas umas das outras mas vistas no conjunto observam uma grande uniformidade de meios e de fins, a revolução silenciosa, que corrompe por dentro e já não por meios violentos, e se levada a seu termo destruiria toda a civilização. Face a isto tudo o resto parece-me irrelevante, principalmente por ser o facto político do nosso tempo e ninguém lhe dar importância.

    «O problema do Sim é que, e ao contrário da maioria dos votantes, os arautos do Sim são todos extremistas que, como diz o Mário, têm um desrespeito pela vida humana assustador numa sociedade civilizada.»

    Em termos psicológicos a questão até é mais complexa, pensando no desrespeito pela vida. A maior parte das pessoas ainda tem um respeito abstracto pela vida humana mas em termos concretos isso já não tem qualquer consequência. Este fenómeno já foi descrito como paralaxe cognitiva, o desvio entre a experiência real e a construção teórica. A partir daqui as pessoas fazem as maiores barbaridades com a consciência absolutamente tranquila. Os europeus em particular sofrem dessa doença num grau bastante avançado, acham que vivem no local do mundo que dá maior importância à vida humana, apontando factores como a protecção social e a abolição da pena de morte. Mas na prática é a sociedade em que todo o feto sofre o destino aleatório de viver ou morrer, em que os velhos são postos nos lares para morrerem longe das famílias, em que a eutanásia se quer impor, em que os criminosos são progressivamente desculpados, em que as leis são feitas para livrar os pedófilos, em que um corpo que perde os sentidos no meio de uma cidade suscita a indiferença geral… Para cúmulo, começa a aparecer o fascínio pelas teorias da conspiração, enquanto a realidade tão cheia de sinais de alerta é cada vez mais deliberadamente ignorada.

  15. Mário diz:

    Agora a versão correcta 🙂

    «O problema do Sim é que, e ao contrário da maioria dos votantes, os arautos do Sim são todos extremistas que, como diz o Mário, têm um desrespeito pela vida humana assustador numa sociedade civilizada.»

    Em termos psicológicos a questão até é mais complexa, pensando no desrespeito pela vida. A maior parte das pessoas ainda tem um respeito abstracto pela vida humana mas em termos concretos isso já não tem qualquer consequência. Este fenómeno já foi descrito como paralaxe cognitiva, o desvio entre a experiência real e a construção teórica. A partir daqui as pessoas fazem as maiores barbaridades com a consciência absolutamente tranquila. Os europeus em particular sofrem dessa doença num grau bastante avançado, acham que vivem no local do mundo que dá maior importância à vida humana, apontando factores como a protecção social e a abolição da pena de morte. Mas na prática é a sociedade em que todo o feto sofre o destino aleatório de viver ou morrer, em que os velhos são postos nos lares para morrerem longe das famílias, em que a eutanásia se quer impor, em que os criminosos são progressivamente desculpados, em que as leis são feitas para livrar os pedófilos, em que um corpo que perde os sentidos no meio de uma cidade suscita a indiferença geral… Para cúmulo, começa a aparecer o fascínio pelas teorias da conspiração, enquanto a realidade tão cheia de sinais de alerta é cada vez mais deliberadamente ignorada.

  16. Mário diz:

    Joel,

    Questione a sua falta de interesse e mesmo desprezo face ao que lhe dizem e aí vai encontrar todas as respostas.

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