Leiam mesmo!

Francisco Proença de Carvalho no Atlântico:

“Não me recordo de nenhum país dito civilizado em que a prioridade da investigação criminal não seja a criminalidade violenta. Mas, pois claro, não há regra sem excepção e, a excepção, só poderia ser Portugal. Por aqui nunca foi prioridade política a investigação deste tipo de crimes. Somos permanentemente imbuídos de um preconceito segundo o qual investir e dar prevalência à investigação de crimes violentos que colocam em perigo a vida e bens dos cidadãos, é um perigoso resquício de um passado autoritário que já tivemos. Minados por este preconceito, os nossos políticos, o nosso sistema judicial e os nossos media acham realmente mais importante que a ASAE faça rusgas a feiras como se estivesse num campo de treino de terroristas, que o nosso fisco seja implacável e que coloque numa listagem para voyeurs os perigosos criminosos e, claro, que todas as empresas e empresários portugueses de algum sucesso sejam investigadas ao milímetro, pois se enriqueceram, temos partir do princípio que foi através de actos ilícitos.”

O resto é igualmente bom.

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