É o que dá ter ministros sindicalistas

Diz a nossa sindicalista-in-chief, Helena André, que o subsídio de desemprego é ‘um direito’ e incomoda-se se alguém que recebe dinheiro dos contribuintes numa situação de falta (espera-se que temporária) de rendimentos tiver de trabalhar como contrapartida desse dinheiro dos contribuintes (e que custa a ganhar aos contribuintes). Já não preocupa a sindicalista ministra que haja quem recebe o subsídio de desemprego ficando dois anos a usufruí-lo em vez de procurar novo emprego (as vezes que me chegaram fichas de candidaturas – cujo destino era o caixote do lixo –  com a observação de que o candidato só começara a procurar emprego um ou dois meses antes de terminar as transferências de dinheiro dos contribuintes, algo que, de resto, muitas vezes era candidamente assumido pelos candidatos, como se fosse óbvio que depois de ficar desempregado se devesse ‘gozar o subsídio de desemprego até ao fim’). Nem que, devido à falta de mecanismos de fiscalização, muitos recebam o subsídio de desemprego e simultaneamente aceitem um emprego recebendo ‘por fora’ (as vezes que isso me foi proposto por candidatos que até poderiam interessar à empresa, e que recusavam as propostas de trabalho, uma vez que não queriam perder a oportunidade de acumular subsídio de desemprego com ordenado).

Ora bem, se o subsídio de desemprego fosse – como devia, e qualquer PSD liberal o proporá – efectivamente um seguro que cada trabalhador contratasse com uma seguradora, negociasse a percentagem do ordenado que receberia em caso de desemprego, o período de tempo máximo em que receberia a prestação do subsídio de desemprego, que quinhão do ordenado pagaria mensalmente à seguradora, então ninguém teria nada a dizer sobre o que outro faria enquanto desempregado e recebendo a prestação da seguradora (sendo certo que o prémio do seguro aumentaria se se tratasse de alguém propenso a grandes períodos de desemprego). Como actualmente se acede ao ‘direito’ ao subsídio de desemprego pelos descontos mensais para a segurança social, mas as receitas da segurança social não chegam para tanto subsídio de desemprego e tanta presatção social, quem recebe o subsídio de desemprego está efectivamente a receber transferências de quem produz e paga impostos. Que quem recebe o subsídio de desemprego faça trabalho comunitário, que devolva em espécie e tempo de trabalho aos contribuintes o esforço que lhes exige, é (no sistema actual) da mais elementar justiça.

(também n´O Insurgente)

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Uma resposta a É o que dá ter ministros sindicalistas

  1. Paulo Mestre diz:

    Diz a senhora do alto do seu “bom nascimento”, do sofá de cabedal e design minimalista ciente de que a si nunca lhe tocará dar tratos de polé à imaginação para saber como botar o jantar na mesa da filharada. Todinha vestindo Gant. Boas férias na Patagónia ou já lá foi?

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