My lord and master, the fashion designer

Toda a gente sabe que os vestidos-tendência dos designers considerados mais criativos nem sempre são muito abonatórios quando usados para aquilo que foram criados: vestir as mulheres. Os sites (e as páginas) das revistas de moda estão repletos de senhoras e meninas que perderam a cabeça e parecem um daqueles cestos de onde costumam subir as cobras em espiral ao som da flauta dos seus encantadores. Ainda se lembram dos pavorosos vestidos Balenciaga (mas muuuuuito originais, com uma espantooooosa reinvenção dos volumes) sem qualquer forma corporal – pelo menos de um corpo humano, já nem se pede um corpo feminino – que o Nicolás Ghesquières criou, com aqueles folhos duros e grossos que ficavam na horizontal na zona das ancas? Pois. (Se não se recordam, que sorte a vossa.)

Diz-me o Times Online que algumas senhoras ligadas à moda enlouqueceram e vestiram-se para o Costume Institute Gala em subserviência ao tema (Superheróis). Não foi certamente o momento sartorialista de que mais se vão orgulhar quando na velhice reflectirem sobre as suas escolhas, mas estou totalmente convencida que os designers que as vestiram se encantaram com a possibilidade de soltarem as rédeas (e espicaçarem um bocadinho com umas ondulações de chicote) à sua criatividade. É bom saber que estas senhoras gostam tanto de ajudar os outros.

(Amber Valletta e Anna Wintour)

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