Ora aqui está um tema difícil de abordar. Por duas razões: uma, porque define o nível do absurdo a que chegámos como país; outra, porque exige uma abordagem séria e sistemática da Educação, da Escola pública e do papel dos pais e do Estado.
Hoje inicio o tema com os links que segui e que me deixaram verdadeiramente aterrada. É que vislumbrei, talvez pela primeira vez, o que ocupa aquelas cabeças socialistas, uma verdadeira obsessão sexual. Para estas cabeças a sexualidade é vivida de forma mecânica, quase por impulso, desligada de outras aprendizagens comportamentais.
Uma educação abrangente ajuda a criança a lidar com o mundo que a rodeia, com os outros, os seus pares e os adultos. Responde à sua curiosidade em relação ao mundo e aos outros, sem impor uma visão mecanicista e artificial de uma de várias dimensões da sua vida. Mas aqui o sexo é sobrevalorizado e colocado no centro das relações humanas. Em vez de adultos responsáveis e autónomos, capazes de tomar as melhores decisões para a sua vida, promovem-se sex addicted, na melhor das hipóteses, ou dependentes do prazer imediato em que os outros são vistos como objecto do desejo, ou de eternos sedutores e manipuladores nas relações interpessoais.
Acham que estou a exagerar? Provavelmente leram ensaios ou artigos de psicólogos e sociólogos modernaços, rendidos à importação acrítica de modelos educacionais em pacote (agora usam-se muito “pacotes” disto e daquilo), e talvez mesmo os kits tenham sido importados ou adaptados de um qualquer “pacote”. Não se fiem nestes estudos empacotados, importados ou encomendados. Nem todos os psicólogos e sociólogos seguem as agendinhas modernaças do momento.