Objectivo: 97 países na Europa

Só agora reparei que os “alguns” do Gabriel Silva eram eu (como eu não referi no meu post nenhuma comparação de precedentes, não era evidente).

 Em todo o caso o Gabriel Silva não se enganou muito. De facto não considero a independência das ex-repúblicas da URSS e da Jugoslávia ao mesmo nível da do Kosovo, que não só não tinha o estatuto de república numa federação de repúblicas como sempre fez parte da Sérvia, da Albânia ou do Império Otomano.

Com este precedente, qualquer dos numerosos grupos populacionais da Europa Central e de Leste que uns meses, na Alta Idade Média, tenham gozado de independência ou que tenham raízes culturais, linguísticas ou religiosas que não as dos seus actuais países podem reclamar a independência e os EUA, UK e Alemanha não poderão em coerência recusar reconhecê-la. Recordo novamente a crise dos sudetas – que também nunca tinham pertencido à Alemanha – e o facto de tanto húngaros, polacos e romenos terem aproveitado para darem as suas dentadinhas no território da Checoslováquia com a boleia dos alemães. E a zona fornteiriça deste paíes vai ser bonita, com “romenos” a viverem na Hungria, “húngaros” e “búlgaros” a viverem na Roménia, e por aí fora. E a Lorena, que foi independente até à Maria Teresa? E o País Basco e a Gasconha? Bom, confiemos que prevalecerá o bom-senso que faltou no Kosovo e em várias capitais.

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