Aisha Duhulow

Este é talvez o único tema em que eu sou intransigentemente intolerante. Estamos em 2008, num mundo globalizado e já não se admitem em lugar nenhum estes comportamentos representativos de um mal absoluto, negro, nem sequer explicável pela nossa condição ancestral de animais de sangue frio (porque até esses atacam apenas quando se sentem ameaçados ou para se alimentarem), nem mesmo em África, continente particularmente violento. O comunismo é para mim um sistema desumano, não só pelos crimes que originou mas porque rouba, como nenhuma outra forma de organização da sociedade, a individualidade, a diversidade, a diferenciação às pessoas; e, no entanto, acredito que muitos comunistas o sejam por convicção arreigada de que é o único caminho para um mundo mais justo; precisamente porque são boas pessoas e procuram um mundo mais justo. Mas com a repressão dos direitos humanos das mulheres pelos islamitas – que vão do levezinho ao totalitário, não escapando nenhum país muçulmano – eu traço uma linha. Não se aceitam, não se pode contemporizar com eles, é impossível oferecer compreensão por uma cultura diferente. São para se recusarem, sem mais. Ponto. Quem se afasta deste repúdio tem, para mim – volto a avisar, é caso único -, algum defeito de carácter. Quando oiço, ou leio, disparates de quererem introduzir partes da sharia no corpo legislativo britânico, ou as reviravoltas em hospitais públicos europeus para as muçulmanas não serem atendidas por médicos de género oposto (quando as velhotas envegonhadas e cristãs não são alvo da mesma solicitude), ou quando uma juíza alemã considera que uma mulher vítima de maus tratos não pode ser protegida pela lei alemã porque é muçulmana e segundo o Islão os castigos corporais à parte feminina são considerados adequados dentro do casamento, ou quando alguém, em tom superficial, critica as críticas aos muçulmanos porque os muçulmanos que conhece até já experimentaram carne de porco, ou quando vêem com desagrado sobretudo esta ofensa virulenta ao politicamente correcto (ou ao bonzinho) ao criticar outras culturas nos seus pontos mais bárbaros e violentos ( e nestes dois últimos pontos até o Farmácia já está maculado, infelizmente), bem, tenho que respirar muito fundo e lembrar-me que até quem produz tais disparates – e disparates cúmplices de grande violência e de morte – também é filho de Deus e passível de redenção. Mas é difícil.

Isto, claro, a propósito da lapidação de uma rapariga na Somália. Pelo que li no DN e no Guardian, aparentemente só tinha 13 anos e havia sido violada. Claro que os que Aisha acusou de a violarem nada sofreram – o que queria eu? são homens. Mas mesmo que tivesse havido adultério, que Aisha fosse adulta, que tivesse havido julgamento com as testemunhas necessárias para a aplicação da pena de morte por lapidação, esta pena continuaria a ser um crime bárbaro. As condenações institucionais de nada valem para pararem estes crimes. Esta supressão de direitos humanos não origina nenhuma leva de sanções aos países que as praticam e nunca justificaria uma intervenção militar. E enquanto houver esta leveza compreensiva multiculturalista, esta pose de tolerância perante os actos “exóticos” de quem está longe, preferindo-se ignorar o sofrimento causado além-mar e recusar palavras e acções (não-violentas) duras sobre o assunto cá em casa, enquanto não tivermos orgulho no que a cultura judaico-cristã produziu e assumirmos que os nossos valores são melhores do que os do Islão, só contribuiremos para mais lapidações.

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3 respostas a Aisha Duhulow

  1. fernando antolin diz:

    É que precisamente/felizmente para os berloques de esquerda,toda esta “diferença” e “multiculturalidade” está longe,longe dos confortáveis condomínios ou apartamentos em zonas trendy onde opinam…longe por enquanto,qué las hay las hay…

  2. Carmex diz:

    BEs e afins são uma vergonha neste campo: por cá são radicais quanto aos direitos das mulheres (apesar de ser só folclore, claro) e depois dão cobertura aos maiores massacres só porque é bonito aceitar a barbárie alheia como se de um pequeno vício inocente se tratasse.

  3. o sátiro diz:

    Olá Carmex
    se quiser dar uma vista de olhos aos comentários feitos sobre essa história num post meu com título “Selvajaria Islâmica” chegamos á conclusão que não há vergonha nenhuma em “desculpar” essas barbaridades por algumas pessoas(?).

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