A globalização do terrorismo

Indian officials suspect the Islamic terrorists in Mumbai may have British links after examining BlackBerry phones they used to monitor news reports. “, Telegraph

Enquanto virús e bactérias afligem a população cá de casa, coisas bem mais mortíferas atacam em Mumbai, o coração da Joia da Coroa. A história da India é uma de violência, e de violência relacionada com ódios religiosos. A separação dos ‘enclaves’ muçulmanos que se tornaram no Paquistão e no Bangladesh é bem ilustrativa. O norte da India, com muitas populações muçulmanas, é um caldeirão cozinhando uma miscelânea explosiva. Massacres, motins, assassinatos com motivações religiosas – e num país onde não é nada normal não ser fervoroso membro de um religião – são frequentes. Lembremo-nos da morte de Indira Ghandi às mãos dos sicks, que não lhe perdoaram a violação do Templo Dourado. Isto num país onde não é nada improvável um passageiro de avião conseguir entrar para o dito transporte com uma cobra venenosa na bagagem de mão (isto foi notícia nos jornais na primeira vez que estive na India, e podem imaginar a minha felicidade), apesar de sermos apalpados detalhadamente (e apalpados é mesmo a palavra) de cada vez que se passa pelo controle de segurança num aeroporto doméstico; a bagagem de mão é sujeita a tratamento idêntico, apesar de ser lícito presumir que o objectivo é mais recolher objectos de valor que valham a pena serem surripiados (a mim foram uns brincos de ouro e turquesas lindos comprados na ourivesaria do Oberoi de Jaipur) do que uma possível bomba incendiária ou animal perigoso. Mesmo no aeroporto de Delhi, que supostamente é uma coisa organizada (para os padrões nativos), como eu viajava em executiva, era frequente levarem-nos para passarmos nos raios X dos VIPs e garanto que nunca ninguém sequer olhou para o que a maquineta revelava que eu transportava dentro da bagagem de mão. Enfim, só quem já esteve na India pode ajuizar de como é facil contornar um controlo naquele país (mesmo sem subornos, que estes devem abrir todas as possibilidades).

Suspeitam-se de ligações dos terroristas ao Paquistão – e como conseguirão ser as relações entre os dois países depois disto? – e aos muçulmanos britânicos. Esta última revelação, mais uma vez, deveria fazer-nos pensar se a complacência actual dos europeus para com os muçulmanos que recusam os nossos valores terá bons resultados.

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