Todos são importantes, mas uns são mais importantes que outros

Não se passa só em Portugal, o que só aumenta os motivos de preocupação devido à propensão para a solução mais fácil e para acomodar os interesses da parte com mais capacidade reivindicativa de direitos e, também, de manipulação da informação. Contudo é urgente colocar nas legislações europeias a primazia dos direitos das crianças em risco e institucionalizadas. Não são apenas as crianças institucionalizadas que perdem a oportunidade de serem adoptadas porque os seus pais não prescindem das visitas com a peridiocidade mínima para não se considerar abandono (como se não fosse óbvio que os pais biológicos ‘desorganizados’ devessem ter um prazo para garantir condições económicas e afectivas para cuidar dos filhos findo o qual, não garantidas, as crianças pudessem ser adoptadas); são também os erros clamorosos dos assistentes sociais, que consideram qualquer gesto dos pais biológicos problemáticos como sintoma de redenção e lhes entregam os seus filhos para uma vida de maus tratos, negligência e, nos piores casos, de perigo para a continuação da vida de maus tratos e negligência; ainda, os atrasos e a lentidão (pelo menos por cá) dos processos judiciais sobre custódias que roubam a infância a tantas crianças.

É certo que estas crianças em risco não se manifestam, não atiram ovos e provavelmente em adultos nem terão formação cívica que os convença a ir votar. No entanto deviam ser os alvos preferenciais da acção de um governo, por serem os cidadãos mais desprotegidos e cuja protecção cabe ao Estado. E cabe-nos a nós, que votamos e nos manifestamos (ainda que não atiremos ovos), exigir do Governo (e de um governo que insiste tanto em pagar abortos…) alterações nestas matérias.

Ler sobre este assunto:

Médicos criam código de conduta para detectar maus tratos a crianças , DN

“Our fatally sentimental view of motherhood
Crimes against children don’t always spring from a broken society. We must admit that a bad mother is a bad mother”, Times

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