Aviso à navegação

Claro que os nossos clientes aqui do Farmácia não são tontos e sabem ajuizar por si próprios, mas para os mais distraídos – e porque isto é uma situação que se arrasta há alguns meses e está a tornar-se vedadeiramente entediante – sinto-me na obrigação de fazer alguns avisos relativos à estranha obsessão que o Panaxginseng tem pelo que eu escrevo sem nunca parecer entender bem o que eu escrevo.

É elucidativo este post. Eu já tinha informado o Panaxginseng que não discutia ideias com ele porque não gosto da forma carroceira como o Panaxginseng discute nem da sua convicção de estar a transmitir a verdade revelada em tudo o que escreve e a sua inconfundível capacidade para determinar o que é bom e o que é mau, o que está certo e o que está errado, o que é de qualidade e o que não é. A minha opinião sobre as qualidades do Panaxginseng e a sua capacidade para ajuízar são, é evidente, divergentes. Comecei por innuendos subtis e, como nunca foram percebidos ou respeitados, subi de tom até ser desagradavelmente clara.

No entanto, como o Panaxginseng não desiste de deturpar o que eu escrevo e comentá-lo de forma mal-educada, sinto-me na obrigação de escrever a pedir aos nossos clientes que, quando leiam as observações do Panaxginseng às minhas palavras, desconfiem. É que mesmo os textos pequenos costumam ser mal compreendidos.

O post linkado é elucidativo. Eu fiz um post sobre o texto de Rui Marques e o Panaxginseng entendeu comentá-lo. Eu respondi ao seu comentário utilizando as palavras “desagradável, escusado – eu não vou discutir contigo – e, na minha opinião, excessivamente silly”. O Panaxginseng usa esta mesmas palavras para título de um post, dando a entender que eu teria dito estas palavras de alguma posição que ele tivesse tomado.

Ora estas palavras referiam-se a um comentário que o Panaxginseng fez ao meu post comentando Rui Marques, implicando que o que eu escrevera era para mim um programa religioso e não político (malgré eu não ter apresentado nenhum programa político), supondo-se então que eu não questiono programas religiosos, que não os critico, que sigo de forma fundamentalista os programas religiosos. Este conceito da minha religiosidade, de tão bom e elevado que era, foi repescado no post que já linkei. Como se percebe bem, visto que eu afirmei que não discutia com o Panaxginseng, estas palavras eram dedicadas à forma do comentário, que incluía este verdadedeiro mau gosto de falar de programas religiosos. Eu até me contive na resposta (acho que já perdi demasiado tempo a responder ao Panaxginseng e estou algo irritada por estar a perder o presente tempo), mas agora aqui vai: além do mau gosto e má educação de andar a falar de sentimentos religiosos em discussões que nada têm a ver com religião (a não ser, talvez, para o Panaxginseng e para o MEP, mas eu não posso ser culpabilizada por isso), não reconheço ao Panaxginseng nenhuma capacidade progressista para me colocar a mim como religiosa fundamentalista que é incapaz de criticar a Igreja e a religião. De facto não me parece que haja lições que o Panaxginseng me possa dar neste campo, até porque das posições que me lembro de ouvir o Panaxginseng defender, tem opiniões sobre a Igreja muito tradicionalistas, bem mais tradicionalistas que as minhas. Contudo na falta de argumentos válidos qualquer baixaria serve. Foi isto que considerei “desagradável, escusado – eu não vou discutir contigo – e, na minha opinião, excessivamente silly.”

Quanto às supostas opiniões que eu qualifiquei de “desagradável, escusado – eu não vou discutir contigo – e, na minha opinião, excessivamente silly.”, não existiram. É que o Panaxginseng – como é de resto seu costume – ao mesmo tempo que fez comentários mal educados não apresentou nenhuma ideia que se contrapropusesse às minhas. Tentou fazê-lo (reforço o tentou) depois no seu post (linkado acima), mas com um bocadinho de lógica poderia ter percebido que o que eu escrevi no dia n não podia ser resposta que foi escrito no dia n+2.

Para terminar, aviso também que quando lerem as opiniões do Panaxginseng sobre economia, apesar de serem apresentadas como verdades universais, são meras opiniões, filhas de uma corrente de pensamento económico, havendo outras correntes e muito boa e inteligente gente que se inclina para estas últimas. Os modelos económicos ainda não conseguiram (irão alguma vez?) construir nenhum modelo que adira totalmente à realidade, logo qualquer pessoa que apresente soluções finais (não no sentido nazi, mas como as últimas que haverão) só pode ter alguma teimosia argumentativa. Não acreditem.

Para terminar MESMO, já deixei de discutir com o Panaxginseng as suas opiniões e de lhe responder com posts e comentários a contra-argumentar. A partir de agora deixo também de comentar a forma como as suas ideias exóticas (opinião minha) são veículadas, ou como as suas ideias exóticas (ditto) não são veículadas enquanto qualifica de forma pouco digna as opiniões alheias. Ficam, ainda, avisados que considero a forma mal-educada, sem respeito pelos outros, recorrendo a mentiras de baixo nível e própria de quem não tem argumentos válidos para apresentar. E, para mim, transforma o ambiente aqui no blogue irrespirável. Nem sei como ainda temos clientes.

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2 respostas a Aviso à navegação

  1. Só Maria diz:

    😀 estou avisada!
    nada como bom sentido de humor para começar a semana! 🙂
    continuem!

  2. Carmex diz:

    “quem avisa teu amigo é”, não é assim que reza o ditado popular?

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