Actualmente temos um primeiro-ministro envolto em nuvens mais negras do que as do vulcão de nome impronunciável, que só nos oferece as suas mal amanhadas explicações quando a isso é obrigado; pensa, parece, qual monarca iluminado, ser ilícito media e eleitores pedirem explicações a quem os representa. Temos um deputado que rouba uns gravadores a uns jornalistas porque não gosta das suas questões, que inventa umas desculpas de ‘acção directa’ e que continua deputado com a bênção do PS. Temos, como no tempo do Estado Novo, empresas e empresários do regime (JP Sá Couto e Mota Engil, só para dar dois exemplos) com quem as negociatas mais escuras são feitas, com a originalidade de serem feitas às claras.
A herança de Sócrates não vai ser apenas a bancarrota; pior do que a bancarrota será a jóia de família de compensar a ausência de ética na política. Afinal Sócrates foi recompensado por ser um vazio ético em Setembro do ano passado.