O método científico João Miranda, totalmente isento de preconceitos

Se a ideia do João Miranda era contestar esta ideia tonta actual (que contagiou também cientistas que querem forçar a sua agenda através da ciência) de que os sexos são iguais e têm exactamente as mesmas capacidades, o objectivo de fundo (não esqueçamos o “se”) está correcto. Mas o post está escrito de uma forma muito pobrezinha, há que convir. Porque haveria um estudo de ser parcial só porque foi feito por mulheres? Será que o mesmo critério é aplicado também aos estudos cujos autores são exclusivamente masculinos ou a imparcialidade, bom senso, genialidade, etc., etc. são exclusivos masculinos?

Eu sou uma grande defensora e apreciadora das diferenças entre os sexos, mas a verdade é que sempre fui boa aluna a matemática, de resto melhor do que os rapazes que conheço (daqueles que fui apresentada às capacidades matemáticas) e acho mesmo que a matemática é essencial para uma boa capacidade de racciocínio; a melhor aluna a matemática (e ao resto) da minha turma de colégio e da faculdade (era a mesma) era rapariga e a única pessoa que, segundo sei, já conseguiu ter um vinte numa frequência de matemática com essa mente estranha que é o Prof. Fernado Pacheco da Católica foi também uma rapariga, do ano a seguir a mim. Provavelmente seremos as três melhores a matemática do que o João Miranda.

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3 respostas a O método científico João Miranda, totalmente isento de preconceitos

  1. Mário diz:

    A contestação não me pareceu pobrezinha, pareceu-me suficiente e a carmex foi buscar um ponto secundário («Porque haveria um estudo de ser parcial só porque foi feito por mulheres? »)para rebater quando esqueceu os melhores argumentos. Mas este tipo de coisas não me interessa muito, excepto pela mentalidade revolucionária aqui envolvida. O que me interessa mais é isto:

    «acho mesmo que a matemática é essencial para uma boa capacidade de racciocínio»

    Tendo eu recebido um sem número de cadeiras de matemáticas e outras a elas relacionadas seria tentado a dizer que sim, mas ao longo do tempo percebo que não. Isto depende também do que se entende por “uma boa capacidade de raciocínio”. Se é simplesmente conseguir chegar a uma conclusão válida a partir de premissas correctas, então não há muito a dizer, estamos no domínio das máquinas programáveis e nada mais que isso. Mas raciocínio humano a sério é a inteligência utilizada para chegar à verdade. Trata-se de algo muito mais vasto, há que avaliar não só os pressupostos mas também o domínio de aplicação das conclusões. Há que saber afastar tanto a lupa que se possa questionar o próprio processo, os conceitos e ir à própria metafísica se necessário. O papel do chamado raciocínio, em sentido estrito, é o de mera ferramenta, que não retira qualquer nova informação mas “baralha as cartas” para que o “jogo” fique mais fácil de avaliar.

    A matemática, por mais elaborada que seja, é pura forma que se pode transformar em ferramenta. Mas falta-lhe a auto-consciência para poder avaliar a realidade. Na verdade, para a maior parte das questões basta um nível de conhecimento elementar de matemática para ter a “ferramenta” necessária para o raciocínio em sentido lato, algo que todas as áreas do saber têm mas nem a associam à matemática. Essenciais a um bom raciocínio são, então, o desejo de procurar a verdade, a honestidade e o carácter e isto são virtudes que se obtêm quase que por um processo de ascese. As ferramentas mentais qualquer consegue aprender, até eu o consegui fazer.

  2. Carmex diz:

    Mário, o que quis dizer foi q

  3. Carmex diz:

    Mário, o que quis dizer foi que a matemática é uma boa ajuda para sistematizar ideias e fazer deduções lógicas. É um bom treino. Há uns tempos estava a jantar com uma professora de português e um professor de matemática do colégio que continuamente tem as melhores médias a matemática, e a professora dizia que notava que os alunos que eram melhores a matemática também escreviam melhor. Porque arrumavam melhor as ideias. O Mário colocou a questão noutro nível, diferente. Claro que a matemática é uma ferramenta, não A ferramenta nem a Verdade, nem sequer a ferramenta exclusiva.

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