Parece-me evidente

Neosocialismo = desemprego

(…)

O governo pretende penalizar fortemente a contratação de trabalhadores com contrato a termo, o que na prática levará a que muitas empresas pura e simplesmente não admitam novos trabalhadores, excepto se tal for completamente inevitável, enquanto por sua vez a redução nas contribuições para os contratos sem termo é pífia, face ao enquadramento da legislação laboral no nosso país.

António de Almeida no Direito de Opinião.

Um dia talvez consiga perceber o que tem este Governo contra as PMEs.

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2 respostas a Parece-me evidente

  1. Carmex,

    Sim percebo o que quer dizer, realmente forçar as PMEs a contrair um custo fixo cada vez que o seu trabalho varia é complicado (ou melhor, é impossivel para a maioria delas) mas também vejo o outro lado da questão. Humanamente não é possivel construir uma vida estável e saúdavel quando não existe um minimo de segurança laboral – só para dar um exemplo, como assumo um empréstimo para um apartamento se sou permanentemente contratado a 6 meses?

    A questão está posta de forma a validar uma posição sem dar grande valor a outros pontos que também me parecem importantes.

  2. Carmex diz:

    Pedro, esse é sem dúvida um grande problema. A questão é que não me parece que vá ser resolvido com esta medida, pelo contrário.

    É mais ou menos normal uma pessoa entrar numa empresa primeiro a contrato e depois passar a efectivo. O problema para as PMEs – que não têm recursos para pagarem ordenados a trabalhadores que não produzem – é que é um grande risco passar dos contratos a prazo para a efectividade. Se as leis laborais não fossem tão rígidas (e nem preecisavam de ir para uma liberalização total; ou, indo, estabelessesse indemnizações que permitissem aos trabalahdores organizarem as suas vidas durante algum tempo à procura de trabalho) esse risco seria menor e mais trabalhadores teriam vínculo efectivo às empresas.

    Esta proposta apenas faz crescer os custos das empresas, sem lhe diminuir o risco de aceitar empregados efectivos. Na situação em que as PMEs estão em Portugal, não é de certeza um boa ideia (a não ser que se queira provocar falências em série para reorganizar de forma dramática o tecido económico). E, perante tudo isto, provavelmente cada vez mais se vai contratar trabalho temporário e a recibos verdes. A precariedade é precisamente resultante da rigidez das leis laborais; quem não consegue sair do trabalho precário devia perceber que está a pagar os privilégios dos efectivos. Por mim, por uma questão de justiça, devia haver uma divisão de privilégios e de riscos entre todos os intervenientes.

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