Ao jeito de Américo Tomás

Está iniciada a saga das presidenciais. Mais do que discorrer sobre candidatos, sobre o tema só se me oferece constatar que a relação entre a Presidência da República e o Governo é por hábito, neste país, acrimoniosa.

Ramalho Eanes tenta afrouxar o establishment de então, protagonizado por Mário Soares, com a fundação do PRD; por sua vez, Mário Soares era “a” força de bloqueio de Cavaco Silva (deixem-me trabalhar, deixem-me trabalhar); Santana Lopes é arredado por uma intuição de Jorge Sampaio; e last but not least cai como um castelo de cartas a cooperação estratégica entre os actuais detentores dos cargos.

José Sócrates passeia uma arrogância incomodativa, e Cavaco Silva não tem apetência para se pôr ao jeito de Américo Tomás – não se lhe conhece inclinação para caçar sentado, nem para plantar a primeira relva num estádio de futebol.

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