José Sócrates, o elogio merecido

Não posso se não indignar-me com a titânica injustiça que se propaga neste país, socialistas avulsos incluídos, de acusar o governo de ter ignorado, desprezado, sub-avaliado, o que seja, o problema do endividamento português (e a ‘situação explosiva’ a que isso nos poderia levar, segundo a palavra de velhos do Restelo como Cavaco Silva ou daquela geriátrica insuportável da Manuela Ferreira Leite).
Desculpem-me, mas eu recordo-me, em entrevista na insuspeita e independente RTP, de ver o primeiro-ministro questionado sobre o crescimento do endividamento. É inegável: o primeiro-ministro tinha bem conhecimento do problema e de forma nenhuma mostrou surpresa pela questão. E, vejam bem, o primeiro-ministro até tinha uma resposta pronta: o país estava endividado devido à alta dos preços dos combustíveis, e é bem conhecida a dependência energética de Portugal face ao exterior. Mais, o primeiro-ministro tinha a solução para o endividamento do país e apresentou-a: apostar nas energias renováveis de forma a diminuirmos a tal dependência.

 E ainda há quem duvide que somos governados por um génio. Que gente velhaca e descrente.

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