Ups!, o sistema não previa isto: as fórmulas do seu menu já não funcionam. Que chatice!, não se poder recorrer às fórmulas simples (pensamento binário) do séc. XX: a fórmula “mudança de regime” por exemplo, a fórmula “Salazar”, outro exemplo, a fórmula “revolução das flores”, a fórmula “consenso nacional”, enfim, já não funcionam no séc. XXI (pensamento analógico).
Mas mesmo que o sistema se quisesse actualizar, digamos, numa formação teórico-prática, nunca iria encontrar as fórmulas certas, impossível. Porque qualquer fórmula que funcione, lhe indicará à partida a necessidade de se auto-anular, a toda a lógica da sua existência binária (nós e eles).
Portanto, o problema nem está nas criaturas, mas nas fórmulas encontradas no menu (“consenso nacional obrigatório”), e na própria natureza do sistema (o seu criador). O sistema está a colapsar, e nem percebeu. E não é só aqui, neste canto cada vez mais obscuro da Europa, os “serviçais da UE”, digamos assim, mas na própria Europa. O Papa Bento XVI, que vive no séc. XXI mas poucos viram isso, já percebeu. Isto tudo vai colapsar e vai levar muita coisa atrás, porque são os próprios alicerces da estrutura a ir abaixo.
Voltando ao nosso canto obscuro, a fórmula “consenso nacional obrigatório” à volta de três criaturas do sistema, também não vai funcionar. Com a actual organização política, que permite a apropriação automática das chaves essenciais da maquinaria toda, que sufoca as artérias de um país, a economia, as relações de equilíbrio, a responsabilidade partilhada, o sistema comprometeu definitivamente a permanência da sua lógica binária no séc. XXI.
Só os grupos que se reavaliarem e reformularem (pensar e reflectir), que perceberem a lógica do séc. XXI (analógica), em que são consideradas todas as variáveis e escolhidas as melhores soluções, de forma aberta e percebida pelos intervenientes, se poderão manter. Só os grupos que se adaptarem à comunicação viva e contínua, à informação rápida e correcta, serão eficazes e se manterão.
Ora, o sistema é inconciliável com esta nova lógica analógica. É só uma questão de tempo, portanto. O maior receio de quem pensa tudo isto? Os estragos que o seu colapso irá provocar. Porque o seu peso, o estrondo, vai cair sempre sobre os mais desprotegidos e vulneráveis. E vejam em que percurso de lógica binária: primeiro deram-lhes cabo das áreas estratégicas da economia, da sua cultura secular, da sua autonomia e dignidade, agora seria só a domesticação final de escravos-contribuintes. Seria… porque esta fórmula já não funciona no séc. XXI.