Processo Revolucionário Em Curso

Como se percebe, eu não sou uma adepta do relativismo moral. Há coisas que são “mal” e são “mal” independentemente da cultura, da geografia, do grau de instrução, da religião, de todos os possíveis condicionamentos que limitem uma pessoa. E a forma como são negados direitos às mulheres nas sociedades islâmicas (em maior ou menor grau, conforme os países, mas sempre alguma coisa menores do que os dos homens) é sem dúvida um “mal”. E confesso que vejo como arrepiante pessoas que gozam de todos os direitos das sociedades ocidentais preferirem a defesa destes países com leis imorais à da sociedade mais democrática do mundo – refiro-me, claro, aos EUA, que mesmo nos piores momentos são radicalmente mais justos e morais do que qualquer destas sociedades islâmicas mesmo que esforçadas.

Vale a pena ler este texto do NY Times, para nos apercebermos como as mulheres islâmicas quando têm liberdade para isso querem gozar dos mesmos direitos das mulheres que tiveram a sorte de nascer em sociedades mais justas (isto porque há sempre luminárias que defendem que para as muçulmanas faz muito sentido viverem com direitos pela metade) e como no Irão ainda há tanto “mal” para purgar.

“In a year of marriage, Razieh Qassemi, 19, says she was beaten repeatedly by her husband and his father. Her husband, she says, is addicted to methamphetamine and has threatened to marry another woman to “torture” her.

Rather than endure the abuse, Ms. Qassemi took a step that might never have occurred to an earlier generation of Iranian women: she filed for divorce.

Women’s rights advocates say Iranian women are displaying a growing determination to achieve equal status in this conservative Muslim theocracy, where male supremacy is still enscribed in the legal code. One in five marriages now end in divorce, according to government data, a fourfold increase in the past 15 years.

(…)

Despite the gains they have made, women still face extraordinary obstacles. Girls can legally be forced into marriage at the age of 13. Men have the right to divorce their wives whenever they wish, and are granted custody of any children over the age of 7. Men can ban their wives from working outside the home, and can engage in polygamy.

 By law, women may inherit from their parents only half the shares of their brothers. Their court testimony is worth half that of a man. Although the state has taken steps to discourage stoning, it remains in the penal code as the punishment for women who commit adultery. A woman who refuses to cover her hair faces jail and up to 80 lashes.

Women also face fierce resistance when they organize to change the law. The Campaign for One Million Signatures was founded in 2005, inspired by a movement in Morocco that led to a loosening of misogynist laws. The idea was to collect one million signatures for a petition calling on authorities to give women more equal footing in the laws on marriage, divorce, adultery and poligamy.”

NY Times

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3 respostas a Processo Revolucionário Em Curso

  1. PGFV diz:

    É pena que não aplique o mesmo racciocínio ás questões em torno dos direitos de pessoas do mesmo sexo: casamento e adopção. é mesmo muita pena que não consiga ser coerente com os seus próprios argumentos

  2. A.R diz:

    Por: PGFV em Fevereiro 20, 2009
    às 10:20 am .

    O que é que o rabinho tem a ver com as calças?

    Casamento? Mesmo sexo!! Pobreza de espírito. Adopção? Maluqueira!! Querem aquilo que não podem gerar.

  3. Maria João Marques diz:

    PGFV, também não entendo a lógica do seu argumento. Se quer comparar o facto de as mulheres terem os mais básicos direitos humanos negados em muitas sociedades islâmicas, de que resulta muitas vezes violência sobre as mulheres e até a sua morte, ao facto de ñão ser permitido aos homossexuais casar com outra pessoa do mesmo sexo, persita no argumento sozinho. Eu acho a comparação absurda e perversa.

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