As portas da Europa

Espero que a Carmex não se zangue (ainda mais) comigo depois da sequência dos posts anteriores porque não gosto mesmo nada quando isso acontece. Mas se acontecer, ficam já aqui as minhas desculpas.

Tudo isto porque ela trouxe cá para fora uma conversa que estávamos a ter aqui em que eu a acusei de usar uma forma muito violenta para demonstrar o seu ponto de vista. É claro que já todos conhecemos bem a Carmex e a sua forma elegantemente irónica de escrever, mas parece-me que “não tenho um pingo de paciência para os profetas do multiculturalismo” e “Aqui os muçulmanos deviam perceber que ou respeitam os nossos hábitos e os nossos valores ou podem regressar aos seus fabulosos países de origem” não foi apenas o habitual uso da ironia.

Mediante isto eu disse-lhe que concordava com o que ela tinha dito mas que não concordava com a forma violenta com que o tinha feito e que a forma correcta de o fazer é, tal como nas nossas próprias VÁRIAS culturas, que existem dentro de Portugal (porque esta ideia de apontar apenas para o multiculturalismo que está nos antípodas chateia-me – e está bem que exagerei um bocadinho com a treta de Barrancos), ser tolerantes até ao ponto em que elas interferem com os Direitos Fundamentais, expressos na Carta dos Direitos Humanos. Chamei-lhe meio termo por considerar que é uma visão serena e prática da questão, sem atacar ferozmente a “treta do multiculturalismo”.

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2 respostas a As portas da Europa

  1. Pingback: Violência, s.f., expressão da indignação perante comportamentos bárbaros « Farmácia Central

  2. panaxginseng diz:

    Repara laa neste extracto:

    “…Aqui (Europa, nossa, nao vossa) os muçulmanos (gente estranha que nao ee daqui, nao sao Europeus, porque sao muculmanos) deviam perceber que ou respeitam os nossos (pois, eles nao sao mesmo Europeus) hábitos e os nossos (os Muculmanos nao sao Cristaos) valores ou podem regressar (mesmo que sejam mesmo Europeus, de vaarias geracoes, nao sao “verdadeiros” Europeus, e por isso, fora daqui) aos seus fabulosos (ironia, como quem diz, laa donde fugiste…) países de origem…”

    Triste condicao esta de pensar que a Europa ee algo mais interessante do que apenas, “nossa”…

    Imagino a Carmex rapidamente a propor a abolicao do divoorcio, jaa que ee este ee contraario aos valores cristaos… quem nao concorda, nao ee daqui, por isso, toca a bazar!!!

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