Salário Mínimo

O Governo, ao anunciar no Parlamento que irá propor um aumento de 25,00 € ao salário mínimo (SM) – que assim passará dos actuais 450,00 € para 475,00 € – esteve bem. Resulta de um acordo anterior que definia a meta de 500,00 € para o SM em 2011, e considero que os acordos têm de ser escrupulosamente cumpridos, sob pena da palavra dada deixar de ter qualquer significado. Muitas vezes digo à prole que podemos não ter mais nada, mas a nossa palavra é só nossa e ninguém a pode tirar. Isto para os políticos também tem de ser lei, ou pelo menos devia ser. Posso ser muito crítico de Sócrates e da sua equipa (e das inúmeras trapalhadas, incontáveis desvios, elevadas particularidades, muitas curiosidades…) mas neste caso específico fizeram o correcto. Qualquer empresário com um mínimo de cabeça conseguirá suprir este acréscimo de despesa. Se não o conseguir, mais vale dedicar-se a outra coisa qualquer.

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2 respostas a Salário Mínimo

  1. Maria João Marques diz:

    Hmmm, não é assim tão simples. O aumento do salário mínimo causa desemprego (até economistas como o Ricsrdo Reis o reconhecem), pelo que nesta altura em que temos 10% de desempregados é uma enorme irresponsabilidade. Por outro lado, se os empresários que pagam o salário mínimo podem conseguir dedicar-se a outra actividade, é menos certo que os trabalhadores que actualmente recebem o salário mínimo (pouco qualificados) tenham a mesma facilidade. Enfim, será uma melhoria para alguns à custa dos que vão ficar desempregados.

    • ventilan diz:

      Neste post não pretendi fazer uma análise das virtudes ou defeitos do salário mínimo, mesmo tendo vindo a acompanhar as discussões que se têm gerado sobre o mesmo. É verdade que muitos economistas se têm vindo a pronunciar contra a existência do SM – sendo a principal razão apontada o deixar de fora quem estaria disposto a trabalhar por menos do que o tecto imposto – mas as opiniões são muito diversas, e economistas há muitos (até o Francisco Louçã é professor doutor da área, for God’s sake!).

      O que quis deixar impresso, e julgo que o fiz, é que este valor proposto resulta de um acordo tri-partido (governo, sindicatos e patronato) e é minha firme convicção de que pior que um mau acordo é quebrar acordos prévios. Restará à sociedade de um modo geral adaptar-se a esta nova realidade, e estou convencido de que daqui por um par de meses já ninguém levantará a voz contra os 475 euros.

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