Fumei mas não inalei, desta vez com a sharia

Temos tanto que temer os terroristas islâmicos como esta malta sempre tão dispostas a fazer concessões ao islamismo em sinal de grande tolerância e respeito pela liberdade. Esta noção de “tolerar mas não respeitar” é hilariante.

Ora leia, a propósito de umas novas declarações sobre a sharia e a lei britânica por alguém que devia ter juízo:

“One of life’s many mysteries is the question of why the lord chief justice Lord Phillips of Worth Matravers, the most senior judge in England, was moved to speak out in public about sharia.

Last week he gave a speech to a large audience at an east London mosque about the place of sharia in resolving disputes. He must have known, from the experiences of the Archbishop of Canterbury, that no matter what he said, his speech would be inflammatory; as Usama Hasan, an imam and an adviser to the Islamic Sharia Council here said at the time, it is very difficult to have a sensible discussion about sharia here because the subject is “like a red rag” to the public mind.

(…)

However, what Phillips said, and he made himself very much clearer than poor Rowan “Unclarity” Williams, was an articulation of the status quo. “There is no reason,” he said, “why principles of sharia law, or any other religious code, should not be the basis for mediation or any other forms of alternative dispute resolution. It must be recognised that any sanctions for failure to comply with the agreed terms of the mediation would be drawn from the laws of England and Wales.”

In other words, English law is trumps here, which is as it should be.

(…)

 I strongly believe that British men and women of all descriptions should be free to resolve their differences as they choose, so long as their decisions comply with the law of the land. If a Muslim woman willingly accepts what others might consider unequal treatment in a divorce, that is surely her right. “

Minette Marrin, no Times.

Parece-me que há muita gente que não entende que a liberdade não é apenas determinada pelas leis de cada estado. Não há qualquer questão, como a colunista reconhece, em admitir que a aplicação das leis da sharia como mediação em questões familiares provavelmente resulta em decisões adversas às mulheres. Que considerem que a possibilidade de recorrerem aos tribunais civis britânicos para resolver as ditas questões segundos as leis britânicas – e, ao contrário do sugerido, a sharia não é subsidiária das leis britãnicas – como uma salvaguarda que tira todas as dores de cabeça, já é comportamento de avestruz. Em primeiro lugar, é necessário que todas as muçulmanas residentes na Grã-Bretanha tenham conhecimento dessa possibilidade – e dado trataterem-se de comunidades em alguns casos muito fechadas, isso não é garantido. Depois, mesmo conhecendo essa possibilidade, seria necessário que as mulheres (de quem se espera aceitarem a sharia) tivessem liberdade para a usar; é que, vivendo em comunidades rígidas e fechadas, muitas vezes não falando (ou escrevendo) inglês ou falando (ou escrevendo) mal, sem emprego nem qualificações para encontrar um facilmente, arriscando o ostracismo de família e amigos se contestar a decisão da sharia, é evidente que a liberdade dessas mulheres é um conceito abstracto que, na realidade, não existe.

E, por fim, não entendo porque há-de este respeito pela liberdade alheia na Europa ser alargado a um quadro legal teocrático que maltrata mulheres quando não se dá liberdade aos europeus para (por exemplo) mudarem a cor da fachada da sua casa se assim lhes apetecer.

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2 respostas a Fumei mas não inalei, desta vez com a sharia

  1. Mário diz:

    Pois… mas pensemos no que a liberdade se tornou para a maior parte das pessoas. Nada mais que um direito sagrado à irresponsabilidade. Parece-me que grande parte do Islão se deve sentir entre a espada e a parede. De um lado estão os seus fanáticos, que usam o terrorismo para fins situacionistas. Mas a opção que lhes oferecem é a liberdade à ocidental: alienação do indivíduo, desprezo pela família, achincalhamento da própria cultura, gayzismo, aborto livre, relativismo moral… A própria ausência de resistência do ocidente ao pior que vem do Islão dá um sinal claro ao moderado Islão de que a terceira via ocidental não é caminho nenhum.

  2. Carmex diz:

    Concordo. De facto há muito quem no Islão olhe para o Ocidente e veja hedonismo no limite como o único valor reconhecido – e temos que aceitar a crítica, porque é verdadeira. Percebo perfeitamente que os islâmicos olhem para a nossa sociedade e não queiram tornar-se no mesmo.

    Mas os nossos pecados não justificam as barbáries do mundo islâmico.

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