Tempo

Conforme ia dizendo há uns dias atrás, aproveitei a tarde de sábado para ir ao cinema com o meu filho mais velho, de 9 anos, dado o do meio ter ido a uma das incontáveis festas de aniversário que preenchem os fins de semana do ano escolar e o mais pequeno não ter chegado ainda à idade de ver filmes decentes. Fica guardado o A Christmas Carol da Disney para a família toda.

Decidimos ir ver o 2012 (aliás, ele decidiu, que nestas alturas fazemos o que eles querem, sem discussão), na sessão das cinco. Como eu precisava de ver umas coisas no shopping, fomos duas horas mais cedo para comprar o bilhete e dar as voltas necessárias.

Os dois parágrafos anteriores não são importantes, apenas servem para contextualizar. O importante daquela tarde foi o tempo que passámos juntos, os dois, como se estivéssemos sozinhos no mundo. Houve tempo para falar, para rir, para partilhar, para até ele me dizer que o preço do casaco que me assentava na perfeição ser excessivo, e que mais valia esperar pelos saldos. Enquanto esperávamos na fila para o café (e para o garoto claro e morno), olhando para o lado, pela primeira vez não vi um miúdo, um rapazinho (que nunca deixará de o ser), mas passei a ver também um companheiro.

Muitas vezes nos queixamos que não temos tempo para os filhos, para a família. Vou descobrindo que estes pequenos excertos valem por horas incontáveis. E são sempre possíveis de acontecer.

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