Ora aqui temos um tema belíssimo para um filme: Mulheres, em diversas geografias. A Maria João dá-nos uma das geografias, Afeganistão. A vida difícil das mulheres e a necessária criatividade da adaptação e da sobrevivência. Sim, li o artigo que a Maria João linkou, 6 páginas elucidativas que nos aproximam de imediato de pessoas comuns como nós, condicionadas a hábitos culturais que nos são estranhos. A esperança aqui está nas mãos das mulheres que conseguem estudar e que se vão introduzindo na participação da gestão colectiva. Creio que nelas está a possibilidade de um dia vermos as mulheres obterem direitos equivalentes aos homens. E aqui as mulheres estão atentas e activas, revelam coragem e confiança. Sim, a esperança está nas suas mãos.
A segunda geografia é mesmo aqui ao lado, Espanha. Aqui as mulheres parecem aceitar o paternalismo publicitário socialista, ele foram fotografias com as mulheres-ministras (?), ele foi a criação de um Ministério da Igualdade (??), como se as mulheres não tivessem voz própria ou fosse necessário lembrar a sociedade da sua existência. Uma mulher não deve ser escolhida para um lugar por ser mulher mas pela sua competência. E só assim pode conquistar o seu lugar nas decisões colectivas. Bem, já me entusiasmei. Onde ia eu? Ah sim, num país onde as mulheres são tratadas como especiais digamos assim, para spot publicitário, pois bem, num país assim, quando as mulheres-polícia são enxovalhadas numa qualquer fronteira, o que é que acontece? Nada. Muito estranho, não acham?