Lá vou eu ser outra vez chamada de violenta

mas se para denunciar a violência é necessário ser chamada de violenta, paciência.

Geert Wilders fez um filme sobre o radicalismo islâmico e o perigo que isso representa para a Holanda – e para a Europa. Tentaram censurá-lo por todo o lado e mesmo o Live Leak, que o alojou, teve que o retirar devido a ameaças islâmicas ao pessoal (não se esqueçam, a violenta sou eu). A cabeça do autor do filme, como seria de esperar, também já está a prémio. Seria bom, por uma vezinha que fosse, ouvir os muçulmanos muito escandalizados com a violência do radicalismo islâmico e não com denúncias (mesmo que provocatórias e de gosto duvidoso) desse radicalismo. Ou, dito de outro modo, que ficassem escandalizados com a violência que faz mal fisicamente.

O filme merece ser visto (nem que seja porque quiseram que não o víssemos). Claro que são questionáveis as utilizações de suras que incitem ao ódio e à violência (e de forma explícita e veemente); não sei como os muçulmanos interpretam o Corão mas adaptando-lhes o método usado para a Bíblia teremos de contextualizar estas frases com a religiosidade da península arábica no sec. VI para as entender; afinal a Bíblia também contém várias imprecações, maldições e incitamentos à violência que não são de todo a mensagem da Bíblia (e só assim o entende quem entende pouco); é certo que as passagens violentas do Corão foram escritas uns bons dezasseis séculos depois das passagens violentas da Bíblia e seis séculos depois do “mandamento do amor” do meu amigo JC, no entanto eu vou dar o benenfício da dúvida ao Corão (que nunca li); uma das coisas mais estúpidas que se pode fazer com uma obra literária datada é lê-la com as lentes do presente e eu resisto a ser estúpida sempre que consigo. Continuo crente que O problema não é o Corão.

Já o uso que tantos religiosos islâmicos dão a estas passagens violentas, a forma acrítica como estes imans e mullahs e sheiks e outros odiosos que tais são aceites por tão grande número de muçulmanos e o resultado de mortandade que esta sub-religião violenta tem trazido são assuntos que devem ser escrutinados com os conceitos do presente.

O filme pode ser visto aqui (via Rui Castro).

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2 respostas a Lá vou eu ser outra vez chamada de violenta

  1. Não sou anti-religioso.. antes pelo contrário. Mas, como alguém disse uma vez.. Quem se explodiu em Ankara? ou em Bagdad? Ou em Haifa? Já encontraram algum cristão? Ou judeu? ou Hindu?
    O radicalismo islâmico deve ser combatido.Não devemos fomentar o ódio contra uma religião. Mas não seria exigível mais respeitabilidade? Eu detesto a violência. mas os clérigos islâmicos não deveriam fazer o mesmo que eu? renunciar à violência? Por amor de Deus.. liberdade para todos…

  2. Carmex diz:

    Eu ainda não me decidi se é o próprio Islão que empurra para a violência se são os religiosos muçulmanos que são tudo menos homens de Deus e propagam uma religião violenta e desumana. O certo é que o hinduísmo também é uma religião antipática e que se presta justificar a muitos abusos sobre as mulheres, intocáveis, etc., mas os hindus não pretendem matar os infieis.

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