Será que a luta pelo direito à auto-determinação vai chegar ao coração da Europa?
Já não nos bastavam os gregos a mostrar quão fácil é dar cabo de um país, agora os belgas descobrem que afinal não se entendem uns com os outros e que, tal como um casal desavindo mas civilizado, começam a equacionar se a melhor opção não será um “divórcio amigável”.
Entretanto os catalães lá aproveitam para se posicionar à boleia e dizer que, se for para separar alguma coisa, não se esqueçam que lá na casa espanhola também vive um casal com desavenças em que uma das partes também gostava de se separar. Nós cá no nosso cantinho também não podiamos estar longe dos movimentos dos “países mais avançados” e portanto também temos a nossa Olivença.
Acho interessante que ao mesmo tempo em que se discute uma maior integração europeia em áreas tão importantes como a justiça ou a fiscalidade, aqueles onde a instituição Europa fixou sede sejam eles os primeiros a pensar em cisões. Acho sobretudo interessante o momento que escolheram para discutir a questão: 6 meses antes de lhes darem a presidência da UE para as mãos.
Isto tem tudo para correr bem…