Sexism

Hillary Clinton queixou-se do sexismo que existiu em muitos ataques que a miraram. Fez muito bem. Se é totalmente inaceitável que se ataque Obama por ser negro ou que se faça referência a tal de forma deselegante ou fora de contexto, já comentários, referências ou insinuações machistas, desde que feitos a coberto de uma bonomia-hipócrita-claro-que-gostamos-muito-de-mulheres-na-política são proferidos em abundância. E, reconheça-se, estes comentários têm vindo sobretudo da campanha de Obama, e também de Obama himself, que já fez referências algo desagradáveis que não faria se Hillary fosse de género masculino, por exemplo considerando quase irrelevantes as actividades de Hillary enquanto First Lady (quando se sabe que Hillary foi uma First Lady excessivamente interveniente). E é por esta razão (e por outras semelhantes) que cada vez mais votantes de Hillary se declaram não-apoiantes de Obama; ainda esta semana Geraldine Ferraro veio afirmar isto mesmo.

Dito isto, não foi por este sexismo latente que Hillary falhou. Se a campanha desde o início tivesse sido bem conduzida, até o sexismo dos oponentes ajudaria Hillary, afinal toda a gente é parcial à visão de vulnerabilidade de uma mulher – e qual de nós, meninas, não sabe utilizar esta fraqueza alheia?

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