Os comunistas do Porto queriam uma rua na cidade com o nome de José Saramago e a maioria de centro-direita na autarquia não aceitou a proposta. Até aqui nada de surpreendente na notícia do Público. Sucede que o jornalista (certamente mui isento) escreve o seguinte sobre a argumentação de Rui Rio (bolds meu):
E eu questiono-me: será que, para este jornalista, sanear uma pessoa por motivos ideológicos – i.e., despedir, sem qualquer indemnização, alguém por motivos ideológicos, fazendo perder a quem é despedido o seu ganha-pão, para mais numa circunstância muito específica em que quem era saneado tinha inúmeras dificuldades em encontrar emprego noutro local e, em consequência, vivia períodos de maior constrangimento económico – se equipara a escolher os jornalistas das conferências de imprensa ou a condicionar a atribuição de subsídios camarários (dinheiro que é propriedade dos contribuintes e não das clientelas subsidiodependentes, ainda que estas suponham ter um direito inalienável ao dinheiro alheio) à aceitação pelas entidades a subsidiar das condições impostas pela CMP?
Enfim, é o jornalismo que temos.
“Enfim, é o jornalismo que temos.” É o que eu estou careca (simbolicamente e de facto) de dizer, MJ. Eles marcham todos na mesma parada.
E eu, repetindo-me, acrescento ao «enfim, é o jornalismo que temos» o «enfim, é a mediocridade que temos, tanto no jornalismo como na oposição, na cidade do Porto».
José, bem-vindo aqui ao Farmácia. E tem razão: a mediocridade da generalidade da comunicação social é proporcional à mediocridade da generalidade da classe política.
Foi um prazer vir até aqui a este cantinho, de tal forma que o vou colocar na lista dos meus favoritos, com o vosso consentimento.
Abraço
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