Quem estará à altura de protagonizar esta fase difícil nacional?

Sim, era mesmo um salto quântico o que Paulo Rangel lhes pedia, ao PSD e ao país. Mas era a ruptura necessária. Paulo Rangel desafiou-nos a mudar de vida, a libertarmo-nos de maus hábitos, de vícios de décadas, de erros repetidos. E com o entusiasmo e vigor de quem acredita nessa necessidade urgente.

A necessidade dessa ruptura mantém-se, mas não foi a solução escolhida pelo PSD. E assim, também não foi a solução a apresentar ao país. O PSD escolheu a “unidade do aparelho” e a gestão de expectativas do poder. E mesmo que tenha abrangido Paulo Rangel e Aguiar-Branco, não está a abranger as suas ideias nem as suas propostas. Embora hoje o negue, Passos Coelho escolheu o consenso, o bloco central. E isso é o pior que nos pode acontecer agora. A nós todos. 

Quem estará à altura de protagonizar esta fase difícil nacional? Quem estará à altura de nos ser útil, de nos colocar de novo no caminho possível para sair do buraco onde estamos metidos? Sinceramente, começo a olhar para o CDS. É certo que o CDS é mais imprevisível do que eu desejaria e esteve por um triz de ceder à tentação. Mas até agora evitou esse erro, de embarcar numa coligação que o iria adulterar completamente. (Quem se mete com o PS leva, disse um ministro exemplar. Mas quem se mistura com o PS é destruído, digo eu). Sim, o CDS é actualmente o partido onde vejo mais vitalidade e criatividade, capacidade de trabalho e de organização. Talvez também por não ter uma máquina partidária tão pesada nem tão ávida de lugares estratégicos. Está mais livre de compromissos internos e expectativas negociadas. Sim, pode estar no CDS a solução mais próxima e viável. E mesmo que não protagonize a saída do buraco, terá de ser considerado como um dos seus elementos-chave. 

Ontem, no Roda Livre da TVI 24, voltei a ouvir a hipótese de um “governo de salvação nacional”. Nem Villaverde Cabral nem Rui Ramos consideraram possível sair deste impasse (o tal garrote, lembram-se?) com o actual PM. Não dá. E cada dia que passa começa a ser penoso, de facto. Estamos à beira de um ataque de nervos, ou de pânico, o que é bem pior. Portanto, vamos ver se esta solução possível é mesmo agilizada e se começamos a conquistar alguma credibilidade externa. Um governo liderado por alguém que seja percepcionado pelo país como alguém que leva o país a sério. Que transmita ao país a sua situação real e as soluções possíveis, o que implicam, o seu preço elevado mas também os benefícios previstos, e em que prazos. Enfim, com o que podemos contar e o que teremos de fazer para a sua concretização.

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