Então vamos lá virar isto do avesso

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Ao contrário de uma grande quantidade de cidadãos e da maioria dos órgãos de comunicação social que, movidos pela curiosidade e pelo interesse, se preocuparam na última semana em tentar perceber qual a novidade que o MEP protagonizava, os blogues nacionais entretiveram-se a perder tempo contradizendo-se e dissecando o mais desinteressante mito acerca deste movimento.
Nada a que não estejamos todos, os que diariamente acompanhamos a blogosfera lusa, já habituados…

Como muito bem registou o Rui Cerdeira Branco, o meio foi abundantemente generoso nos apupos a uma proposta concreta de contributo para a política nacional com manifesta intenção de acção, saída de cidadãos improváveis nestas andanças, como não me lembro de ter visto acontecer em Portugal e à qual me orgulho de ter aderido. Mais ainda, completamente insensível ao seu desafio de mobilizar a sociedade e aproximar os cidadãos da democracia, chamando todos os que acreditam que Melhor é Possível a associarem-se e terem o seu papel na construção de uma solução que procure efectivamente resolver os problemas em vez de se perder em (des)acordos entre quem partilha o poder e com isso adia decide o nosso futuro.

Após as epidérmicas e até compreensíveis reacções iniciais, não foram muitos os que se preocuparam, por exemplo, em visitar o site e mesmo os que o fizeram, aparentemente não o leram (mais uma vez ao contrário de alguns milhares de portugueses). Talvez um bom indício das reais preocupações que movem os bloggers portugueses e que aparentemente não passam por informar(-se). Também aqui era possível fazer melhor…

“Centrando-me” então nas reais preocupações que parecem atormentar a comunidade, eu devolvo-lhes a tal questão que não é, por definição, relevante para o MEP:

Em que espectro político colocariam uma proposta de intervenção cívica através da política partidária, feita por 60 (sempre a crescer) cidadãos comuns que se predispuseram a sair do conforto e a dar o seu melhor pela mobilização dos portugueses para a resolução dos problemas de todos, aceitando inclusivamente que essa participação passe por outras opções políticas que não o MEP; ultrapassando as incoerentes divisões esquerda/direita, os desgastados fait-divers a que se entregaram os nossos representantes e promovendo uma cultura de negociação e respeito por pactos de longa duração que promovam a justiça social e a procura do bem comum?
Onde colocariam? Na direita liberal ou na arqui-moderna esquerda? E como seria dessa forma possível assumir os princípios com que nos anunciámos?

Sabemos qual é o nosso objectivo e aquilo a que nos propusemos. É tempo de cuidar dessa proposta e de trabalhar as nossas opções de acordo com os princípios que manifestámos. Com o tempo e a serenidade com que foi possível chegar até aqui, chegaremos adiante.

[Também publicado no Melhor é Possível.]

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