Da próxima não se esqueçam de fazer o mesmo, se faz favor

Isto para nos distrair do cenário de provável bancarrota. A boa notícia é que foi tudo feito – sendo tudo gastar o que temos e o que não temos e nem sabemos se algum dia teremos, endividarmo-nos até ao tutano, assustarmos os impressionáveis estrangeiros das agências de rating com o nosso fraco crescimento económico e défice orçamental excessivo e despesa pública descontrolada, vivermos como aqueles aristocratas arruinados (a Becky Sharpe e o Rawdon Crawley do Vanity Fair come to mind) que só sobreviviam à conta do crédito que lhes era concedido e só lhes era concedido crédito enquanto mantivessem um prestígio aparente, que se concretizava num estilo de vida vistoso e dispendioso o que, claro, aumentava as necessidades de crédito – para nos salvar de uma crise económica em 2009 que se dizia que seria a pior dos últimos oitenta anos mas que na realidade passou depressa mesmo sem esgotar os pacotes anti-crise e que ninguém sabe que gravidade poderia ter tido.

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