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Parece que agora (na opinião de Paulo Portas mas não só) a salvação da república virá de uma coligação pré-eleitoral entre o PSD e o CDS. Ora estando eu no lado do PSD que é próximo do CDS, não posso deixar de reconhecer o óbvio: uma coligação pré-eleitoral entre PSD e CDS é um monumental disparate. E o argumento (contra) dos resultados eleitorais de uma coligação (penso que uma coligação tem menos votos do que a soma de PSD e CDS em candidaturas separadas) não é sequer o mais importante. A questão fulcral é: ou bem que os dois partidos têm projectos políticos diferentes e se candidatam separadamente, sabendo que uma coligação pós-eleitoral é provável, ou bem que politicamente não se distinguem e então tratem da fusão e não apenas da coligação. É assim que as democracias crescidinhas funcionam, com benefícios evidentes. Claro que isto implica a existência de projectos políticos de centro-direita nos dois partidos, algo que, até ver, não existe. E assim se chega ao outro argumento contra a coligação pré-eleitoral: seria uma excelente desculpa para o PSD continuar sem se definir ideologicamente. E tendo as grandes reformas que normalizaram a nossa democracia e a economia sempre provindo do PSD, esta indefinição sinaliza um partido que pretende continuar refém das ideias socializantes – e sem um projecto para o país diferente do que poderia ser adoptado pelo PS.
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