New York também vai muito bem

 

 

Fui ver no fim-de-semana o Sex and the City (at last, at last). E tenho a informar que é uma boa variedade. Não fantástico, não causador de epifanias em espectadores, não supremamente bem interpretado, nem sequer tão bom como os melhores momentos da série… and yet… muito simpático para fâs.

O guarda-roupa não desonra as expectativas, ele é um corropio de fatiotas dos designers consagrados e emergentes, o filme pode funcionar como uma antologia de it bags de 2007/2008, lá apareceram os buckle belts e os cintos com tachas metálicas, até a Charlotte exibiu um Oscar de La Renta de grávida, o vestido de entrada de Carrie é yummi-yummi, os sapatos, oh, sim, aquelas senhoras estavam muito bem calçadas (não aprecio em excesso as sandálias T que Carrie usou algum tempo de película, mas os Manolos com que terminou o filme são, sem dúvida, soberbos). Tudo inexcedivelmente agradável à vista. De facto, é mais ou menos como ir folheando uma Vogue: nem faltam o autor da coluna Life with André, André Leon Talley, ou a colunista da Vogue e escritora de sucesso Plum Sykes – de quem talvez aqui escreva nos próximos tempos – ou o aqui-fotógrafo de moda Patrick Demarchalier.

De resto, até à primeira cena de casamento da Carrie (o vestido de noiva da Vivienne Westwood convence muito mais com movimento, perde aquela rigidez punk que eu lhe adivinhara nas foografias) o ritmo do filme é bom, as cenas sucedem-se com sumo, o tempo passa a correr. A viagem ao México está bem explorada, o regresso a NY, por outro lado, parece tão letárgico como Carrie. A personagem da Jennifer Hudson, se bem que simpática, é estereotipada e dispensava-se tanta atenção (já agora, a actriz foi capa da above mentioned Vogue no ano passado, depois de ganhar o seu Oscar). Nada sucede durante não sei quantos minutos (não há encontros embaraçosos com Mr Big, nem tentações masculinas ao virar da esquina, nem imbróglios adicionais no momento em que se acreditava que nada podia piorar), até que, de súbito, tudo se passa. O humor pelo meio lá continua a existir, sobretudo a expensas de Samantha e de Anthony. A Charlotte está insípida, como se fosse verdade o dito que a felicidade não tem história (uma pena).

Mas as quatro amigas envelheceram bem – mesmo as rugas à volta da boca e dos olhos de Miranda e Carrie são atraentes – e o filme permanece uma ode à amizade feminina, ponto em que as quatro amigas não desapontam.

Vá ver antes que saia de cena.

 

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