Vamos não levar a mal a Mario Vargas Llosa que lhe tenham atribuído o Nobel da literatura.

De Mario Vargas Llosa li apenas Lituma nos Andes e Pantaleão e as Visitadoras. Chegaram para me fazer admirar a mestria estilística e o inevitável travo sul-americano da forma e do conteúdo da escrita. Chegaram, enfim, para afirmar que qualquer prémio de prestígio é merecido pelo escritor peruano, ainda que dado relutantemente: é que Vargas Llosa, produto da elegante Arequipa, é de direita, defensor da liberdade individual, mais crítico de aberrações marxistas como o Sendero Luminoso do que dos Estados Unidos da América, e teve até o despautério de se candidatar à presidência do Peru contra o populista Fujimori – tudo liabilities que o comité Nobel não tem por costume desculpar.

(Fotos de Arequipa, cidade que visitei semanas depois do sismo de 2001, enquanto se registavam diariamente várias sequelas do terramoto: a soberba Igreja da Compañia, que contém este tão simpático claustro, estava encerrada e foi visitada clandestinamente; o Convento de Santa Catalina, da fotografia com as cores mediterrânicas, evidenciava recentes falhas nas suas paredes; e o inevitável lama, criação das redondezas da cidade e animal que nos livros de Hergé se desentendia com o Capitão Haddock.)

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